Mostrar mensagens com a etiqueta crime. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crime. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sócrates acusado no FT de fazer discurso enganador sobre pacote de ajuda

A gestão da crise por Portugal tem sido “apavorante”, e o anúncio por José Sócrates do acordo alcançado com a EU-FMI é um “ponto alto do lado tragicómico da crise”, segundo um artigo de opinião publicado no Financial Times de ontem.
<p>“Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates", diz Munchau</p>
“Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates", diz Munchau
 (Reuters/ cedida pelo Governo)
José Sócrates é acusado de ter escolhido atrasar o pedido de assistência financeira “até ao último minuto” e o seu discurso de que o acordo pacote português é melhor do que o grego e o irlandês e que não seria muito doloroso não é verdade, na opinião de Wolfgang Münchau, um dos colunistas de longa data do diário financeiro britânico.

Münchau assinala que o pacote de ajuda a Portugal contém “cortes selvagens” de despesa, congelamentos nos salários do sector público e pensões, aumentos de impostos e a previsão de dois anos de recessão “profunda”, o que em sua opinião desautoriza o discurso de Sócrates.

“Não se pode dirigir uma união monetária com pessoas como o sr. Sócrates, ou com ministros das Finanças que espalham rumores sobre uma cisão” da moeda única, diz ainda.

Munchau, um alemão que fez a sua carreira no FT e acompanhou o lançamento do euro, diz também que “uma união monetária sem uma união política simplesmente não é viável” e que a crise da moeda europeia é uma crise política.

09.05.2011 - 11:41 Por PÚBLICO

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Denúncia à PGR

A PGR lembra que quem tem "funções públicas" está obrigado a denunciar crimes, a propósito da propagação da Gripe A (H1N1).

Este princípio aplica-se ao dia-a-dia, em que todos os cidadãos devem denunciar todos os actos que no seu entendimento violam as leis e consequentemente constituem crimes ou ilegalidades.
Esse empenhamento cívico devia ser apoiado e incentivado, não como um acto de despeito, queixinhas ou malquerença, mas como um acto cívico de participação e responsabilidade colectivas.
É assim em muitas das sociedades mais desenvolvidas.
As leis são iguais para todos e todos lhe devem idêntico respeito.
Porém, entre nós, muitas vezes, quem exerce este dever cívico é que se confronta com graves problemas, já que é identificado e quantas vezes responsabilizado por falsos testemunhos, já que as autoridades não conseguem apurar os factos ou simplesmente fazê-los vingar em sede de decisão final.
Assim para quê comunicar o que sabe?
Para se aborrecer e ainda se sujeitar a ser o réu de um processo em que deveria apenas ser testemunha.
Quantos casos conhecemos nós destas situações?
Por isso, a PGR devia antes fazer o seu trabalho e criar condições para que todos os cidadãos possam de facto exercer também com correcção os seus deveres.
Nesta, como em todas as outras áreas.