Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"11 de Setembro"
Desde aí, o mundo vive sob a pressão de múltiplos ataques, dos quais se vai destacando uma guerra económica e financeira sem precedentes.
Os países mais pequenos e mais vulneráveis têm vivido períodos de grave crise, com os inevitáveis custos para os mais pobres, os mais carenciados. Mas que se têm estendido às classes médias, que cada vez mais se proletarizam.
Portugal, a realidade que a todos nós diz respeito, vive anos de grande e grave crise.
Há um ano atrás, também, fomos atingidos pela notícia, dada pelo então primeiro-ministro socialista, que tínhamos de hipotecar a nossa independência económica e financeira, através de um resgate internacional, face ao cenário de iminente bancarrota.
Durante este ano, o novo Governo foi apenas o agente que, em nome da troika, implementou as medidas negociadas por Sócrates e pelo PS.
O Governo está atado a um memorando que resulta da (des)governação do PS.
Esperar-se-ia que aqueles que levaram o país a uma situação de insustentabilidade económica e financeira assumissem, pelo menos, responsavelmente o acordo que se viram obrigados a solicitar, a negociar, que aprovaram e assinaram.
Porém, dia após dia, apenas se vê os dirigentes socialistas reclamar das múltiplas medidas que o Governo é obrigado a executar, de acordo com o programa estabelecido nas condições acordadas pela negociação feita pelo próprio PS com os nossos parceiros internacionais.
Conforme o Governo não se cansa de evidenciar, Portugal estava em pré-bancarrota e as medidas adoptadas foram aquelas que nos foram impostas.
Não foi o Governo da coligação PSD/CDS que levou o país ao desequilíbrio das contas públicas. Não foi o responsável pelas parcerias público-privadas, não foi o responsável pelo descalabro das SCUT, não foi o responsável pelos milhões gastos no TGV, não foi o responsável pelo enxamear do estado com fundações e negócios ruinosos.
Quem Governou Portugal nos últimos anos foi o PS.
E colocou o país na situação que hoje todos nós vemos.
Aliás, nem se percebe como é que hoje criticam e sugerem medidas que não foram capazes de adoptar ainda quando o país não estava sob a vigilância internacional. Onde estavam afinal estes dirigentes? Onde tinham guardado as suas boas ideias?
O pior ataque que o país sofre, não é o efeito das medidas, duras e injustas para a generalidade dos portugueses, mas a venda da ilusão que há outro caminho.
Por boas palavras ou mera demagogia, a alternativa ao cumprimento dos compromissos com a troika é a perda do financiamento internacional e o assumir da bancarrota.
Se é esse o caminho que querem que sigamos, digam-no sem rodeios.
Os sacrifícios a que estamos sujeitos são quase incomportáveis, mas asseguram uma trajectória de ajustamento que a termo irão dar resultados, tal como o deram na crise de 1983.
Porém aqueles que só vendem facilidades, que vendem ilusões, são aqueles que nos arruinaram, que deixaram chegar o país à bancarrota, que não tomaram as medidas que eram necessárias.
O actual Governo tem vindo a demonstrar um enorme sentido de Estado e responsabilidade política ao assumir as medidas impopulares, em nome da recuperação do país e da sua independência política e económica, postas em causa no ano passado pelo Governo liderado pelo PS.
Como se costuma dizer, quem contribui para o problema, não será, por certo, quem contribui para a solução.
O pior ataque que Portugal hoje sofre é a demagogia e a irresponsabilidade de quem nos levou à bancarrota e hoje se quer afirmar como os salvadores da pátria.
Todos nós temos consciência das dificuldades, da dureza das medidas adoptadas, dos riscos sociais, mas a alternativa seria ainda muito pior.
Como diz a sabedoria popular, vão-se os anéis, fiquem os dedos.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Notas soltas
sábado, 28 de julho de 2012
UM EXEMPLO A SEGUIR
O Governo espanhol aprovou o projeto de lei da transparência, que prevê penas de prisão para os gestores públicos que ocultem ou falsifiquem contas.
O Governo propõe que sejam aplicadas penas de prisão, de um a quatros anos, para quem falsear a contabilidade ou ocultar documentos e informação, que resultem em prejuízos para a entidade pública.
Além disso, os gestores públicos que cometerem alguma infração muito grave passarão a deixar de exercer funções por toda a vida.
"Nesta reforma o Governo aposta na regeneração democrática e acredita que resultarão efeitos económicos, porque deverá gerar confiança e aumentar a responsabilidade dos gestores públicos", pode ler-se no comunicado do Executivo espanhol.
No projeto-lei, é sublinhada a necessidade de haver transparência em todos os poderes do Estado e conjunto das administrações públicas, assim como aumenta as obrigações de publicidade ativa.
O Executivo de Mariano Rajoy quer que fique assim garantido o direito de acesso à informação e que se salvaguarde o princípio de divisão de poderes no sistema de impugnações.
O projeto seguirá para o Parlamento espanhol, mas já passou pela Agência de Proteção de Dados e o Conselho de Estado.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O futuro já começou!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
O Povo é que Paga!
É por estas e por outras que nós estamos no Estado que estamos...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Liberdade e Democracia
Portugal fez uma “revolução” em 1974, para dar liberdade e democracia ao povo, já que não se discutia a independência.
Salazar e Caetano tinham assegurado, até, um estatuto de “orgulhosamente sós”, porque a independência de Portugal o colocava fora dos circuitos dos poderes instalados na comunidade internacional.
Otelo Saraiva de Carvalho, um dos estrategas do “25 de Abril”, veio agora dizer que se sabia o que viria a acontecer em Portugal, nunca teria participado na revolução.
Porquê tanta desilusão?
Porque Portugal acaba de perder a sua independência.
Ao reconhecer o estado de pré-falência, o Governo pediu a ajuda internacional, sujeitando-se às medidas que nos vierem a ser impostas. Aqui acaba a nossa capacidade de escolha, a nossa capacidade de decidir, a nossa capacidade de autonomia.
Passaremos a executar as medidas que os nossos credores nos imporão.
Foi este o ponto onde nos levaram as medidas e as teimosias de um (des)governo liderado por um homem que só tem um objectivo: manter-se no poder a qualquer custo.
Com a sua atitude, não hesitou em colocar Portugal na bancarrota, fazendo-nos perder a independência, hipotecando a democracia e a liberdade.
Como diz o ministro Luís Amado, temos de sair da situação actual de "vergonha" e “humilhação" face ao estrangeiro, a que nos conduziram.
Temos agora de fazer uma revolução financeira para reganhar a independência e, com ela, a liberdade e a democracia.
Esta é agora a nossa prioridade. Precisamos de estar conscientes das dificuldades, das condicionantes, da factura pesada que teremos de pagar.
Mas primeiro teremos de punir claramente quem nos arrastou para o abismo, sob pena de lá continuar.
Dia 5 de Junho temos a oportunidade de fazer justiça pelas próprias mãos.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A impressionante e desavergonhada máquina tipo Goebbels do PS
Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:
- Narrativa: Se Portugal aprovasse o PECIV não haveria nenhum resgate.
- Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
- Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.
- Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A Crise
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Sócrates contra Sócrates
Vejam só declarações que não têm ainda um mês!
terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima
"Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"
Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".
O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".
Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".
A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".
Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".
"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.
Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.
quarta-feira, 23 de março de 2011
No fim de ciclo
De alhada em alhada, de confusão em confusão, de PEC em PEC, cometeu o pecado mortal: excluiu-se, de livre vontade e de forma propositada, do sistema político ao sonegar informação relevante ao Presidente da República, ao Parlamento e ao maior partido da oposição, que até agora lhe sustentou todas as medidas económicas.
Fê-lo para se vitimizar. Fê-lo para fugir às responsabilidades, sem dar essa aparência. Fê-lo porque nunca aceitou assumir os erros e os resultados das políticas que adoptou.
Na hora da despedida, teve os mesmos tiques de arrogância de outrora.
Abandonou o Parlamento em início de debate do PEC. Sendo este um debate decisivo, deixou-o ao Ministro das Finanças, ao Ministro da Presidência, ao Ministro da Economia e ao Ministro dos Assuntos Parlamentares.
Mas mal foi conhecido o resultado, esperado é certo, apressou-se a pedir a demissão ao Presidente da República e, enquanto Primeiro-ministro, vir a público tecer comentários como secretário-geral do PS, vitimizando-se e desviando as culpas para terceiros.
Mal daquele que numa hora destas acha que tem razão, quando todos os outros estão contra.
Que raio de coligação pode haver entre o CDS, o PSD, o Bloco de Esquerda e o PCP, para que todos entendam que o melhor para Portugal é a demissão do Governo Sócrates?
Apenas e só que Sócrates chegou ao fim do seu ciclo de poder...
quinta-feira, 17 de março de 2011
Clarificação política
Há já muito que as instâncias internacionais não confiam em Sócrates, fazendo-nos pagar, a todos nós, os custos dessa desconfiança.
Há uma crise internacional? É verdade.
Há problemas económicos e financeiros noutros países? É verdade.
Contudo, esses problemas têm acontecido essencialmente e de forma mais violenta nos países do sul da Europa e com governos socialistas.
É que gastar, gastar e gastar, sem pensar de onde há-de vir as receitas e esconjurar o funcionamento dos mercados, terá sempre de dar num resultado negativo.
Numa sociedade, só há direitos se forem acompanhados de deveres. Mas por cá, prevalecem os primeiros sobre os segundos.
Depois, quando se fala do exemplo dos países nórdicos ou da própria Alemanha, escamoteia-se o rigor, o trabalho, o respeito, o contributo individual e colectivo para as comunidades.
Num país decente, este Governo e este Primeiro-Ministro já tinham sido demitidos há muito.
A crise já estava ultrapassada. Todos nós já estaríamos a sentir a saída da crise internacional.
O adiar, o desculpar e compreender o indesculpável e o incompreensível, veio arrastar o país para um pântano de onde cada vez se torna mais difícil de sair.
Por isso, hoje, quando se fala de crise política, decorrente da eventual demissão do Governo e convocação de eleições antecipadas, se deve falar antes de clarificação política.
Os seus custos serão sempre mais baixos do que o agravar desta situação.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Governo português contra a defesa dos cristãos
Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.
Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.
Aura Miguel, RR on-line 04-02-2011 09:45
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A crise acentua-se
sábado, 29 de janeiro de 2011
A Educação é uma prioridade
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Carga fiscal das famílias duplicou numa década
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sábado, 20 de novembro de 2010
Dicionário socrático
Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia, mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade.
(Jean Cocteau, 1889-1963)
Quase seis anos de Governo presidido por José Sócrates permitem encontrar um vasto conjunto de palavras e expressões que, de tão usadas com singular significado por ele e seus fiéis seguidores, se vêm transformando num novo léxico e num novo linguajar: o socratês. Neste breve espaço, eis alguns exemplos:
Pôr as contas públicas em ordem - atingir um défice de 9% do PIB
Crescimento sólido - um aumento do PIB superior a 0%
Orçamento redistributivo - orçamento rectificativo
Uma boa notícia - uma má notícia
[silêncio] - uma péssima notícia
Errata - alteração de 850 milhões
Consolidação orçamental - aumento de impostos
Orçamento de confiança - mais despesa pública
Endividamento - assunto menor a evitar
Receita temporária - Receita extraordinária
Transparência - desorçamentação
Convergência - divergência
Novas oportunidades - cuidar dos amigos
Submarino - nova unidade de conta
Promessa eleitoral - mentira
Coerência - dizer uma coisa e o seu contrário
Investidor - comprador de dívida (com juro baixo)
Especulador - comprador de dívida (com juro alto)
Último PEC - o que antecede o próximo
Crise internacional - (genérico de) desculpa
Descontos à colecta - colecta sobre os descontos
Reforçar o Estado Social - aumentar a pobreza
Golden share - golden chair (para alguns)
PT - para tudo
PPP - Para pagar posteriormente
SCUT - Pare, scut e pague
Democracias amigas - Venezuela, Angola, Líbia e China
Magalhães - "Lego" high-tec
Autocrítica - impossibilidade
Constância - Constâncio
Descida do preço dos medicamentos - descida do valor das comparticipações
Desemprego (antes JS) - apocalipse
Desemprego (com JS) - inevitabilidade
Dança a dois - fingimento
Improviso - teleponto
Convicção - arrogância
Diálogo - imposição
Espírito aberto - crispação
Referendo - diferendo diferido
Procedimento concursal - ajuste directo
Cheque-bebé - fantasia infantil
Paridade - Orçamento com perspectiva de género
Maioria relativa - maioria auto-absoluta
Factos - propaganda
Sua Eminência - Sua Santidade
Retoma - requebra
FMI - o (agora) inimigo
OCDE - o (agora) amigo
China - travesti de FMI
Balcão"Perdi a Carteira" - o próximo PEC
Ministros - directores-gerais
Directores-gerais - amanuenses
E por aqui me fico...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Esperteza saloia
Esperteza saloia
Todos os restantes concelhos têm até mais do que um desses locais de culto do consumismo.
Das duas uma, ou nós por cá somos os mais inteligentes por ter resistido à moda, ou, pelo contrário, somos os mais idiotas por não ter sabido tirar partido de um fenómeno que alterou significativamente a forma de comercializar os produtos e ser fonte de atracção social.
Tenho para mim que seguimos o segundo caminho.
Não é que eu simpatize com os hipermercados, mas sei que já não podemos viver sem eles.
Se os não temos na nossa terra, vamos, a eles, à terra dos outros. E o facto é que aí encontramos muitos nossos conterrâneos.
Desse modo, estamos a contribuir, não para o desenvolvimento da nossa terra, não para o emprego na nossa terra, não para a riqueza da nossa terra, mas sim para a terra dos outros.
É lamentável que os poderes públicos tenham enveredado pela esperteza saloia de pretensamente defender o “comércio local”, quando o caminho seguido só levou à sua depauperização e ao fluxo do comércio para outras localidades (Fafe, Guimarães, Braga).
É igualmente lamentável que os nossos comerciantes tenham seguido idêntica orientação, não se sabendo acautelar para os perigos do isolamento em que se colocaram.
Hoje é já tarde de mais, pelas razões locais e nacionais, os tempos não estão de feição para grandes investimentos. Mas não podemos continuar por este caminho.
Uns e outros, poderes públicos, empresários e comerciantes deveriam dar as mãos para, em conjunto, deixarem a política de capelinha, o olhar para o seu próprio umbigo, e lançarem um projecto adequado à defesa dos múltiplos interesses em questão.
Sei que há potencialidades, sei que há projectos, sei que há alguns interessados em avançar, mas os interesses da nossa terra, das nossas gentes, não são apenas questões para alguns. Exigem a colaboração e o empenhamento de muitos dos directamente interessados.
É altura de deixar a “esperteza saloia” do “orgulhosamente só” para um projecto partilhado, dinâmico e virado para as conjunturas do futuro.
A propósito da aprovação do Orçamento de Estado para 2011 esteve iminente uma crise política.
O Governo socialista, não contente com o estado a que levou a situação financeira do país, procurou ainda saltar da carruagem, inviabilizando o apoio do PSD, para se eximir às responsabilidades presentes e futuras.
Entendia que o PSD deveria ter viabilizado à partida o orçamento, mas, depois de tudo o que aconteceu, até concordo com Passos Coelho. Esta foi a única maneira de se conhecer publicamente a dimensão da tragédia, o “buracão” das contas públicas, as resistências do “aparelho socialista” à contenção das despesas.
