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domingo, 27 de setembro de 2009

PS ganhou



Ao contrário daquilo que eu defendia como mais positivo, o PS ganhou.
Se decidido está o vencedor, falta ainda saber a extensão da vitória, não obstante já se reconhecer que perdeu a maioria absoluta.
Este facto é uma boa notícia.
Acaba o poder absoluto.
O novo governo terá de dialogar e consensualizar mais.
Terá de ser mais democrata, mais sensível à vontade da maioria, agora representada de forma mais variada.
Face aos resultados apurados até agora, reconheça-se os bons resultados do CDS/PP e do BE, que cresceram e desempenharão no próximo parlamento um papel decisivo nas decisões a tomar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A conversa da 'esquerda'

Hoje, na sequência dos debates televisivos para as legislativas, encontraram-se Louçã e Jerónimo.
Não fizeram bem o papel dos "marretas", mas passaram o tempo em amena cavaqueira, dizendo mal de Sócrates, Ferreira Leite e Portas.
Usaram os chavões a que nos habituaram, recheados de alusões a políticas de esquerda, direitos dos trabalhadores, ataque aos grupos económicos.
Esqueceram-se de dizer contudo como governar o país, sabendo-se, como se sabe, que nenhum deles ganhará as eleições e nenhum dos dois se disponibiliza para ajudar, eventualmente o PS, a formar ou viabilizar um novo executivo.
Deste modo, ficam-se pela crítica, mais (PCP) ou menos moderada (BE), ao actual executivo.
De qualquer dos  modos, uma conversa que marcou bem um discurso mais incisivo de Louçã, mais sustentado e aprofundado. Jerónimo de Sousa foi mais apagado, menos acutilante, mais repetitivo de frases feitas e nem sempre com veemência.
Este não era o seu dia de guerras. Ambos estavam do mesmo lado da trincheira.
Como dizia o Solnado, hoje interrompia-se a guerra, que ao inimigo doía a cabeça...
Deram foi cabo da cabeça de Sócrates a propósito da TVI.
E com razão!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Listas do PSD 1

Com a divulgação das listas de candidatos começou uma campanha orquestrada de ataque ao PSD.
Tudo quanto seja feito, dito ou escrito merece a oposição do poder socialista e não só.
Mas vamos a alguns factos:
- Foram afastados das listas os membros da oposição à Direcção
Nas listas estão por exemplo Emídio Guerreiro, o filho do Menezes, que foram eminentes homens da candidatura de Passos Coelho.
- Não houve renovação e jovens nas listas
Basta ver a lista de Braga, e todas as outras, para contrariar estas duas afirmações.
- Foram buscar "velhos" políticos
Mas também não era criticada a falta de qualidade das listas. Pessoas como Pacheco Pereira não elevam a qualidade das listas? Duas ou três pessoas validam esta ideia?
- Colocam pessoas acusadas judicialmente nas listas
Sinceramente também não me agrada esta situação, mas não são os políticos de esquerda (Louçã) que reconhece que nada na Lei impede as candidaturas de Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, já condenados em sentença de primeira instância? Como é que agora se tem uma diferente perspectiva?

Mas já se esqueceram do que se passa noutros partidos?
Manuel Alegre insurge-se contra a exclusão dos miltantes socialista que são conotados com a sua linha e seus apoiantes.
Louçã / BE exclui Joana Amaral Dias e ainda fica com ciúmes do aliciamento feito pelo PS.
Na CDU, a linha ortodoxa afasta os renovadores.
No CDS, registam-se também reclamações.
Renovação, juventude, qualidade também não são atributos reconhecidos naquelas listas.

Porquê então tamanho frenesim em torno do PSD?
Simplesmente porque está na rota da vitória e é o alvo a abater pela esquerda.
Pelo CDS, para evitar o voto útil contra o PS.