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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Democracia? Não, obrigado


Protegidos pela liberdade de expressão que a lei britânica lhes garante (e pela Polícia), militantes islâmicos queimaram bandeiras americanas diante da embaixada dos EUA em Londres gritando contra a democracia, a liberdade e... a liberdade de expressão, a pretexto da ameaça do pastor de nome "montypythoniano" de uma pequena seita evangélica da Florida de queimar exemplares do Corão a 11 de Setembro.

Esta gente tem um mérito: não esconde ao que vem nem os métodos de que está disposta a servir-se para lá chegar. "A democracia, a liberdade e os direitos humanos não têm lugar" no Islão, afirmou (já cá se sabia, mas foi simpático que no-lo tenha lembrado) na quinta-feira em Qom, Irão, o imã Mesbah Yazdi, um dos líderes espirituais da ditadura de Ahmadinejad.

Menos respeitável, porque não se trata de fanáticos de uma qualquer religião (a não ser a dos próprios interesses políticos), é o silêncio paternalista e "multicultural" sobre tudo isto dos "imãs" do BE e do PC, sempre tão faladores acerca de "liberdade", "democracia" e "direitos humanos" quando entram em cena outras causas ou outros intérpretes.

Manuel António Pina

In: JN, 14/set/2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Não divulgar é cumplicidade !


O que é pior é que, mesmo OS que criticam estas e outras situações inaceitáveis, quando a elas acedem, já acham que está tudo bem...



É preciso que se saiba
que:

"... OS portugueses comuns (OS que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona Euro,

Mas OS nossos gestores (que decidem a sua própria

remuneração) recebem, em média:

- mais 32% do que OS americanos;

- mais 22,5% do que OS franceses;

- mais 55 % do que OS finlandeses;

- mais 56,5% do que OS suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção:

"OS portugueses gastam acima das suas possibilidades".