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domingo, 23 de janeiro de 2011

O futuro começa agora

Cavaco Silva ganhou e foi reeleito à primeira volta.
Nada que não estivesse já anunciado, tal a pobreza das candidaturas adversárias.
Os resultados conhecidos são bem expressivos.
Como referi no meu último artigo de "O Basto", este era o primeiro objectivo que a todos nós se colocava.
Agora teremos de avançar para os seguintes.
Há que restabelecer uma governação séria, rigorosa e que defenda efectivamente os portugueses.
O actual Governo socialista enche a boca de socialismo, de estado social, de políticas sociais. Contudo, tem vindo a destruir a economia, a produtividade, a riqueza nacional e daí decorre o desemprego, a miséria, a fome, a instabilidade social, o aumento de impostos, a criação de taxas, a destruição do serviço nacional de saúde, a redução de apoios sociais, ...
Enfim não é esta a nossa política, este não é o caminho que nós queremos para o nosso País, para nós e para os nossos filhos.
Há que mudar de Governo e rapidamente. Esse é o nosso segundo objectivo.
Depois virá o terceiro, mudar também o nosso poder autárquico.
Hoje estamos a viver os resultados eleitorais.
Mas, o futuro começa agora.
O PSD tem de dar início ao novo ciclo já.
Não me conformo com o estado a que chegou este estado de coisas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ou mesmo, talvez as duas coisas!

Não tenho dado grande relevo à campanha para a Presidência da República porque desde a primeira hora se verificou que apenas um dos candidatos está, de facto, a concorrer para ocupar o lugar.
Se assim não fosse, a dita "esquerda" teria encontrado apenas um e só um candidato para disputar o cargo.
Como mais não havia para fazer e devido às vicissitudes do candidato Alegre, multiplicaram-se as candidaturas para dar uma imagem de pluralidade contra Cavaco.
Dessas candidaturas não sai uma ideia, uma perspectiva para o futuro de Portugal.
Quantas vezes ouvimos é propostas descabidas e quantas vezes conflituantes com a própria Constituição Portuguesa.
Enfim, quem não tem nada para dizer, vai debitando "sound bites" para ocupar os tempos de antena, que apenas servem para atacar a pessoa e a figura do Presidente da República.
Porém há um argumento que tem sido bramido ao longo dos últimos dias que me deixa perplexo.
Os principais candidatos da esquerda, Alegre e Nobre, atiram-se a Cavaco por ele ter sido cúmplice do actual Governo e por isso o país está na situação que está.
Então vejamos, nas suas bocas, Cavaco deveria ter demitido o Governo (e a Assembleia da República por inerência), mesmo com maioria de apoio de quem gozado no órgão que o legitima.
Mas não são estes os candidatos que defendem que este Governo tem governado bem, que Socrátes tem todo o seu apoio?
Não são eles que dizem que este Governo é que defende as políticas de esquerda, a estado social e demais bandeiras como o Serviço Nacional de Saúde?
Em que ficam então?
Querem derrubar o Governo, como exigem a Cavaco, ou querem ser elementos de estabilidade e dar consequente apoio institucional?
Das duas uma, ou não sabem o que querem, ou não sabem o que dizem.
Ou mesmo, talvez as duas coisas!

Festa, ...a caminho da vitória!



Hoje Cavaco Silva teve mais um dia de grande apoio, que terminou em festa com casa cheia na Malafaia.Povo, gente do povo, que de forma entusiástica se mobiliza em torno do candidato que querem reeleger como Presidente da República.
Participei também com muito gosto.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Para cumprir calendário

Já decorreram os dez debates para as eleições do Presidente da República e ainda não expressei qualquer comentário sobre eles, principalmente porque fui dos muitos que não lhes prestei grande atenção.
Acompanhei mais pelos resumos e comentários que fui encontrando na net e nos jornais.
Também, pelos vistos, não trouxeram nada de particularmente novo.
Aliás, as novidades surgiram do lado que menos se esperava, Cavaco Silva, que enquanto candidato se sentiu muito mais livre para expressar aquilo que sente e não se coibiu de afirmar que não gosta do orçamento, que não compete ao PR avaliar politicamente a acção do Governo, que a sua campanha vai gastar muito menos do que é o limite legal.
Naquele que se esperava ser o debate decisivo, entre Cavaco e Manuel Alegre, acabou de facto por ser lapidar.
Comentarista e apoiantes de Alegre vieram reconhecer que o seu candidato não estava à espera de um Cavaco tão combativo e ele não foi capaz de dar a melhor resposta.
Diz o ditado que pela boca morre o peixe.
Como é que alguém que não é capaz de estar à altura das circunstâncias num debate, espera que se lhe reconheça capacidade para estar à altura das duras e difíceis funções do mais alto magistrado da nação?
Fica tudo dito, pelos próprios.
Não era preciso tanto. Todos nós já sabíamos que nestas eleições o vencedor era conhecido à partida. Mas também não era preciso demonstrar tanta incompetência, tanto desconhecimento, das funções e das implicações do exercício presidencial.
Não é por acaso que surgiram tantos candidatos, apenas e só para se darem a conhecer, exibir a sua vaidade, fazer o frete partidário, ter tempo de antena para as suas agendas políticas pessoais ou partidárias. O resultado nunca esteve em causa, senão os candidatos e as prioridades seriam outros.
Venha lá o dia 23, porque este interlúdio é apenas para cumprir calendário.

domingo, 28 de novembro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cavaco Silva candidato

Finalmente, Cavaco Silva anunciou a sua recandidatura à Presidência da República.
Nada que não estivesse previsto, que há muito não se soubesse, mas que só agora foi definitivamente confirmado.
Cavaco Silva completa o seu primeiro mandato, fiel ao compromisso que assumiu com os Portugueses: ser o fiel zelador das normas constitucionais que jurou cumprir, exercer as suas funções de forma independente das forças políticas e partidárias, preservar a estabilidade política e ter uma postura de solidariedade institucional com o Governo.
Se as duas primeiras condições até nem seriam de difícil cumprimento, a convivência com um governo e com um primeiro-ministro que andaram de "trapalhada" em "trapalhada" (o que diria Sampaio?!!!), foi um exercício deveras difícil, que podia ter comprometido as restantes.
Mas Cavaco Silva sempre foi fiel ao seu compromisso.
Obviamente que não se lhe podia pedir que apoiasse todas as ideias e propostas do Governo, mas nunca deixou de promulgar os documentos que o governo lhe propôs para assinatura.
Por várias vezes, chamou a atenção dos portugueses para os perigos das medidas que estavam a ser aprovadas, mas nunca promoveu o contra-poder. Sempre exigiu que esse papel fosse desenvolvido e assumido pelos partidos políticos.
Ao apresentar a sua recandidatura, podemos apontar-lhe muitos defeitos, aqueles que decorrem de não vermos feito aquilo que cada um de nós desejaria, mas não podemos deixar de reconhecer que ele fez tão somente aquilo que prometeu a todos os portugueses.
Só por isso já valeu a pena.
Saber que ainda há políticos que sabem cumprir o seu papel e a sua palavra.
Por isso e por muito mais, terá o meu apoio.

domingo, 30 de maio de 2010

O apoio esperado


O PS decidiu hoje, o que estava há muito decidido, manifestar o seu apoio a Manuel Alegre, enquanto candidato presidencial.
Este foi um processo complexo.
Primeiro, José Sócrates e o PS não têm nenhum motivo de agrado para apoiar Alegre. Este foi ao largo dos últimos anos o maior opositor das políticas do actual governo.
Segundo, várias figuras do PS, com Mário Soares à cabeça, publicamente afirmam que não apoiam aquela candidatura.
Terceiro, se Sócrates e o PS quisessem de facto a eleição de Alegre tinham-lhe manifestado o seu apoio incondicional, logo quando ele manifestou a disponibilidade para a candidatura. Ora estes meses de indecisão só permitiram que se ampliassem os motivos de erosão daquela candidatura.
Assim sendo, Sócrates quer a manutenção de Cavaco Silva na presidência.
Quer, porque sabe que ele é um aliado seguro, que preserva os valores da estabilidade e do respeito institucional.
Quer, porque sabe que com Alegre seria impossível governar sem recorrentes reparos e birras, como as que aconteceram no passado.
Só que não teve a coragem e o sentido de estado que o PSD teve quando Cavaco Silva era primeiro-ministro e apoiou a candidatura de Mário Soares.
É que para o PS é sempre mais importante o partido do que os interesses de Portugal.
Face à aguda crise a que nos levou a actual governação, o país não precisa de divisionismos, de lutas partidárias, de conflitos.
Portugal precisa de estadistas que saibam colocar o País acima dos interesses particulares.
Mais uma vez o PS e o seu secretário geral deram mostras de não estarem à altura das suas responsabilidades e daquele estatuto.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Face Oculta


Tenho ficado um pouco à margem das incidências do processo face oculta.
O barulho é imenso na comunicação social, não vale a pena lançar mais gasolina no lume.
No entanto não quero deixar de aqui deixar três ideias.
Primeira - Como é possível que nenhum poder de fiscalização, de segurança, da justiça tenha funcionado, permitindo que impunemente se tenha montado uma teia tão vasta e tão poderosa?
É que este processo só é despoletado através de uma investigação a um caso em que, em comum com ele, só têm os mesmos protagonistas.
Segunda - Como é possível manter-se em exercício de funções um primeiro-ministro que, de forma irremediável, perdeu a dignidade de Estado?
Como já aqui tinha escrito, em citação de António José Saraiva, conhecidas as escutas o primeiro-ministro ou se demite ou tem de ser demitido.
Mesmo acontecendo isso, nem uma nem outra coisa veio a acontecer (para já).
Terceira - Portugal vive uma das maiores crises financeiras de todos os tempos. Crise que foi desmascarada pela crise internacional, mas que já existia e perdura para além dos efeitos sentidos na comunidade internacional. Cavaco Silva tem apelado, veja-se o resultado do Conselho de Estado, à unidade nacional para evitar juntar a esta crise, uma outra de contornos políticos.
Mas, face à actual realidade, não será importante clarificar a situação, evitando o continuado afundamento no pântano da governação socialista de José Sócrates?
O estado crítico em que nos encontramos não é compatível apenas com o desejo de Alberto João Jardim, à saída da reunião do Conselho de Estado, "bom Carnaval".
Está na hora de se exigirem responsabilidades a quem durante cinco anos tem levado o País para a banca rota, para a degradação de valores, para o desprestígio das instituições e dos seus legítimos titulares, para o aviltamento de quantos trabalham e pagam os seus impostos.
É tempo de tirar as máscaras.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Leis à portuguesa

Cavaco Silva, enquanto Presidente da República, fez hoje uma análise muito caústica do processo legislativo em Portugal.
Discursando, no início de mais um ano judicial, denunciou muitas das ocasiões em que o 'legislador' não teve a devida atenção à realidade.
Acusou mesmo que o legislador o faz por opção política ou ideológica, ignorando o sentir da sociedade e tentando impor, pela via legislativa, uma diferente conduta social.
Mais uma vez, uma intervenção certa, no momento certo, em local adequado.
Portugal para ser um país desenvolvido tem de ter um sistema judicial adequado. Não um sistema judicial em que as 'leis' se atropelam, violentam as consciências e viabilizam comportamentos sociais inaceitáveis.

sábado, 1 de agosto de 2009

Dá que pensar!



Cavaco analisou ontem a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Estatuto dos Açores.
Realmente é inconcebível que mais de uma dúzia de artigos de uma só Lei sejam inconstitucionais.
Mais, que essa Lei tenha sido aprovada no Parlamento Regional dos Açores e na Assembleia da República, até por mais de uma vez e sujeita a dois vetos presidenciais.
Como se compreende que os senhores deputados sejam tão incompetentes?
Será que estão a ser pagos só para fazerem disparates?
Se fosse um médico, um professor, um engenheiro (exclui-se o Sócrates) a cometer tantos erros numa mesma situação, o que se diria?
Bem razão tinha e tem o Presidente da República quando chamou a atenção para a necessidade de se legislar com qualidade.
Começa aí o caminho da corrupção, do abuso, da intolerância.
E que dizer ainda da intervenção desrespeitadora de dois órgãos de soberania (Tribunal Constitucional e Presidência da República) pelo deputado Ricardo Rodrigues, do PS Açores?
Esta gente anda de cabeça perdida...