Hoje é domingo e acabo de ver os resultados do fim-de-semana desportivo, ao nível dos clubes do nosso concelho.
Os principais clubes, o Atlético Cabeceirense e o Desportivo do Arco, disputam a última divisão da AF de Braga (2.ª), juntamente com o GD de Cavez e o S. Nicolau de Basto, enquanto o Águias de Alvite, milita na divisão superior (1.ª).
Com profunda apreensão verifico que os nossos representantes no futebol federado se atolam na cauda das classificações.
No final da primeira volta, o Águias de Alvite está no limiar da descida, podendo na próxima época regressar à 2.ª divisão, juntando-se aos restantes clubes.
Olhando para aquela divisão, verifica-se que os três últimos classificados são, respetivamente, Desportivo do Arco, Atlético Cabeceirense e S. Nicolau de Basto. O Cavez ainda se encontra em oitavo lugar, a meio da tabela.
Não é por falta de investimento. Basta ver o mapa dos subsídios atribuídos pela autarquia. As contas de 2010, registam os seguintes valores:
- Atlético Cabeceirense – 50.000 €
- Desportivo do Arco – 38.700 €.
Como se compreende a atual situação?
Quem decide não sabe o que está a fazer? O que está a financiar?
Quais são os critérios para os apoios?
Em contrapartida, como se verifica, os clubes mais pequenos vivem com parcos apoios (G. D. Cavez – 7.750 €, aos outros não especificado).
E como entender que o único clube a militar numa divisão nacional, em futsal, a Contacto pague muito mais à Emunibasto do que os apoios que recebe da autarquia?
Algo está muito mal na área do desporto em Cabeceiras.
É o que dá a politização (partidarização) do desporto.
Redunda em maus resultados desportivos e péssimos efeitos na gestão dos clubes.
Pelo meio, deixam-nos, a todos nós Cabeceirenses, tristes pela imagem que de nós damos.
Cabeceiras de Basto não merecia esta sorte.
Até porque podemos fazer melhor, muito melhor.