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sábado, 15 de maio de 2010

Hábitos saudáveis



Os bons hábitos, a boa educação deve começar desde pequenino.
Lá diz o ditado, "de pequenino é que se torce o pepino".
Também a educação (neste caso para a poupança da água ou de todos os outros recursos naturais) deve começar em casa, na família, desde o berço.
Um outro ditado popular refere: "o que o berço dá a tumba o leva".

domingo, 6 de dezembro de 2009

Dos Santos ao Natal


Poço do Frade, foto cedida por Francisco Pacheco


Diz o ditado popular, sabedoria da experiência secular, que dos Santos ao Natal, ou bem chover ou bem nevar.
Este ano não nos podemos queixar de a tradição não estar a ser cumprida.
Os últimos dias têm sido de bem chover.
Chuva que é necessária à reposição de águas nos sistemas freáticos.
Claro que nós não gostamos de nos molhar, lamentamos os problemas que as chuvas nos causam, mas a Natureza é, felizmente, soberana nesta, como em outras, questões.
Com tanta chuva, os rios aumentam profusamente os caudais. Alagam as bordas, como se costuma dizer. Com isso, fazem a limpeza dos lixos que se vão depositando nas encostas e nos leitos dos rios.
É a Natureza a remover e a reciclar a poluição que o Homem vai deixando atrás de si.
Mas é também a ocasião de assistir à denúncia da incúria humana.
Quando vemos que se deixa construir em locais não adequados e depois tudo é inundado.
Quando se constrói sem qualidade e aparecem as infiltrações de água.
Quando não se faz a manutenção prévia e depois anda-se a correr a reparar em plena cheia.
Esta questão, faz-me lembrar o seguinte texto, que passo a citar:
Todos os anos, Portugal é surpreendido duas vezes: uma vez pelo Verão e outra pelo Inverno. Nunca estamos à espera deles. Para o resto do mundo, a natureza é cíclica, monótona e repetitiva. Para nós, é uma caixinha de surpresas. «Olha lá vem o Verão outra vez. E não é que traz novamente muito calor, este bandido? Se calhar devíamos ter feito a limpeza às matas. Ops!, tarde demais, já está tudo a arder.» No Inverno, a mesma coisa. «Olha, lá vem o Inverno outra vez. E não é que traz novamente muita chuva, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às sarjetas. Ops!, tarde de mais, já está tudo alagado.» E assim sucessivamente.
Início de uma crónica de Ricardo Araújo Pereira, in Novas Crónicas da Boca do Inferno, a partir da sua participação na revista Visão.
Não admira, portanto, ver a limpar sarjetas para aliviar os encharcamentos sucessivos; águas as escorrer ruas abaixo, quais riachos brincalhões fora da mãe; estradas esburacadas ou cheias de entulho, carrado pelas águas que as cruzam, ...
Se nada já pode ser feito para o Inverno que está à porta, pensemos no Verão que há-de vir!

domingo, 30 de agosto de 2009

Área de lazer de Currais


Na freguesia de Pedraça, em Cabeceiras de Basto, são célebres as águas de Currais.
Diz a História que os primeiros Reis de Portugal mandaram os seus filhos para Pedraça, para se curarem com aquelas águas.
No entanto, este património histórico, bem como o de D. Nuno Álvares Pereira, também em Pedraça, foi esquecido.
Nos últimos anos, os alunos da escola de Pedraça fizeram trabalhos interessantes de pesquisa e de difusão de informação.
Isso não impediu a destruição do 'pretenso' picadeiro de D. Nuno.
Mas fica a grata satisfação de saber que hoje foi inaugurada a área de lazer de Currais.
É uma forma de recuperar, preservar e dignificar o local.
Há que fazer agora o seu enquadramento informativo, a divulgação e até o estudo efectivo das qualidades da água que aí brota.
Trabalho que há muito devia estar feito.
Mas mais vale tarde do que nunca.
Como também diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.
Ainda bem que furou, continua a brotar e que a partir de agora se pode, em melhores condições, ser apreciada e aproveitada.
É altura dos leitores darem uma voltinha por Pedraça e apreciar as suas potencialidades turísticas.
Logo que possa lá irei e aqui deixarei o registo fotográfico.

domingo, 12 de julho de 2009

O nosso atraso...


Todos queremos uma terra promissora, desenvolvida, moderna, atractiva, ...
Quando ouvimos os nossos governantes empolgar estes desideratos, levam-nos a crer que assim é.
No entanto, uma terra para ser verdadeiramente desenvolvida tem de ter as condições básicas satisfeitas: água, luz, esgotos, rede viária, sistema de saúde, emprego, educação, ...
Poderia aqui falar de qualquer destes aspectos, mas fico-me apenas pelo primeiro: a água.
Como se entende, nos dias de hoje, que na nossa terra falte a água?
Que nem seja feito qualquer aviso prévio.
Como se pode querer acolher turistas e depois deixá-los sem água para tomar banho ou apenas lavar as mãos?
Este é um dos cenários do nosso atraso!

domingo, 24 de maio de 2009

A água mais cara!





















Já todos nós sabíamos que a água que consumimos tinha um preço elevado.
Na edição deste fim-de-semana do semanário Expresso, que se anexa, ficámos a saber que é a mais cara da região de Basto e está incluída no segundo escalão mais caro a nível nacional.
Se somarmos o facto de, algumas vezes ao ano, ficarmos sem água sem qualquer aviso prévio e termos dúvidas quanto à sua qualidade, o panorama não é muito agradável.
Curiosamente os concelhos limitrofes do nosso, com excepção de Montalegre e Boticas, também eles têm valores mais baixos do que os nossos.
Porque será que nos havia de tocar a fava?