Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
SONETO
Em memória de Aurélio Cunha Bengala
Surge Janeiro frio e pardacento,Descem da serra os lobos ao povoado;Assentam-se os fantoches em São BentoE o Decreto da fome é publicado.Edita-se a novela do Orçamento;Cresce a miséria ao povo amordaçado;Mas os biltres do novo parlamentoUsufruem seis contos de ordenado.E enquanto à fome o povo se estiola,Certo santo pupilo de Loyola,Mistura de judeu e de vilão,Também faz o pequeno “sacrifício”De trinta contos – só! – por seu ofícioReceber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO