Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
segunda-feira, 26 de março de 2012
Desenvolver Cabeceiras
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Um novo modelo de desenvolvimento
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Uma aposta na Educação, já, e em força!
Façamos então uma apreciação mais pormenorizada. O IDH é um índice calculado através da combinação de três dimensões do desenvolvimento humano: a dimensão Saúde, descrita pelo indicador “esperança de vida à nascença”; a dimensão Educação, descrita pelos indicadores “número médio de anos na escola” e “número expectável de anos na escola”; e a dimensão “padrão de vida”, descrita pelo indicador “rendimento nacional bruto per capita”.
Os autores do Relatório Anual agrupam os países em quatro grupos, de acordo com o valor do respectivo índice: “muito alto”, “alto”, “médio” e “baixo” desenvolvimento humano. Importa aqui referir que esta classificação denota uma linguagem cuidadosa, característica das Nações Unidas, que visa seguramente prevenir a estigmatização dos países menos desenvolvidos. De facto, dos 169 países avaliados 127 estão integrados nos níveis “muito alto”, “alto” ou “médio”.
Portugal está na cauda dos países ditos de alto desenvolvimento humano. É bom e é mau. Quando olhamos para baixo na tabela, percebemos que existem ainda 127 países do mundo em situação mais precária. Será curioso verificar as posições do grupo dos mais notáveis países emergentes: os BRIC. Brasil (73º), Rússia (65º), Índia (119º) e China (89º), para além de rankings muito distantes do português, apresentam deficits de desenvolvimento humano muito acentuados face a Portugal, em todas as três dimensões. A situação mais extrema é a da Índia, com uma esperança de vida à nascença 15 anos inferior aos 79,1 anos portugueses, uma permanência média na escola de apenas 4,4 anos e um rendimento médio per capita que pouco ultrapassa os 3 mil dólares. Não deixo de sentir conforto, apesar de tudo, com a situação “humana” em que o país se encontra globalmente, sem perder todavia de vista que as estatísticas escondem os efeitos da desigualdade social.
Se, ao invés, olharmos para a parte superior da tabela, encontramos os países do campeonato que pretendemos disputar, designadamente a Europa desenvolvida. E aqui já importa ir ao detalhe e procurar perceber por que razão não somos capazes de aceder ao meio da tabela (em torno do 20º lugar), lugar que me parece poder ser a nossa aspiração razoável. Comparando os valores dos indicadores para Portugal com a média do grupo dos 42 países de “muito alto desenvolvimento humano”, verifica-se o seguinte: a esperança de vida à nascença é praticamente igual (79,1 anos para Portugal face a 79,5 para o grupo); o número médio de anos na escola é francamente inferior (8,0 face a 10,5); o número expectável de anos na escola é igual à média do grupo (15,5) e o rendimento nacional bruto per capita é muito inferior à média do grupo (22.105 USD face a 35.608). Conclui-se, então, que o nosso calcanhar de Aquiles está na educação (número de anos na escola) e no rendimento per capita.
A questão do rendimento bruto per capita é a expressão da incapacidade da nossa economia gerar riqueza ao nível dos nossos parceiros europeus. Mesmo excluindo da lista os países cujo altíssimo rendimento per capita assenta na disponibilidade de recursos naturais excepcionais, como a Noruega, ou em sistemas financeiros blindados, como o Luxemburgo ou o Liechtenstein, o valor médio rondaria os 30.000 USD, portanto ainda muito acima dos 22.105 USD portugueses.
Também a questão da educação, que ao longo dos anos tem sido invocada como prioritária por sucessivos governos da nação, apresenta um passivo do qual o país não parece ser capaz de se libertar. É confrangedor constatar que, em média, os portugueses frequentaram apenas oito anos de escola, contra uma média de 10,5 do grupo de “muito alto desenvolvimento humano”, enquanto países que frequentemente nos servem de referência (Espanha, Irlanda e Finlândia) estão já na zona dos 10,5 a 11,5 anos. Como consequência, a mais arrasadora e penalizadora estatística portuguesa é a percentagem de pessoas com 25 ou mais anos que completaram pelo menos o ensino secundário: uns míseros 27,5%, quando a média do referido grupo está nos 66%.
É legítimo afirmar que a produção de riqueza, sobretudo num país pequeno que não beneficia de efeitos de escala ou dimensão, depende sobretudo da produtividade. E também que o nível de formação dos recursos humanos é um factor crítico para a produtividade. Pois bem, face aos números que muito bem nos são avivados pelo Relatório Anual do Desenvolvimento Humano, não tenho dúvidas de que é na educação que o país deve apostar. Hoje, já, sem hesitações. E, francamente, não tenho visto essa aposta inequívoca nos orçamentos do Estado dos últimos anos. Nem no de 2011.
José F. G. Mendes
Correio do Minho, 2010-11-07
http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=2134
sábado, 9 de outubro de 2010
2020 – Que futuro?
Todos nós conhecemos como o nosso concelho tem sido governado ao longo dos últimos anos, reconhecendo-se uma assinalável falta de diálogo ou consenso com as diferentes opiniões, quer das oposições, quer da sociedade civil.
A orientação política seguida baseou-se fundamentalmente na realização de obras públicas (mercado, piscinas, estradas, centrais de camionagem, centro de saúde, tribunal, pavilhões gimnodesportivos, de entre outras).
No entanto, quase dezassete anos depois, o nosso concelho não está mais rico e mais desenvolvido. O desemprego aumenta drasticamente; o abandono das povoações serranas faz-se sentir no isolamento dos mais idosos que ainda aí ficam; a população concelhia centra-se no eixo Refojos – Arco gerando uma macrocefalia na zona sul do concelho; há uma diminuição do número de crianças e jovens; a melhoria da rede viária serviu para facilitar a saída da população local e a deslocação dos agentes que aqui trabalham; o comércio sofre profunda crise; a agricultura, não obstante todos os serviços e associações do sector aqui sedeados, tem empobrecido e está ao abandono; foi encerrado o hospital e os serviços de saúde não garantem a satisfação das populações.
Por outro lado, verificou-se um desenvolvimento urbanístico nas vilas de Refojos e do Arco, que parece dar uma nova imagem aos nossos centros urbanos, mas que, por falta de um projecto integrado e sustentado, não veio proporcionar mais atractividade, mais movimento, mais vida e mais beleza.
Enfim, as “muitas obras”, que o poder tanto elogia, não satisfazem as pessoas.
Os cabeceirenses, já está visto, não vivem destas “obras”.
Hoje, os jovens cabeceirenses sentem de forma desmesurada os reflexos desta política: as escolas aparecem nos lugares menos agradáveis dos rankings, não há saídas profissionais, não há centros de convívio, de cultura, de recreação, não há empregos especializados, não há condições de fixação.
Os mais idosos precisam ainda de mais apoio, mais acompanhamento, de acesso a mais cuidados de saúde.
Se muito foi feito, pelos vistos muito mais e melhor devia ter sido conseguido.
Se o poder se acha satisfeito, os cabeceirenses precisam de um novo projecto, por um novo patamar de desenvolvimento.
Temos de entender a nossa terra no horizonte da próxima década. Como queremos Cabeceiras em 2020? Que objectivos queremos atingir? Que políticas temos de adoptar?
Esta é uma questão que nos diz respeito a todos nós e não apenas aos que nos governam.
Não haverá futuro sustentado se não houver um projecto equilibrado, integrado, que preserve a nossa identidade e aproveite os nossos recursos.
Para isso é necessário um compromisso de diálogo, de partilha, de discussão, de assunção de desafios.
Porém, do poder não podemos esperar esta abertura e esta capacidade de colocar Cabeceiras e os cabeceirenses em primeiro lugar.
Das oposições também nada tem brotado.
O CDS/PP e a CDU são partidos eleitoralmente marginais. O PSD tem vindo a seguir o mesmo caminho, esquecendo-se do essencial: dos cabeceirenses.
É altura da sociedade civil encontrar, aqui como a nível nacional, a resposta para a profunda crise económica, social e política que se vive.
Nós, cabeceirenses, temos de construir o nosso futuro.
Esse é o dever que temos para com os nossos filhos!
domingo, 3 de outubro de 2010
Será a nossa sina?
sábado, 12 de junho de 2010
Ensinar a economia local
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Carta Municipal de Desenvolvimento Local
domingo, 25 de abril de 2010
36 anos depois
domingo, 13 de setembro de 2009
Asfixia do desenvolvimento
"O Lado Lunar do Desenvolvimento" é o título de um post do blogue "O Mal Maior" de Vítor Pimenta, que aborda um assunto que já analisei num post no dia 29 de Julho.
O desenvolvimento de Cabeceiras tem sido negativo, conforme o estudo apresentado revela.
Afinal, parece que os críticos locais têm razão na leitura que fazem da situação de falta de desenvolvimento económico e social do nosso concelho.
Vítor Pimenta toca na ferida e põem em causa os fundamentos da estratégia e linha programática desenvolvida ao longo dos já longos dezasseis anos de poder socialista, quando refere:
"Há também a cultura generalizada de que os Paços do Concelho são a origem e a solução dos problemas, agravando-se o sentimento controleiro e de triagem pessoalizada em tudo o que é vida económica e empresarial do concelho. Isto asfixia a livre iniciativa e entorpece qualquer investimento e avanço sociológico, pelo factor psicológico per si."
Nem é preciso dizer mais nada!
Apenas que as medidas, que propõe, têm muito de positivo.
Só que são blasfémias para o poder instituído...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Deslocalização
Todos nós ouvimos falar que uma das causas do desemprego é a deslocalização das empresas, que a derrocada da bolsa se deveu à deslocalização dos capitais, que os fluxos migratórios se devem à deslocalização de umas e de outros.
Mas muitas vezes, dentro das nossas pequenas terras, também há deslocalizações.
Em 1984/85, eu sei... já lá vai muito tempo, preparavam-se os estudos preparatórios para o Plano Director Municipal (PDM) de Cabeceiras de Basto, e discutia-se a importância de conseguir manter o equilíbrio no interior do concelho, assegurando, em cada uma das áreas geográficas definidas, centros de dinamização social, económico, cultural, recreativo e de serviços.
Infelizmente, quer antes, quer depois da aprovação do PDM, essas preocupações esbateram-se, os critérios e os objectivos propostos foram desvalorizados, e hoje temos o que temos.
O concelho está cada vez mais hipercentralizado na sede do concelho, com o inevitável abandono e desertificação, principalmente das freguesias mais afastadas.
Hoje há ainda um outro factor de deslocalização.
A autarquia vai criando serviços, equipamentos de forma aparentemente aleatória.
Depois, numas ocasiões centra-se o núcleo de actividades num local, para logo a seguir passar para outro, e assim sucessivamente, fazendo rodar as diferentes actividades sem que de forma sustentada quem tem de investir consiga tirar partido do investimento feito.
Vem isto a propósito de várias obras e da dinamização que é feito à sua volta.
Primeiro, foi a Praça da República e o espaço adjacente ao Mosteiro. Parecia que a opção era pela centralidade da vila.
Mas rapidamente, passou para a zona do mercado e do centro de saúde.
Depois veio o pavilhão gimnodesportivo, a seguir o centro hípico, agora a pista de aeronaves, de entre outros.
Poder-se-á dizer que é o factor de diversificação, o aumento da oferta, ou outros argumentos semelhantes.
No entanto, o que acontece é que falta uma clara identificação de uma estratégia partilhada socialmente, de forma a que os investidores privados, que têm de acompanhar o investimento público, consigam tirar partido desse esforço, já que não podem mudar de local e não têm tempo para o consolidar.
Como exemplo, pergunto, no dia da inauguração da pista de aeronaves, estavam presentes milhares de pessoas, que serviços aí existem para dar respostas às suas necessidades?
Quem lucrou com essa realização?
Os comerciantes ambulantes de bebidas, que essencialmente não são da nossa terra.
O nosso comércio, no fundamental, não beneficiou em nada.
Agora que se aproxima a feira de S. Miguel, aonde serão realizadas as chegas de bois, as corridas de cavalos?
E querem ainda que o comércio local ajude a suportar mais este elevado custo?
Depois ficamos admirados com o estado de depauperação do nosso comércio, com a pobreza galopante da nossa terra, independentemente das múltiplas obras, onde se enterra o nosso dinheiro e o dos nossos filhos.
Isto também é uma forma de deslocalização de pessoas e de capitais.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
O desastre da economia
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A Educação é o motor do desenvolvimento
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A7 e a SCUT perdida
Hoje li um bom texto sobre o assunto, com o título em epígrafe, do Marco Gomes, no seu "Remisso".
Entendo que este é um assunto a merecer a atenção e a mobilização dos utentes da A7, já que têm sido vítimas de uma discriminação inqualificada.
E isto tudo perante o silêncio dos poderes locais.
Por acaso gostaria de ver a "gritaria" que seria se os responsáveis governamentais fossem de cor diferente...
Por outro lado, na perspectiva da SCUT perdida, os concelhos de Celorico e de Mondim, ambos da região de Basto, bem se podem queixar duplamente, já que nesse caso poderiam ter acessos mais directos, o que não foi contemplado no perfil de uma autoestrada.
Enfim, este é mais um problema causado ao desenvolvimento de toda a região que, como o último estudo que divulguei, nos remete para a cauda do País (e logicamente da Europa).
Esta será a nossa sina?
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Deslizando alegremente
domingo, 12 de julho de 2009
O nosso atraso...
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Desenvolvimento sustentável
sábado, 30 de maio de 2009
Ter tudo e não ter nada...
O meu filho concluiu de imediato que tinha tudo (o que desejava) e final não tinha nada, já que continuava a fazer a vida de todos os dias, continuava a andar no seu velhinho Opel, e afinal o novo carro só servia para estar na garagem ou para uma viagem mais afoita.
Encontrei paralelismo neste episódio e na construção da nova variante.
Também ao nosso concelho saíu um jackpot de qautro milhões e meio de contos. Sim, quatro milhões e meio de contos, vinte e dois milhões e qinhentos mil euros.
Que se fez com eles? Uma variante!
Variante feita, o nosso concelho ficou mais rico?
Diminuiu o desemprego?
Melhoraram as condições de saúde?
Criaram-se condições para melhorar o ensino e a educação?
Aumentou o apoio social aos mais desprotegidos?
Cinco questões essenciais para o bem-estar e o desenvolvimento do concelho.
Um milhão de contos em cada uma destas áreas faria seguramente de Cabeceiras um concelho mais rico e propiciava condições de desenvolvimento futuro.
No entanto, como a pastora, continuamos a pastorear... só o fazemos mais rápido (para aqueles que usem aquela via).
Podíamos ter tudo, mas ficámos sem nada ou com muito pouco!
