sábado, 15 de dezembro de 2012

Sou candidato!

A CPS do Psd Cabeceiras de Basto indicou-me, hoje, à estrutura distrital do PSD como candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições autárquicas que se avizinham.
É para mim uma grande honra e uma enorme responsabilidade.
Uma grande honra, por terem confiado em mim e no trabalho que tenho desenvolvido ao longo dos anos, no nosso concelho, quer como Professor, quer 

como cidadão envolvido na comunidade.
Uma enorme responsabilidade, porque num contexto político, social e económico difícil, quer a nível local, quer nacional, se me exige determinação e empenhamento de modo a defender um projeto que promova o futuro de Cabeceiras e dos Cabeceirenses.
Tal como sempre fiz, trabalharei em prol da nossa terra e das nossas gentes.
Espero ser digno da confiança que em mim depositaram.
Espero, também, contar com o apoio e a colaboração de todos aqueles que entendem chegada a hora de mudar e fazer de Cabeceiras uma terra mais atraente, mais desenvolvida, com mais emprego, com maior sensibilidade social, com melhor qualidade de vida.
Por Cabeceiras e pelos Cabeceirenses!





Foi com esta mensagem no facebook, no passado dia 11, que assumi ser candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições do próximo ano, liderando as listas da coligação 
abrangente PSD/CDS, que contará também com a presença e apoio de cabeceirenses independentes.

Desde há uns meses que este meu blogue pessoal tem sido secundarizado, face ao assumir de posições enquanto responsável do PSD.


Agora, mais ainda, ver-me-ei com menor disponibilidade para alimentar este espaço. 


Contudo, por aqui virei e sempre deixarei algumas mensagens.


A todos os meus seguidores agradeço a compreensão e espero contar que me "sigam" no novo caminho que vou trilhar.


Obrigado a todos!



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mudar de atitude


Os últimos tempos têm sido difíceis e sinceramente não é clara a forma como se pode resolver os problemas a curto prazo.
Seria leviano afirmar que estamos a avistar o oásis, mas temos de pensar positivo.
Os momentos de crise constituem-se como janelas de oportunidades. Há sempre novos desafios, novas ideias, novas necessidades, são ocasião de mudança.
E a mudança permite evoluir, leva à inovação, promove a depuração de erros e agita a acomodação.
Perante este cenário de crise, exige-se responsabilidade, rigor, seriedade.
Porém, temos assistido à desculpabilização, à demagogia e ao incentivo ao facilitismo.
Só que esse não é, nem nunca será, o caminho.
Por aí voltaremos ao passado que nos arruinou. E temos de ser claros, a situação que vivemos não é de hoje, da responsabilidade deste Governo.
Estamos tão só a pagar a factura de quem gastou sem olhar a quem e quando iria pagar.
Como me dizia alguém, com responsabilidades nesses tempos, “o povo queria coisas e nós demos-lhas, ele bem sabia que algum dia havia de as pagar”.
E é isso que hoje acontece. Paga-se a factura, mas agravada com juros exorbitantes. Estes são hoje o quarto “ministério”, isto é os juros consomem a quarta maior fatia do orçamento.
Mas mesmo assim, tem havido a procura de justiça social. As pensões mais baixas serão aumentadas. Mantêm-se a generalidade dos benefícios sociais para os mais desfavorecidos.
É a classe média, é a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem que é a mais sacrificada. Naturalmente, cada vez mais insatisfeitos e revoltados os portugueses.
Porém, onde estão alternativas para fazer face a seis mil milhões de euros de juros por ano?
Muito se fala, muito se critica, muito se injuria, mas as propostas não aparecem e os paliativos que recomendam não servem para coisa nenhuma.
Urge mudar de atitude.
Pensar que seremos capazes de vencer a crise, que esse desafio passa pelo trabalho, pela produtividade, pelo rigor, pelo empenhamento pessoal e colectivo.
Quando invetivamos os países ricos que nos apoiam, esquecemos que os seus povos estão a trabalhar para criar riqueza nas suas nações. Pelos vistos, para eles próprios e para acudir aos outros.
Os portugueses darão a volta à situação, tal como o fizeram ao longo da sua quase milenar História, com uma mudança de atitude, com coragem e com determinação.
Por Portugal e por todos nós!

Aproxima-se o Natal e este deve ser o último texto antes das festividades, pelo que não quero deixar de expressar a todos os leitores os meus votos de Santas Festas e desejar um Ano Novo melhor para todos.

Texto para a edição de Novembro de "O Basto"

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cabeceiras andou à deriva


Os últimos dias têm sido marcados pela contestação às medidas, adoptadas pelo Governo e pelos seus serviços descentralizados, que, num esforço de reestruturação e contenção de despesas, promovem a concentração de chefias ou de serviços,
Assim aconteceu com a deslocalização da ambulância SIV – Suporte Imediato de Vida, com a delegação da DRAP-N – Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte – do Ministério da Agricultura e porventura acontecerá com a direcção do Centro de Emprego de Basto.
Curiosamente, não houve destas tomadas de posição quando foi o caso do encerramento da Equipa de Apoio às Escolas ou do encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP / Urgência) no Centro de Saúde.
Nestes ou noutros casos, impõem-se saber se os cabeceirenses são ou não prejudicados e se há ou não alternativas.
Claro que o encerramento de serviços, geralmente, nunca é positiva. Nisso todos estamos de acordo.
Porém, em nenhum dos casos ocorridos, os cabeceirenses ficaram sem capacidade de resposta das entidades visadas.
No caso da SIV, foi substituída por uma ambulância SBV – Suporte Básico de Vida, que satisfaz as necessidades básicas da nossa população e se mantêm integrada na rede do serviço do INEM.
Quanto aos serviços de agricultura e do emprego, apenas e só a direcção daqueles serviços transita, respectivamente, para Penafiel e Amarante. Para o cidadão e comum utente, na prática nada muda.
Então porque será que estas mudanças causaram tanta celeuma?
Apenas e só por mero jogo partidário do PS.
Num caso para fazer ajuste de contas internas, no(s) outro(s) para cavalgar a onda do descontentamento e atacar o Governo e os partidos que o apoiam.
Mas talvez fosse bom pensar nas causas destas medidas e em eventuais alternativas viáveis.
Todas estas medidas acontecem, porque Cabeceiras não tem objectivamente as condições estruturais que justifiquem a manutenção dos serviços.
Com quase duas décadas de forte investimento estatal no concelho, verifica-se como resultado que o único desenvolvimento que se regista é no aumento desemprego, no aumento da emigração, no aumento do empobrecimento dos cabeceirenses.
Ora o PS precisa urgentemente de desviar as atenções deste cenário em vésperas de eleições. Daí as guerras internas, daí o aproveitar de qualquer pequeno facto para lançar uma campanha de alarmismo social e de demagogia política, de modo a esconder as responsabilidades que tem no actual estado do concelho.
Por outro lado, quando assistimos à contestação destas medidas, nunca vimos uma única proposta alternativa. Apenas e só se exige a manutenção da situação anterior, como se essas condições fossem imutáveis.
Verifica-se agora que Cabeceiras andou à deriva ao longo destes anos. Não houve um projecto, uma linha de rumo, um objectivo a atingir. Em vez de se investir naquilo que promovia o desenvolvimento do concelho, na criação de riqueza, na satisfação das necessidades básicas, na promoção do emprego, endividou-se em muitas obras, apenas para satisfação de interesses pontuais, que consumiram os recursos financeiros disponibilizados e hipotecam o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.
Está na hora de mudar!
Definir um rumo, escolher um caminho e constituir uma nova equipa de modo a que seja possível dar esperança aos Cabeceirenses.
Isso de certeza que não será possível com qualquer daqueles que, no PS, governaram o nosso concelho ao longo destes anos todos e são responsáveis pela situação a que chegámos.

Artigo para a edição do jornal "O Basto"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Comentários de um Chinês sobre a crise da Euro


Opinião de um professor chinês de economia,  sobre a Europa -
o Prof. Kuing Yamang,  que viveu em França
Kuing Yamang

 1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...


2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. (Os europeus) vão diretos a um muro e a alta velocidade...

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Reflexão sobre Portugal


"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá
que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e
consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má      
aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o  esforço de adesão e      
adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu "per capita"  e o que menos proveito
retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na
qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades
primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de
futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas,
fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a
empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício,  pagamento a
agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem
as embarcações,  apoios estrategicamente endereçados a elementos ou  a
próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes
superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça,
frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no
que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes
negócios, desenvolvendo, em contrário,  uma atenção especialmente
persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos
penetram, já que os  partidos cada vez mais desacreditados, funcionam
essencialmente como agências de emprego que admitem os mais
corruptos e incapazes,  permitindo que com as alterações governativas
permaneçam,  transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.
Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores,
assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas
dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso
nos problemas do país.
Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica,
entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de
direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder,
que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.
Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas
com telhados de vidro e linguagem pública, diametralmente oposta ao que os
seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.
À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior,
mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações
ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a
população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à
esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação
social, que o coloca sempre como um perigo latente  e uma extensão
inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das
realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a
democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a  impreparação,
ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse
fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no
secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o
grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são
na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à      
industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários
países.
Ora, é bem de  ver que com este caldo, não se pode  cozinhar uma
alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda.
Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre
ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada
por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos
sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e
calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos
gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita
exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são
condicionados pelos problemas já descritos e ainda  pelos contratos a
prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento
dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr
em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por
isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam  dar luz a novas
ideias e à realidade do seu país,  envolto no conveniente manto diáfano
que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas
recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática
da apregoada democracia.
Só uma  comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a
fugir da banca, o cancro  endémico de que padece, a exigir uma justiça mais
célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar
consciência e lucidez sobre os seus desígnios.

Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na       
Universidade de Estrasburgo

terça-feira, 11 de setembro de 2012

"11 de Setembro"

Faz hoje anos que as torres gémeas de Nova York foram atacadas num dos mais cruéis e hediondos crimes do terrorismo internacional. 
Desde aí, o mundo vive sob a pressão de múltiplos ataques, dos quais se vai destacando uma guerra económica e financeira sem precedentes.
Os países mais pequenos e mais vulneráveis têm vivido períodos de grave crise, com os inevitáveis custos para os mais pobres, os mais carenciados. Mas que se têm estendido às classes médias, que cada vez mais se proletarizam.
Portugal, a realidade que a todos nós diz respeito, vive anos de grande e grave crise.
Há um ano atrás, também, fomos atingidos pela notícia, dada pelo então primeiro-ministro socialista, que tínhamos de hipotecar a nossa independência económica e financeira, através de um resgate internacional, face ao cenário de iminente bancarrota.
Durante este ano, o novo Governo foi apenas o agente que, em nome da troika, implementou as medidas negociadas por Sócrates e pelo PS.
O Governo está atado a um memorando que resulta da (des)governação do PS.
Esperar-se-ia que aqueles que levaram o país a uma situação de insustentabilidade económica e financeira assumissem, pelo menos, responsavelmente o acordo que se viram obrigados a solicitar, a negociar, que aprovaram e assinaram.
Porém, dia após dia, apenas se vê os dirigentes socialistas reclamar das múltiplas medidas que o Governo é obrigado a executar, de acordo com o programa estabelecido nas condições acordadas pela negociação feita pelo próprio PS com os nossos parceiros internacionais.
Conforme o Governo não se cansa de evidenciar, Portugal estava em pré-bancarrota e as medidas adoptadas foram aquelas que nos foram impostas.
Não foi o Governo da coligação PSD/CDS que levou o país ao desequilíbrio das contas públicas. Não foi o responsável pelas parcerias público-privadas, não foi o responsável pelo descalabro das SCUT, não foi o responsável pelos milhões gastos no TGV, não foi o responsável pelo enxamear do estado com fundações e negócios ruinosos.
Quem Governou Portugal nos últimos anos foi o PS.
E colocou o país na situação que hoje todos nós vemos.
Aliás, nem se percebe como é que hoje criticam e sugerem medidas que não foram capazes de adoptar ainda quando o país não estava sob a vigilância internacional. Onde estavam afinal estes dirigentes? Onde tinham guardado as suas boas ideias?
O pior ataque que o país sofre, não é o efeito das medidas, duras e injustas para a generalidade dos portugueses, mas a venda da ilusão que há outro caminho.
Por boas palavras ou mera demagogia, a alternativa ao cumprimento dos compromissos com a troika é a perda do financiamento internacional e o assumir da bancarrota.
Se é esse o caminho que querem que sigamos, digam-no sem rodeios.
Os sacrifícios a que estamos sujeitos são quase incomportáveis, mas asseguram uma trajectória de ajustamento que a termo irão dar resultados, tal como o deram na crise de 1983.
Porém aqueles que só vendem facilidades, que vendem ilusões, são aqueles que nos arruinaram, que deixaram chegar o país à bancarrota, que não tomaram as medidas que eram necessárias.
O actual Governo tem vindo a demonstrar um enorme sentido de Estado e responsabilidade política ao assumir as medidas impopulares, em nome da recuperação do país e da sua independência política e económica, postas em causa no ano passado pelo Governo liderado pelo PS.
Como se costuma dizer, quem contribui para o problema, não será, por certo, quem contribui para a solução.
O pior ataque que Portugal hoje sofre é a demagogia e a irresponsabilidade de quem nos levou à bancarrota e hoje se quer afirmar como os salvadores da pátria.
Todos nós temos consciência das dificuldades, da dureza das medidas adoptadas, dos riscos sociais, mas a alternativa seria ainda muito pior.
Como diz a sabedoria popular, vão-se os anéis, fiquem os dedos.

sábado, 1 de setembro de 2012

Grande Reflexão


 
"NÃO PODE VIVER EM LIBERDADE, QUEM NÃO FOR CAPAZ DE MORRER POR ELA".

Um texto para reflectir. Trata-se de um assunto em que a maioria dos portugueses são um "ZERO à esquerda" e se não melhorarem, seremos então uma geração perdida, que não prestou para quase nada.
 
 
AULA DE DIREITO

Quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila.
- Qual o seu nome?
- Juan, senhor.
- Saia de minha aula. Não quero que volte nunca mais! gritou o professor.
Desconcertado, Juan recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos indignados, mas ninguém disse nada. Em seguida, o professor perguntou à classe:
- Para que servem as leis?
Assustados, começamos a responder.
- Para que haja uma ordem na nossa sociedade, disse alguém.
- Não! respondeu o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem pelos seus actos.
- Não! Será que ninguém me sabe responder?
- Para que haja justiça, falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso: Para que haja justiça. E continuou: Para que serve a justiça?
Mesmo incomodados pelo comportamento grosseiro do professor, respondemos:
- Para salvaguardar os direitos humanos.
- Bem, e que mais?
- Para mostrar a diferença entre o certo e o errado. Para premiar quem faz o bem.
- Não está mal, comentou o professor. Agora, respondam: Agi correctamente ao expulsar Juan da sala de aula?
Todos ficamos calados.
- Quero que todos respondam ao mesmo tempo!
- Não! 
- Poderiam dizer que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada? Para que servem as leis se não nos dispomos a colocá-las em prática? Todos temos de reclamar quando presenciamos uma injustiça.
- Vá buscar o Juan, pediu o professor para mim!
 
Naquele dia recebemos a lição mais importante do curso de Direito: Quando não defendemos os nossos direitos, perdemos a dignidade.
Autor desconhecido