Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Mudar de atitude
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Reflexão sobre Portugal
"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá
que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e
consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má
aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e
adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito
retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na
qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades
primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de
futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas,
fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a
empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a
agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem
as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a
próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes
superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça,
frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no
que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes
negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente
persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos
penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam
essencialmente como agências de emprego que admitem os mais
corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas
permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.
Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores,
assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas
dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso
nos problemas do país.
Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica,
entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de
direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder,
que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.
Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas
com telhados de vidro e linguagem pública, diametralmente oposta ao que os
seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.
À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior,
mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações
ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a
população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à
esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação
social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão
inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das
realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a
democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação,
ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse
fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no
secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o
grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são
na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à
industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários
países.
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma
alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda.
Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre
ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada
por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos
sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e
calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos
gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita
exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são
condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a
prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento
dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr
em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por
isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas
ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano
que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas
recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática
da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a
fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais
célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar
consciência e lucidez sobre os seus desígnios.
Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na
Universidade de Estrasburgo
domingo, 23 de outubro de 2011
Mentira ou verdade?
Tudo quanto dizia, vinha-se a confirmar que nada tinha de verdade.
Chamavam-lhe até o "Pinóquio", comparando-o ao célebre boneco de madeira a quem crescia o nariz por cada mentira que dizia.
Se assim fosse, Sócrates não caberia em nenhum dos salões do poder por onde andou.
Agora, que mudámos de Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho passou também a ser apodado de mentiroso. Na campanha eleitoral disse uma coisa, agora no poder faz exatamente o contrário do que dizia.
Mentiroso, portanto.
Chegados aqui, fatos assumidos, será que estamos perante a mesma atitude?
Será que de fato estamos perante iguais circunstâncias de mentira?
Analisemos, pois.
Sócrates fugia à verdade para esconder a realidade. Mentia para se manter no poder. Mentia para enganar os portugueses. Mentiu até ao último momento do seu mandato, escondendo a real e avassaladora situação económica e financeira de Portugal.
Sócrates sabia que não dizia a verdade. Sabia também que ao fazê-lo estava a criar um enorme problema para o País e para os Portugueses.
Passos Coelho assumiu um compromisso de verdade. Assumiu a responsabilidade de tirar Portugal do buraco em que Sócrates o deixou.
Para isso, tem de fazer o contrário de muito do que prometeu. Tem de faltar às suas promessas. Isto é, diz a verdade, mas não pode cumprir, para já, parte do que prometeu.
Não se trata assim de ser mentiroso, mas tão somente responsável.
Já se imaginaria o resultado, se face à situação calamitosa que encontrou, resolvesse aplicar as medidas que prometeu, só para que não o pudessem chamar de mentiroso e nos continuasse a empurrar para o abismo?
Passos Coelho poderia nesse caso ser correto com a sua palavra, mas irresponsável perante o país e os portugueses.
Em Portugal, temos de nos assumir pelos atos e não apenas pelas palavras.
Temos de atender mais aos resultados do que aos percursos.
Temos de validar a verdade dos fatos.
Não se pode comparar a "mentira" de Sócrates, com a "quebra de compromissos" de Coelho.
São níveis de responsabilidade e de rigor diametralmente opostos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Mas que grande confusão...
domingo, 8 de maio de 2011
O acordo
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Para reflectir
Sabem quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia?
Depois das recentes eleições na Hungría e no Reino Unido
só ficaram 3 países:
Grécia, Portugal e Espanha
que coincidência!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
GRÁFICOS QUE ILUSTRAM A SITUAÇÃO ACTUAL
Fonte: Santos Pereira (2011)
2) A dívida pública é a maior dos últimos 160 anos
Dívida pública portuguesa em % do PIB, 1850-2010
Fonte: Santos Pereira (2011)
3) A dívida externa é, no mínimo, a maior dos últimos 120 anos (desde que o país declarou uma bancarrota parcial em 1892)
Dívida externa bruta em % do PIB, 1999-2010
Fonte: Santos Pereira (2011)
4) O desemprego é, no mínimo, o maior dos últimos 80 anos. Temos 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa duração
Taxa de desemprego em Portugal, 1932-2010
Fonte: Santos Pereira (2011)
5) Voltámos à divergência económica com a Europa, após décadas de convergência
PIB per capita português em % do PIB per capita da Europa Avançada
Fonte: Santos Pereira e Lains (2010)
6) Vivemos actualmente a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos
Emigração portuguesa (milhares de pessoas), 1850-2008
Fonte: Santos Pereira (2010)
7) Temos a taxa de poupança mais baixa dos últimos 50 anos
Taxa de poupança bruta, 1960-2010
Fonte: AMECO, Santos Pereira (2011)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Recuperar a nossa Independência
terça-feira, 30 de novembro de 2010
"Camões" na actualidade
I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas...
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano...
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Douro onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Uma aposta na Educação, já, e em força!
Façamos então uma apreciação mais pormenorizada. O IDH é um índice calculado através da combinação de três dimensões do desenvolvimento humano: a dimensão Saúde, descrita pelo indicador “esperança de vida à nascença”; a dimensão Educação, descrita pelos indicadores “número médio de anos na escola” e “número expectável de anos na escola”; e a dimensão “padrão de vida”, descrita pelo indicador “rendimento nacional bruto per capita”.
Os autores do Relatório Anual agrupam os países em quatro grupos, de acordo com o valor do respectivo índice: “muito alto”, “alto”, “médio” e “baixo” desenvolvimento humano. Importa aqui referir que esta classificação denota uma linguagem cuidadosa, característica das Nações Unidas, que visa seguramente prevenir a estigmatização dos países menos desenvolvidos. De facto, dos 169 países avaliados 127 estão integrados nos níveis “muito alto”, “alto” ou “médio”.
Portugal está na cauda dos países ditos de alto desenvolvimento humano. É bom e é mau. Quando olhamos para baixo na tabela, percebemos que existem ainda 127 países do mundo em situação mais precária. Será curioso verificar as posições do grupo dos mais notáveis países emergentes: os BRIC. Brasil (73º), Rússia (65º), Índia (119º) e China (89º), para além de rankings muito distantes do português, apresentam deficits de desenvolvimento humano muito acentuados face a Portugal, em todas as três dimensões. A situação mais extrema é a da Índia, com uma esperança de vida à nascença 15 anos inferior aos 79,1 anos portugueses, uma permanência média na escola de apenas 4,4 anos e um rendimento médio per capita que pouco ultrapassa os 3 mil dólares. Não deixo de sentir conforto, apesar de tudo, com a situação “humana” em que o país se encontra globalmente, sem perder todavia de vista que as estatísticas escondem os efeitos da desigualdade social.
Se, ao invés, olharmos para a parte superior da tabela, encontramos os países do campeonato que pretendemos disputar, designadamente a Europa desenvolvida. E aqui já importa ir ao detalhe e procurar perceber por que razão não somos capazes de aceder ao meio da tabela (em torno do 20º lugar), lugar que me parece poder ser a nossa aspiração razoável. Comparando os valores dos indicadores para Portugal com a média do grupo dos 42 países de “muito alto desenvolvimento humano”, verifica-se o seguinte: a esperança de vida à nascença é praticamente igual (79,1 anos para Portugal face a 79,5 para o grupo); o número médio de anos na escola é francamente inferior (8,0 face a 10,5); o número expectável de anos na escola é igual à média do grupo (15,5) e o rendimento nacional bruto per capita é muito inferior à média do grupo (22.105 USD face a 35.608). Conclui-se, então, que o nosso calcanhar de Aquiles está na educação (número de anos na escola) e no rendimento per capita.
A questão do rendimento bruto per capita é a expressão da incapacidade da nossa economia gerar riqueza ao nível dos nossos parceiros europeus. Mesmo excluindo da lista os países cujo altíssimo rendimento per capita assenta na disponibilidade de recursos naturais excepcionais, como a Noruega, ou em sistemas financeiros blindados, como o Luxemburgo ou o Liechtenstein, o valor médio rondaria os 30.000 USD, portanto ainda muito acima dos 22.105 USD portugueses.
Também a questão da educação, que ao longo dos anos tem sido invocada como prioritária por sucessivos governos da nação, apresenta um passivo do qual o país não parece ser capaz de se libertar. É confrangedor constatar que, em média, os portugueses frequentaram apenas oito anos de escola, contra uma média de 10,5 do grupo de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto países que frequentemente nos servem de referência (Espanha, Irlanda e Finlândia) estão já na zona dos 10,5 a 11,5 anos. Como consequência, a mais arrasadora e penalizadora estatística portuguesa é a percentagem de pessoas com 25 ou mais anos que completaram pelo menos o ensino secundário: uns míseros 27,5%, quando a média do referido grupo está nos 66%.
É legítimo afirmar que a produção de riqueza, sobretudo num país pequeno que não beneficia de efeitos de escala ou dimensão, depende sobretudo da produtividade. E também que o nível de formação dos recursos humanos é um factor crítico para a produtividade. Pois bem, face aos números que muito bem nos são avivados pelo Relatório Anual do Desenvolvimento Humano, não tenho dúvidas de que é na educação que o país deve apostar. Hoje, já, sem hesitações. E, francamente, não tenho visto essa aposta inequívoca nos orçamentos do Estado dos últimos anos. Nem no de 2011.
José F. G. Mendes
Correio do Minho, 2010-11-07
http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=2134
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
DE MÃO ESTENDIDA
Há uma placa colocada por baixo do nome "Portugal" que diz "vende-se". E outra ao lado que anuncia "saldos". É comprar agora que está barato. Vendemos de tudo um pouco. Dívida com excelente remuneração, ações de bancos ao preço de um café, participações que deixaram de ser estratégicas. É só escolher. E pagar, claro. A necessidade interna é muita, o apetite externo ainda maior. O governo é uma espécie de agência de liquidação de um país falido. Até agora viveu a crédito. A partir de agora está nas mãos dos credores. Como um fidalgo arruinado tenta vender os anéis para salvar os dedos. Em desespero esquece princípios em nome da salvação.
O governo está de mão estendida. O primeiro a responder foi o patusco Chávez. Ofereceu-lhe as duas. Em jornada insólita, pelo norte do país, prometeu comprar de novo o que já tinha comprado há dois anos, não um barco, mas muitos, não apenas as casas pré-fabricadas que já deviam estar montadas, mas cidades inteiras, e computadores "Magalhães", milhares e milhares deles.
Depois vieram os chineses. Sentados em cima da maior reserva monetária do mundo, foram recebidos como uma espécie de 'tio Patinhas' do novo século. Querem um banco? Temos aqui o BCP a jeito. Energia? Porque não a EDP? Dívida? Temos muita e a bom preço. O catálogo é imenso. É só escolher.
Os novos salvadores da nação juntaram-se aos velhos. Os angolanos continuam às compras. À Líbia deslocou-se uma comitiva que foi oferecer sabe-se lá o quê. Longe vão os tempos em que a Espanha e o Brasil eram as prioridades da nossa política externa. Agora a prioridade é encontrar quem compre. Não interessa o regime, muito menos o carácter das personagens. O dinheiro é que conta.
Agora a prioridade é encontrar quem compre. Não interessa o regime, muito menos o carácter
das personagens
Ora, nos tempos que correm há muito dinheiro que está nas 'duas mãos' de ditaduras, como a China, ou de ditadores, como Chávez ou Khadafi. Todo? Não! Há também dinheiro do outro lado. Só que esse é mais difícil. Tem critérios. Exige disciplina na sua utilização. Não é dinheiro fácil. Como, na realidade, o outro também não é. Tudo tem um preço.
No outro lado estão os mercados. E a senhora Merkel. Ambos perigosos inimigos do nosso estilo de vida. Os primeiros são dominados pela especulação. A segunda é uma chata, que não gosta que os outros gastem o que não têm. Principalmente quando é ela a pagar. São eles os culpados dos nossos problemas. O ministro das Finanças náo tem qualquer dúvida sobre o assunto. Os juros sobem por causa da ação conjugada da especulação e da senhora Merkel.
É uma certeza que sempre dá algum conforto a quem se mostrou incapaz de cortar 5OO milhões de euros num total de oito mil milhões que o Estado precisa para funcionar. Pedir é mais fácil que cortar. E o Estado o que faz é pedir. Pede a toda a gente. Vive de mão estendida à espera de uma esmola para manter uma ilusão.
Essa ilusão vai-nos sair muito cara. Venderemos o que o país tem de melhor, a preço de saldo. E o que o país tem de melhor é a alma, é a dignidade, que estão a ser arrastadas para uma humilhante feira de ocasiáo.
Luís Marques
l.s.marques@sapo.pt
terça-feira, 2 de novembro de 2010
TEMPO DE LUTO
O meu País caiu na desventura
De acreditar num tipo mentiroso,
Um gajo sem moral, indecoroso,
Talhado de disfarce e de impostura,
Que, recorrendo a torpes artifícios,
De forma pouco clara se amanhou
E o Povo mais humilde maltratou,
Impondo-lhe severos sacrifícios.
É tempo, Portugal, de reagir
Ao infortúnio e, de olhos no futuro,
Cumprir o teu dever e, porte duro,
Os vendilhões da Pátria sacudir.
O País, certamente adormeceu…
Acorda, Portugal! Vamos, desperta!
Assume teu perfil e põe-te alerta…
Portugal não reage… Já morreu.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
A feudalização da sociedade
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pensamento do dia
"A monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal."
Carlos Azeredo (General) |
sábado, 16 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Realismo
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
O nosso Primeiro
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A TRAMPA VAI GANHAR
Numa só folha do DN de ontem (2 páginas), podemos ler, embold, os títulos que seguem:
- Custo dos empréstimos está a sufocar as PME
- Área agrícola perde 390 mil hectares
- Aumentos propostos são incomportáveis
- Mal parado das empresas em crescimento
- Crise agravou a economia paralela
- Valor (da economia paralela) é já o dobro do défice orçamental
E, em letra pequena:
- Alemanha insiste em cortar a despesa
- Mundo recupera mas lentamente
Ou seja:
Em Portugal, as desgraças são em catadupas. Se mais jornais citássemos, mais haveria a citar. Respondendo-lhes, em seis meses o governo aumenta a despesa anual em 5%.
Na Alemanha, apesar do crescimento económico ser o maior da zona euro, o governo “insiste em cortar a despesa”.
No mundo, a recuperação é fraca, mas acontece.
Em Portugal, num comício organizado à moda do Estado Novo, com “autocarros para o povo”, etc., o chefe do governo faz um discurso tresloucado (parecia o Vasco Gonçalves, só lhe faltou atirar cravos às massas) a anunciar as mais rebuscadas balelas, como se tivesse dinheiro para as pagar, as promessas mais idiotas, como se fizesse tenções de as cumprir, os mais tremendas piruetas, a dizer que é óptimo hoje o que condenava há seis meses, num indescritível espernear esquerdóide e balofo.
Na Alemanha, o Ministro das Finanças a firma que “temos uma montanha de dívida e seria irresponsável agravá-la”. Atente-se que a dívida pública alemã é, sobretudo, interna.
Em Portugal, onde a poupança interna foi destruída pelo governo, a dívida é externa. É uma cordilheira, não uma montanha. Respondendo, o governo endivida o país em milhões todos os dias, e, num súbito e oportunista ataque de esquerdofilia, resolve fazer as mais idiotas promessas “sociais”.
No nosso mundo, o ridículo de um país que não é capaz de se livrar da ditadura da incompetência e da demagogia, é motivo de patéticas gargalhadas.
De que está o PR à espera para acabar com isto (faltam 2 dias!) é coisa que não cabe na cabeça de ninguém. Porque anda o senhor Passos Coelho a dizer que talvez deixe passar o orçamento, é coisa a que, sem exagero, se pode chamar irresponsabilidade.
De uma coisa parece que podemos estar tristemente certos: a trampa vai ganhar.
7.9.10
António Borges de Carvalho