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terça-feira, 11 de setembro de 2012

"11 de Setembro"

Faz hoje anos que as torres gémeas de Nova York foram atacadas num dos mais cruéis e hediondos crimes do terrorismo internacional. 
Desde aí, o mundo vive sob a pressão de múltiplos ataques, dos quais se vai destacando uma guerra económica e financeira sem precedentes.
Os países mais pequenos e mais vulneráveis têm vivido períodos de grave crise, com os inevitáveis custos para os mais pobres, os mais carenciados. Mas que se têm estendido às classes médias, que cada vez mais se proletarizam.
Portugal, a realidade que a todos nós diz respeito, vive anos de grande e grave crise.
Há um ano atrás, também, fomos atingidos pela notícia, dada pelo então primeiro-ministro socialista, que tínhamos de hipotecar a nossa independência económica e financeira, através de um resgate internacional, face ao cenário de iminente bancarrota.
Durante este ano, o novo Governo foi apenas o agente que, em nome da troika, implementou as medidas negociadas por Sócrates e pelo PS.
O Governo está atado a um memorando que resulta da (des)governação do PS.
Esperar-se-ia que aqueles que levaram o país a uma situação de insustentabilidade económica e financeira assumissem, pelo menos, responsavelmente o acordo que se viram obrigados a solicitar, a negociar, que aprovaram e assinaram.
Porém, dia após dia, apenas se vê os dirigentes socialistas reclamar das múltiplas medidas que o Governo é obrigado a executar, de acordo com o programa estabelecido nas condições acordadas pela negociação feita pelo próprio PS com os nossos parceiros internacionais.
Conforme o Governo não se cansa de evidenciar, Portugal estava em pré-bancarrota e as medidas adoptadas foram aquelas que nos foram impostas.
Não foi o Governo da coligação PSD/CDS que levou o país ao desequilíbrio das contas públicas. Não foi o responsável pelas parcerias público-privadas, não foi o responsável pelo descalabro das SCUT, não foi o responsável pelos milhões gastos no TGV, não foi o responsável pelo enxamear do estado com fundações e negócios ruinosos.
Quem Governou Portugal nos últimos anos foi o PS.
E colocou o país na situação que hoje todos nós vemos.
Aliás, nem se percebe como é que hoje criticam e sugerem medidas que não foram capazes de adoptar ainda quando o país não estava sob a vigilância internacional. Onde estavam afinal estes dirigentes? Onde tinham guardado as suas boas ideias?
O pior ataque que o país sofre, não é o efeito das medidas, duras e injustas para a generalidade dos portugueses, mas a venda da ilusão que há outro caminho.
Por boas palavras ou mera demagogia, a alternativa ao cumprimento dos compromissos com a troika é a perda do financiamento internacional e o assumir da bancarrota.
Se é esse o caminho que querem que sigamos, digam-no sem rodeios.
Os sacrifícios a que estamos sujeitos são quase incomportáveis, mas asseguram uma trajectória de ajustamento que a termo irão dar resultados, tal como o deram na crise de 1983.
Porém aqueles que só vendem facilidades, que vendem ilusões, são aqueles que nos arruinaram, que deixaram chegar o país à bancarrota, que não tomaram as medidas que eram necessárias.
O actual Governo tem vindo a demonstrar um enorme sentido de Estado e responsabilidade política ao assumir as medidas impopulares, em nome da recuperação do país e da sua independência política e económica, postas em causa no ano passado pelo Governo liderado pelo PS.
Como se costuma dizer, quem contribui para o problema, não será, por certo, quem contribui para a solução.
O pior ataque que Portugal hoje sofre é a demagogia e a irresponsabilidade de quem nos levou à bancarrota e hoje se quer afirmar como os salvadores da pátria.
Todos nós temos consciência das dificuldades, da dureza das medidas adoptadas, dos riscos sociais, mas a alternativa seria ainda muito pior.
Como diz a sabedoria popular, vão-se os anéis, fiquem os dedos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Notas soltas


Pede-nos a Direcção do jornal contenção na escrita e como estamos em época estival, propícia à indolência, deixo, desta vez, apenas meia dúzia de notas soltas.
ü Foi notícia, dos últimos dias, o facto de a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto ter os custos mais elevados do distrito com as empresas municipais, E, neste caso, apenas com uma só, a Emunibasto. Cada Cabeceirense vai pagar 111,38 € só para isso!
ü O caso Miguel Relvas tem tomado conta do anedotário nacional. E com razão, diga-se. Ninguém pode ser licenciado com exames a apenas quatro cadeiras. No entanto, muitos outros há com idêntico canudo e estão muito caladinhos à espera de passarem despercebidos. Até porque foram os que aprovaram a legislação que tal permitiu.
ü Ainda a propósito do caso Relvas, a intoxicação informativa tem um outro objectivo: desviar as atenções do que é verdadeiramente importante e fazer esquecer as responsabilidades de quem nos (des)governou ao longo dos últimos anos.
ü O Governo, de tanto ser contestado mais forte se torna. Porque se é verdade que tem tomado muitas medidas impopulares e quantas vezes injustas para muitos portugueses, o facto é que hoje já se fala na possibilidade de renegociação do memorando e de criar políticas de desenvolvimento. Há um ano atrás, quando o Governo foi constituído, apenas se falava da eminência da bancarrota e da necessidade de viabilizar um plano de resgate financeiro, depois de já terem sido aprovados três planos nunca cumpridos.
ü Há factos curiosos e anedóticos. Um deles aconteceu este mês com o lançamento de uma obra “emblemática” da Câmara, sob a responsabilidade da Basto Vida: a Unidade de Cuidados Continuados no antigo posto da GNR. A obra começou com pompa e circunstância, só que se esqueceram que a obra ainda não estava licenciada. Pelo menos o edital que lá esteve era de uma obra licenciada pela Câmara de Famalicão. Sem comentários!
ü Em época de férias na nossa terra, para muitos dos nossos conterrâneos a trabalhar algures pelo mundo, votos de uma boa e reconfortante estadia. E que de regresso ao trabalho tenham os maiores sucessos profissionais, pessoais e familiares.

Texto para a edição de Julho de "O Basto"

sábado, 28 de julho de 2012

UM EXEMPLO A SEGUIR


19:39 Sexta feira, 27 de julho de 2012

Governo espanhol aprovou o projeto de lei da transparência, que prevê penas de prisão para os gestores públicos que ocultem ou falsifiquem contas.
 
O conselho de ministros espanhol aprovou hoje o projeto de lei da Transparência, Acesso à Informação Pública e Bom Governo que prevê a alteração do Código Penal, de modo a castigar com penas de prisão gestores públicos que prevariquem.
O Governo propõe que sejam aplicadas penas de prisão, de um a quatros anos, para quem falsear a contabilidade ou ocultar documentos e informação, que resultem em prejuízos para a entidade pública.
Além disso, os gestores públicos que cometerem alguma infração muito grave passarão a deixar de exercer funções por toda a vida.
"Nesta reforma o Governo aposta na regeneração democrática e acredita que resultarão efeitos económicos, porque deverá gerar confiança e aumentar a responsabilidade dos gestores públicos", pode ler-se no comunicado do Executivo espanhol.
No projeto-lei, é sublinhada a necessidade de haver transparência em todos os poderes do Estado e conjunto das administrações públicas, assim como aumenta as obrigações de publicidade ativa.
O Executivo de Mariano Rajoy quer que fique assim garantido o direito de acesso à informação e que se salvaguarde o princípio de divisão de poderes no sistema de impugnações.
O projeto seguirá para o Parlamento espanhol, mas já passou pela Agência de Proteção de Dados e o Conselho de Estado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O futuro já começou!

            Na edição de Janeiro, escrevi que o futuro dos portugueses tinha de passar pela mudança dos agentes do poder socialista, instalados há cerca de quinze anos nas cadeiras do poder.  
            Concluía então: “Por isso, temos de dar passos seguros e firmes de mudança.
            Agora e já, reeleger Cavaco Silva como Presidente da República, depois mudar de maioria política e de Governo, finalmente reconquistar a Câmara Municipal.
            Estes são os objectivos claros e cruciais para começar já o futuro, quer em favor da juventude, quer em favor dos mais idosos, quer em favor dos mais desprotegidos.
            Este é o desafio que a todos nós se coloca. Depois de tantos anos de ilusões, de mentiras, de incumprimento das promessas feitas, não nos resta outra alternativa.
            Cinco meses volvidos, parece até pouco tempo, o essencial deste vaticínio já se confirmou.
            Cavaco Silva foi reeleito, José Sócrates demitiu-se, a Assembleia da República foi dissolvida, houve eleições e há uma nova maioria para governar Portugal. Nos próximos dias, talvez quando este artigo vier a público, haverá já um novo Governo.
            Como escrevi, “E chegados onde chegámos, temos de viver o presente, mas pensar no futuro, temos de encontrar um novo rumo, novos protagonistas, novos projectos.
            Não para gerir o presente, não para nos acomodarmos e sobreviver, mas para promover políticas que permitam encarar o futuro com maior tranquilidade. Temos de preparar o futuro para os nossos filhos e para os nossos netos.
           
Vitória histórica em Cabeceiras
           
            O PSD obteve uma vitória clara e expressiva nas eleições legislativas do passado dia 5 de Junho.
            Venceu no País, venceu no distrito de Braga e venceu em Cabeceiras de Basto.
            Em Cabeceiras, a vitória é histórica. A última tinha ocorrido com Cavaco Silva, em 1991, há vinte anos, e ainda quando Mário Campilho liderava a Câmara Municipal. Desde aí, somaram-se cinco derrotas eleitorais, mesmo quando o PSD ganhou, em 2002, com Durão Barroso, a nível nacional e distrital.
            Estes resultados demonstraram a firme vontade de mudança dos portugueses.
            Mas os resultados de Braga e de Cabeceiras de Basto são ainda mais significativos, porquanto a distrital do PS e o nosso concelho são, de há já muitos anos, liderados pelo mesmo protagonista.
            Daí o mito da sua invencibilidade, da sua força, do seu prestígio.
            Mas como sempre, os grandes mitos têm “pés de barro”, como os outros. Lá vem o dia e o cântaro quebra. Foi desta vez e de uma assentada só: no concelho e no distrito.
            Estes resultados vêm também acalentar o objectivo que apontava aqui, no início do ano, mudar também no concelho.
            Agora o desafio é ainda mais estimulante.
            O PSD tem de saber interpretar os sinais que estes resultados transmitem e construir um projecto novo, aberto à sociedade, partilhado e com respostas para os desafios que se colocam ao nosso concelho.
            Se assim acontecer, Cabeceiras também vai mudar em 2013.

Publicado na edição de Junho de "O Basto"

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Povo é que Paga!

Um site interessante: http://www.opovoequepaga.com/, para ver como este desgoverno de Sócrates continua a enxamear a administração pública de boys e girls acautelando-lhes o futuro, no caso de perder as eleições.
É por estas e por outras que nós estamos no Estado que estamos...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Liberdade e Democracia

Só há liberdade e democracia onde há independência. 

Portugal fez uma “revolução” em 1974, para dar liberdade e democracia ao povo, já que não se discutia a independência.

Salazar e Caetano tinham assegurado, até, um estatuto de “orgulhosamente sós”, porque a independência de Portugal o colocava fora dos circuitos dos poderes instalados na comunidade internacional.

Otelo Saraiva de Carvalho, um dos estrategas do “25 de Abril”, veio agora dizer que se sabia o que viria a acontecer em Portugal, nunca teria participado na revolução.

Porquê tanta desilusão?

Porque Portugal acaba de perder a sua independência.

Ao reconhecer o estado de pré-falência, o Governo pediu a ajuda internacional, sujeitando-se às medidas que nos vierem a ser impostas. Aqui acaba a nossa capacidade de escolha, a nossa capacidade de decidir, a nossa capacidade de autonomia.

Passaremos a executar as medidas que os nossos credores nos imporão.

Foi este o ponto onde nos levaram as medidas e as teimosias de um (des)governo liderado por um homem que só tem um objectivo: manter-se no poder a qualquer custo.

Com a sua atitude, não hesitou em colocar Portugal na bancarrota, fazendo-nos perder a independência, hipotecando a democracia e a liberdade.

Como diz o ministro Luís Amado, temos de sair da situação actual de "vergonha" e “humilhação" face ao estrangeiro, a que nos conduziram.

Temos agora de fazer uma revolução financeira para reganhar a independência e, com ela, a liberdade e a democracia.

Esta é agora a nossa prioridade. Precisamos de estar conscientes das dificuldades, das condicionantes, da factura pesada que teremos de pagar.

Mas primeiro teremos de punir claramente quem nos arrastou para o abismo, sob pena de lá continuar.

Dia 5 de Junho temos a oportunidade de fazer justiça pelas próprias mãos.

Começou a caminhada

No dia 2 de Abril, comecei uma nova caminhada.
Na sequência do desafio a que me propus, o PSD tem uma nova Comissão Política, que procurará levar o partido à vitória nas batalhas políticas que se avizinham.
E começa já em Junho, com as legislativas.
É óbvio que continuarei, aqui em “O Basto”, a defender as minhas ideias, a lutar pelos mesmos princípios por que sempre pautei a minha conduta.
Agora com responsabilidades acrescidas. 

Publicado na edição de Abril de "O Basto"

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A impressionante e desavergonhada máquina tipo Goebbels do PS

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.
Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação dePsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos).

Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:
  1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PECIV não haveria nenhum resgate.
Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teríamos taxas de juro nos 20% ou mais). Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda.  O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.

  1. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.
Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica do spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

  1. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.
Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto oásis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o Eng.º relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?

  1. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.
Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente).
Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 6ª feira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assunto termino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porque isto dá muito trabalho.

Henrique Medina Carreira.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Crise

O último mês tem sido marcado pela “crise”.
A crise económica, a crise social, a crise do desemprego, a crise da educação, a crise política.
No entanto, talvez só haja uma verdadeira crise: a crise cultural.
Os portugueses vivem há dezenas de anos uma cultura de facilitismo, de irrealidade, de irresponsabilidade nas mais variadas áreas de actividade.
Ano após ano, as consequências vêm-se agravando. Os mais atentos e responsáveis vão chamando a atenção, mas como é algo mais exigente, passivamente vamos arrumando a coisa para o lado e esperamos…
Esperamos uma tragédia. Começa a estar à vista!                   
Há muito que a governação deveria ter sido chamada à pedra. Há muito que se lhe devia ter sido exigido responsabilidade. Mas ainda há relativo pouco tempo o povo português lhe deu a confiança.
Confiança que foi desbaratada.
E a irresponsabilidade continua. Quando já é manifestamente evidente a incapacidade de Portugal fazer face aos seus compromissos, o Governo ainda reclama um “oásis”. (Ainda se lembram do oásis de outrora?)
Os portugueses vão viver, por muitos anos, os efeitos da actual crise da governação de José Sócrates.
Mas é imperioso acabar com uma governação que não o soube ser, não o quis ser, nem tem competência para o ser.
Em Junho, o povo português tem de dar um sinal claro e inequívoco de mudança.

Publicado na edição on-line de "O Basto" - Abril/2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sócrates contra Sócrates

Ninguém nos faz melhor campanha do que José Sócrates ou alguns dos seus ministros.
Vejam só declarações que não têm ainda um mês!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Perfeito seria isso...

E não sou eu que digo!

domingo, 3 de abril de 2011

Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima

Campos e Cunha
"Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"

Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".
O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".
Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".
A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".
Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".
"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.
Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

quarta-feira, 23 de março de 2011

No fim de ciclo

Sócrates chegou, conforme o previsto, ao fim do seu ciclo.
De alhada em alhada, de confusão em confusão, de PEC em PEC, cometeu o pecado mortal: excluiu-se, de livre vontade e de forma propositada, do sistema político ao sonegar informação relevante ao Presidente da República, ao Parlamento e ao maior partido da oposição, que até agora lhe sustentou todas as medidas económicas.
Fê-lo para se vitimizar. Fê-lo para fugir às responsabilidades, sem dar essa aparência. Fê-lo porque nunca aceitou assumir os erros e os resultados das políticas que adoptou.
Na hora da despedida, teve os mesmos tiques de arrogância de outrora.
Abandonou o Parlamento em início de debate do PEC. Sendo este um debate decisivo, deixou-o ao Ministro das Finanças, ao Ministro da Presidência, ao Ministro da Economia e ao Ministro dos Assuntos Parlamentares.
Mas mal foi conhecido o resultado, esperado é certo, apressou-se a pedir a demissão ao Presidente da República e, enquanto Primeiro-ministro, vir a público tecer comentários como secretário-geral do PS, vitimizando-se e desviando as culpas para terceiros.
Mal daquele que numa hora destas acha que tem razão, quando todos os outros estão contra.
Que raio de coligação pode haver entre o CDS, o PSD, o Bloco de Esquerda e o PCP, para que todos entendam que o melhor para Portugal é a demissão do Governo Sócrates?
Apenas e só que Sócrates chegou ao fim do seu ciclo de poder...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Clarificação política

Há muito que venho defendendo que este Governo e principalmente este Primeiro-Ministro são a origem da situação caótica em que nos encontramos.
Há já muito que as instâncias internacionais não confiam em Sócrates, fazendo-nos pagar, a todos nós, os custos dessa desconfiança.
Há uma crise internacional? É verdade.
Há problemas económicos e financeiros noutros países? É verdade.
Contudo, esses problemas têm acontecido essencialmente e de forma mais violenta nos países do sul da Europa e com governos socialistas.
É que gastar, gastar e gastar, sem pensar de onde há-de vir as receitas e esconjurar o funcionamento dos mercados, terá sempre de dar num resultado negativo.
Numa sociedade, só há direitos se forem acompanhados de deveres. Mas por cá, prevalecem os primeiros sobre os segundos.
Depois, quando se fala do exemplo dos países nórdicos ou da própria Alemanha, escamoteia-se o rigor, o trabalho, o respeito, o contributo individual e colectivo para as comunidades.
Num país decente, este Governo e este Primeiro-Ministro já tinham sido demitidos há muito.
A crise já estava ultrapassada. Todos nós já estaríamos a sentir a saída da crise internacional.
O adiar, o desculpar e compreender o indesculpável e o incompreensível, veio arrastar o país para um pântano de onde cada vez se torna mais difícil de sair.
Por isso, hoje, quando se fala de crise política, decorrente da eventual demissão do Governo e convocação de eleições antecipadas, se deve falar antes de clarificação política.
Os seus custos serão sempre mais baixos do que o agravar desta situação.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Governo português contra a defesa dos cristãos

Quando ouvimos notícias sobre atentados contra cristãos, sofremos e, muitas vezes, revoltamo-nos ao saber que foram mortos cobardemente por ódio à fé, enquanto rezavam, como aconteceu recentemente no Iraque e no Egipto.

Entre nós – no Ocidente - não há perseguição aberta nem martírios frequentes, mas muitos cristãos sofrem certa pressão e discriminação: ao nível da opinião pública, nos programas de ensino impostos pelo Governo, na legislação sobre saúde, sobre a família e a vida humana... Enfim, cada um de nós é capaz de enunciar já hoje um ou outro caso.
Às claras, ou veladamente, a violência e intolerância contra os cristãos é sempre condenável. Claro! Foi o que também achou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália ao propor, esta semana, à UE, uma declaração conjunta para condenar a perseguição religiosa anti-cristã.
A proposta italiana teve o apoio da grande maioria dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União, mas foi bloqueada por cinco países: Portugal, Espanha, Luxemburgo, Irlanda e Chipre. E, por isso, não se chegou a acordo.
Ficamos, pois, a saber que o Governo de Portugal é líder na Europa contra a defesa dos cristãos.

Aura Miguel, RR on-line 04-02-2011 09:45

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A crise acentua-se

Não obstante as múltiplas intervenções governativas em defesa da evolução positiva da economia portuguesa, dia após dia, múltiplos indicadores vêm demonstrar exactamente o contrário. Nada que seja novidade neste primeiro-ministro e governação socialista.
O Governador do Banco de Portugal veio agora confirmar que Portugal está em situação de recessão.
Os indicadores do desemprego registam o valor mais elevado, 11,1%.
As taxas de juros da dívida pública continuam em valores proibitivos.
Naquilo que é a vida real, aquela que nos entra directa e quotidianamente no bolso, os combustíveis aumentam sucessivamente, pagamos mais IRS, mais IVA, mais taxas, tarifas mais elevadas, mais portagens, ...
Recebemos menos ordenado, temos menos serviços de saúde, de educação, menos apoio social.
Enfim, a crise acentua-se.
O Governo vai resistindo entre o complexo sistema político.
Os portugueses vão pagando e sofrendo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A Educação é uma prioridade

Ontem participei no colóquio promovido pelo Gabinete de Estudos da distrital do PSD, que tinha como tema "A Educação em Portugal – Uma Visão Prospectiva".
Foi uma iniciativa muito interessante e muito participada, já que a instabilidade se reinstalou nas escolas. Esse facto leva os professores, mas agora também os pais, a estarem mais despertos para a realidade escolar.
Curiosamente, hoje, o primeiro-ministro e todo o governo envolveram-se numa mega-operação de inaugurações de estabelecimentos de ensino.
Mais uma vez, o governo entende que a melhoria do ensino, que a educação evolui na razão directa das obras realizadas.
Quanto engano!
A única coisa que evolui é a conta bancária das empresas envolvidas nessas obras, para não falar de outros eventuais co-beneficiários.
Como foi concluído, ontem, o que se torna necessário é apostar nas pessoas.
Definir o que se espera da Escola. Definir os objectivos, os meios e o modo como atingi-los.
É imperioso redefinir a Lei de Bases do Sistema Educativo, num processo partilhado e assumido pelos principais agentes políticos e educativos.
É imperioso cumprir a Constituição, permitindo de facto a livre escolha da Escola e que cada Escola possa livre e autonomamente ter o seu Projecto Educativo.
Essas liberdade e autonomia devem ser consubstanciadas na liberdade de criar o seu próprio projecto educativo, de ter autonomia administrativa, pedagógica e financeira.
Sem isso, o futuro da Educação e do Ensino estará comprometido.
Não é por construir mais escolas, inundá-las de "Magalhães", que se inverte a situação.
Como pano de fundo, exige-se rigor e qualidade, nos actos de ensinar, mas também de aprender.
Os recursos que se dizem que se investem na Educação não podem continuar a ser esbanjados para o futuro de Portugal e dos jovens portugueses.
Como diz José Sócrates (e nós todos), "a Educação tem de ser uma prioridade". Mas tem de ser de facto e não apenas nas suas palavras ocas e nos seus actos que a negam.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Carga fiscal das famílias duplicou numa década

Aqui fica um artigo do SOL que analisa a evolução da carga fiscal das famílias.
Considerando que na última década foi o PS que governou o país de forma efectiva, quer no Governo de Guterres, quer agora no de Sócrates, ficamos esclarecidos quanto às responsabilidades de quem assumiu e implementou esta política de acréscimo da receita fiscal, em detrimento do controlo da despesa pública.
Agora de nada vale chorar a situação a que chegámos.
E das duas uma: ou vamos continuar o empobrecimento colectivo, seguindo esta orientação socialista; ou vamos inverter a situação, criando riqueza, produzindo, apostando em políticas desenvolvimentistas alicerçadas no mercado e na iniciativa privada.
Espero que brevemente o país possa fazer essa escolha.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Inacreditável!!!

As afirmações feitas são inacreditáveis!!!!
Ninguém indicou o caminho da rua a esta pessoa?

sábado, 20 de novembro de 2010

Dicionário socrático

Há um vasto conjunto de palavras e expressões que se vêm transformando num novo léxico e num novo linguajar: o socratês.

A vida sem exame não é verdadeiramente vivida.
(Sócrates, 470-399 a.C.)

Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia, mas uma meia mentira nunca será uma meia verdade.
(Jean Cocteau, 1889-1963)

Quase seis anos de Governo presidido por José Sócrates permitem encontrar um vasto conjunto de palavras e expressões que, de tão usadas com singular significado por ele e seus fiéis seguidores, se vêm transformando num novo léxico e num novo linguajar: o socratês. Neste breve espaço, eis alguns exemplos:

Pôr as contas públicas em ordem - atingir um défice de 9% do PIB

Crescimento sólido - um aumento do PIB superior a 0%

Orçamento redistributivo - orçamento rectificativo

Uma boa notícia - uma má notícia

[silêncio] - uma péssima notícia

Errata - alteração de 850 milhões

Consolidação orçamental - aumento de impostos

Orçamento de confiança - mais despesa pública

Endividamento - assunto menor a evitar

Receita temporária - Receita extraordinária

Transparência - desorçamentação

Convergência - divergência

Novas oportunidades - cuidar dos amigos

Submarino - nova unidade de conta

Promessa eleitoral - mentira

Coerência - dizer uma coisa e o seu contrário

Investidor - comprador de dívida (com juro baixo)

Especulador - comprador de dívida (com juro alto)

Último PEC - o que antecede o próximo

Crise internacional - (genérico de) desculpa

Descontos à colecta - colecta sobre os descontos

Reforçar o Estado Social - aumentar a pobreza

Golden share - golden chair (para alguns)

PT - para tudo

PPP - Para pagar posteriormente

SCUT - Pare, scut e pague

Democracias amigas - Venezuela, Angola, Líbia e China

Magalhães - "Lego" high-tec

Autocrítica - impossibilidade

Constância - Constâncio

Descida do preço dos medicamentos - descida do valor das comparticipações

Desemprego (antes JS) - apocalipse

Desemprego (com JS) - inevitabilidade

Dança a dois - fingimento

Improviso - teleponto

Convicção - arrogância

Diálogo - imposição

Espírito aberto - crispação

Referendo - diferendo diferido

Procedimento concursal - ajuste directo

Cheque-bebé - fantasia infantil

Paridade - Orçamento com perspectiva de género

Maioria relativa - maioria auto-absoluta

Factos - propaganda

Sua Eminência - Sua Santidade

Retoma - requebra

FMI - o (agora) inimigo

OCDE - o (agora) amigo

China - travesti de FMI

Balcão"Perdi a Carteira" - o próximo PEC

Ministros - directores-gerais

Directores-gerais - amanuenses

E por aqui me fico...

António Bagão Félix - 16-11-2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Esperteza saloia

Esperteza saloia

O concelho de Cabeceiras de Basto é o único do distrito de Braga que não tem qualquer grande superfície comercial, designada por hipermercado.

Todos os restantes concelhos têm até mais do que um desses locais de culto do consumismo.

Das duas uma, ou nós por cá somos os mais inteligentes por ter resistido à moda, ou, pelo contrário, somos os mais idiotas por não ter sabido tirar partido de um fenómeno que alterou significativamente a forma de comercializar os produtos e ser fonte de atracção social.

Tenho para mim que seguimos o segundo caminho.

Não é que eu simpatize com os hipermercados, mas sei que já não podemos viver sem eles.

Se os não temos na nossa terra, vamos, a eles, à terra dos outros. E o facto é que aí encontramos muitos nossos conterrâneos.

Desse modo, estamos a contribuir, não para o desenvolvimento da nossa terra, não para o emprego na nossa terra, não para a riqueza da nossa terra, mas sim para a terra dos outros.

É lamentável que os poderes públicos tenham enveredado pela esperteza saloia de pretensamente defender o “comércio local”, quando o caminho seguido só levou à sua depauperização e ao fluxo do comércio para outras localidades (Fafe, Guimarães, Braga).

É igualmente lamentável que os nossos comerciantes tenham seguido idêntica orientação, não se sabendo acautelar para os perigos do isolamento em que se colocaram.

Hoje é já tarde de mais, pelas razões locais e nacionais, os tempos não estão de feição para grandes investimentos. Mas não podemos continuar por este caminho.

Uns e outros, poderes públicos, empresários e comerciantes deveriam dar as mãos para, em conjunto, deixarem a política de capelinha, o olhar para o seu próprio umbigo, e lançarem um projecto adequado à defesa dos múltiplos interesses em questão.

Sei que há potencialidades, sei que há projectos, sei que há alguns interessados em avançar, mas os interesses da nossa terra, das nossas gentes, não são apenas questões para alguns. Exigem a colaboração e o empenhamento de muitos dos directamente interessados.

É altura de deixar a “esperteza saloia” do “orgulhosamente só” para um projecto partilhado, dinâmico e virado para as conjunturas do futuro.

A crise adiada

A propósito da aprovação do Orçamento de Estado para 2011 esteve iminente uma crise política.

O Governo socialista, não contente com o estado a que levou a situação financeira do país, procurou ainda saltar da carruagem, inviabilizando o apoio do PSD, para se eximir às responsabilidades presentes e futuras.

Entendia que o PSD deveria ter viabilizado à partida o orçamento, mas, depois de tudo o que aconteceu, até concordo com Passos Coelho. Esta foi a única maneira de se conhecer publicamente a dimensão da tragédia, o “buracão” das contas públicas, as resistências do “aparelho socialista” à contenção das despesas.