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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Más notícias para Cabeceiras


Já tínhamos previsto que o ano de 2012 seria um ano difícil para todos.
Depois de muitos anos a esbanjar, ficámos exauridos e em pré-bancarrota.
Na nossa terra, o ano começou com duas más notícias.
Primeiro, surgiu a notícia de irregularidades nos procedimentos das obras da Escola Básica e Secundária de Cabeceiras de Basto, as quais poderão levar à perda das verbas dos fundos comunitários.
Ora a acontecer tal facto, o município terá de arcar com um investimento enorme que descontrolará as contas da Câmara e nesse caso, como acontece agora também connosco a nível nacional, terão de ser tomadas medidas para arrecadar mais receitas e apertar nos gastos. Duas penalidades de uma assentada só.
A este propósito, relembro o que ocorreu aquando da visita de José Sócrates às obras de construção da referida escola. Quando viu o antigo pavilhão gimnodesportivo no meio do novo edifício quis saber o que era aquela construção. Quando o informaram e lhe disseram que era para se manter, logo anunciou que era para deitar abaixo e fazer de novo. Uma escola nova tinha de ter um gimnodesportivo novo. Ainda bem que não o deitaram abaixo…
Segundo, a divulgação de um estudo sobre a Reforma do Mapa Judiciário, no qual se propõe o encerramento do Tribunal de Cabeceiras.
Todos deveremos estar disponíveis para contribuir na profunda reforma do Estado que se exige, já que este consome mais recursos do que deveria e não dá as respostas que se impõem.
No entanto, parece que o enceramento do nosso Tribunal não contribuiu para esse efeito. Por um lado, porque até respeita globalmente os critérios que o Ministério da Justiça definiu. Depois, porque os custos que a deslocação do Tribunal para Celorico acarretaria seriam significativos e nada contribuiriam para a poupança que se pretende alcançar.
Teremos pela frente uma longa e dura batalha em defesa do Tribunal.
Vamos travá-la em defesa dos interesses do nosso concelho e dos Cabeceirenses.
           
As oportunidades
           
 Se há más notícias, também existem oportunidades para inovar e começar uma nova etapa da nossa vida coletiva.
Como referi em cima, todos nós temos de fazer algo para que o Estado seja mais pequeno, menos oneroso para os nossos bolsos e gaste melhor os recursos de que dispõe.
A Reforma da Administração do Poder Local contém várias dessas oportunidades. Desde logo a reestruturação do sector empresarial dos municípios, diga-se empresas municipais. Depois a reforma do ordenamento do território, com a diminuição das Juntas de Freguesia, o novo financiamento do poder local e também a alteração das regras de eleição e gestão das autarquias.
Estar contra esta reforma é sobretudo defender os poderes existentes, mas nada contribui para o benefício das populações.
Os serviços estão todos centrados na Câmara, diretamente ou através da empresa municipal ou ainda de outras entidades protocoladas.
As Juntas de Freguesia não têm delegadas as competências que hoje se lhes quer imputar para justificar a sua manutenção.
Numa ocasião em que os recursos são tão escassos, não será de questionar a existência da Emunibasto, a empresa municipal, e da Basto Vida que vivem do erário municipal?
Não será de aproveitar os ganhos da reestruturação das Juntas, aumentando em cerca de cem mil euros (cerca de 13% do total das receitas) as disponibilidades para investimento e apoio social, nesta fase difícil da vida de todos nós?
Esta é uma boa oportunidade. Saibamos aproveitá-la, sem demagogias e com realismo.
Publicado na edição de Fevereiro de "O Basto"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apresentação de "Os amigos do Marco"

Hoje regressei à "minha" Escola, a EB de Pedraça, para na sala onde leccionei durante meia dúzia de anos, apresentar o livro criado a partir de uma actividade levada a cabo para comemorar o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, em 27 de Outubro de 2009.
A partir de um texto meu, os alunos elaboraram as ilustrações.
Resultou a edição de "Os amigos do Marco".
A apresentação do livro foi promovida pelas Professoras e Educadora da Escola e contou com a presença da Directora do Agrupamento, Dr. Céu Caridade e de Dr.ª Cristina Dias.
Os alunos, também colaboradores da edição, participaram numa leitura colectiva da obra e fizeram a sua exploração.
Por fim, decorreu um lanche com todos os intervenientes.
A partir de hoje, o livro encontra-se disponível nas bibliotecas escolares das Escolas EB 2 e 3 de Refojos e do Arco, bem como da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho.
Está também à venda na Papelaria Cabeceirense, na Praça da República, em Cabeceiras de Basto, para além do site do Sítio do Livro.
Brevemente o livro será apresentado noutros estabelecimentos de ensino, em actividades de animação de leitura.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Câmara anuncia abertura de Escola

Depois de nos últimos dias terem vindo a público notícias sobre a situação das obras na EB 2 e 3 de Cabeceiras de Basto e das condições em que os alunos estão a ter aulas, eis que a Câmara Municipal se dignou dar público conhecimento da situação.Para já, vem adiantar que "os alunos da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto vão começar a ter aulas nas novas instalações, que se encontram na fase final de construção, a partir de março", segundo notícia publicada no Correio do Minho.
Mais nada adianta quanto aos problemas denunciado recentemente, mas se se concretizar esta mudança de instalações, pelo menos resolve-se um dos principais problemas existentes: as péssimas condições em que alunos, professores e funcionários se vêem confrontados actualmente.
Esperemos pois que até Março as obras terminem.
Mesmo as dos espaços exteriores e que todo o plano de obras respeite os projectos definidos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Deputado Emídio Guerreiro quer saber “como uma obra orçada em 4 milhões de euros pode ter derrapagens de 3,8 milhões”

Em requerimento dirigido à Ministra da Educação, o Deputado Emídio Guerreiro do PSD exige explicações daquele Ministério para “o facto da obra de remodelação da Escola EB 2,3 de Cabeceiras de Basto, obra orçada em 4 milhões de euros, vir a ter trabalhos complementares no valor de 3,8 milhões de euros”.

No mesmo requerimento, o parlamentar eleito pelo Distrito de Braga lembra que “a Comunicação Social traz a público a notícia de que podem ter ocorrido irregularidades relativamente ao Concurso Público para a remodelação da Escola EB 2,3 de Cabeceiras de Basto”. Para Emídio Guerreiro “é estranho que uma empreitada que é inicialmente adjudicada por 4 milhões de euros, venha 16 meses mais tarde, a sofrer trabalhos complementares no valor de 3 milhões e oitenta mil euros, quase duplicando o custo total das obras”. Acresce que outras empresas, segundo o Deputado, “que concorreram ao concurso dentro do prazo legal, fazendo-o através da plataforma de concursos públicos Vortal, não o conseguiram fazer, já que a referida plataforma indicava que as propostas se encontravam fora do prazo legal”.
Existe também a informação, continua o requerimento dirigido a Isabel Alçada, “de que parte dos trabalhos submetidos a concurso público pela Câmara Municipal de Cabeceiras já estavam realizados, pela empresa Alberto Couto Alves S. A. , o que por si só já levanta suspeitas”. O Parlamentar questiona ainda o Ministério da Educação sobre se tem alguma explicação para o facto de uma obra com um orçamento de 3,8 milhões de euros, seja posta a concurso com um prazo de apenas três dias para entrega de propostas. E o requerimento termina, questionando “quando é que as obras da escola estarão concluídas, uma vez que tem sofrido adiamentos e os alunos continuam a ter aulas em contentores”

Fonte: Jornal "O Basto"


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Chove na sala de aula como na rua

Um vídeo colocado na internet, no sítio do Youtube, mostra uma sala de aula, em Cabeceiras de Basto, transformada numa autêntica queda de água, na chuvosa primeira semana do ano de 2011. Veja o vídeo

No vídeo, supostamente captado por um telemóvel de um aluno, pode ver-se a chuva a jorrar do tecto da sala, na qual já estão alguns baldes para suster a água, e funcionários da escola a tentar minimizar os estragos.

O cenário é da Sala 1 do Pavilhão A da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto, estabelecimento de ensino que está a ser alvo de obras profundas de remodelação que já duram desde Junho de 2009. "Realmente, aconteceu essa situação, mas foi remediada com a ajuda dos funcionários", confirmou, ao JN, Maria do Céu Caridade, directora da EB 2,3 de Cabeceiras de Basto. A responsável desvalorizou a situação e aludiu à idade das instalações para justificar o que aconteceu a 7 de Janeiro.

"São instalações com mais de 30 anos e que, por isso, apresentam alguns problemas. A escola está em obras e este edifício só não foi ainda demolido porque a empreitada está a ser faseada. Parte do recinto já foi abaixo e reconstruído com excelentes condições", explicou Maria do Céu Caridade. A directora da escola afirmou, ainda, que a maioria dos alunos está a ter aulas em préfabricados e ainda ocupam parte do antigo edifício.

"O cenário não está tão degradado como as imagens parecem demonstrar", garantiu a responsável escolar. Durante as férias de Carnaval, aquele edifício antigo deverá ser desactivado e demolido.

00h30m

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Chove onde se devia ensinar...

Está a correr no Youtube um pequeno vídeo sobre as condições em que estão os alunos na Escola EB 2 e 3 de Cabeceiras de Basto.
Ali ao lado estão umas instalações novas, quase prontas, onde foram gastos cerca de quatro milhões de euros, mas que, por quanto veio a público no JN, estão inacabadas por graves falhas nos concursos de empreeitada, da responsabilidade da Câmarta Municipal.
Muito mais grave do que as irregularidades são as péssimas condições que se dão aos alunos, professores e funcionários para exercerem as suas funções.
Depois queixam-se dos resultados e de aparecerem no fundo dos rankings educativos...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Imbróglio de obra deixa alunos em contentores

Já há algum tempo que se constava, nas bocas da rua, que havia problemas com a construção da nova Escola EB 2 e 3 (agora também secundária) de Cabeceiras de Basto.
Havia dúvidas e preocupações.
Agora, fica-se com apreensão e espanto.
Apreensão, pela qualidade das condições em que alunos aprendem, professores ensinam, funcionários trabalham.
Espanto, pelas revelações feitas.
Veremos o que este caso nos irá revelar e quais as consequências para a vida escolar de tantos jovens e tantos professores.