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domingo, 5 de setembro de 2010

Eco-Turismo

O fim-de-semana foi dedicado ao eco-turismo.
Ontem, percorremos parte do concelho de Montalegre, particularmente Pitões das Júnias, com o seu Mosteiro e a cascata, uma passagem por Vilar de Perdizes e finalmente Couto de Dornelas.
Terminámos o dia e iniciámos o de hoje na festa de Nossa Senhora dos Remédios.






Hoje de manhã, deslocámo-nos até Formigueiro e depois iniciámos um percurso pedestre até ao pisão no sopé do Nariz do Mundo.
Um passeio magnífico!
Natureza deslumbrante!
Muitos motivos para uma reportagem fotográfica interessante.


Por aqui ficam outros registos, cliquem em baixo:

sábado, 19 de junho de 2010

Terras de Barroso ou de Basto?


Noutros tempos, a Vila de Salto, do concelho de Montalegre, esteve para ser integrada no concelho de Cabeceiras de Basto.
Assim era a vontade das suas gentes.
Em meados do século passado, a freguesia de Salto foi até uma das mais caridosas para o cortejo de apoio à construção do Hospital Dr. Júlio Henriques, na vila de Refojos de Basto.
Ficam aqui registos encontrados em: lllustração Portugueza, empresa do Jornal O Século, ed. com.; Chaves, José Joubert, ed. lit., N.º 559 pag.7 de 6 de Novembro de 1916


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Exemplo positivo


Os Encontros de Educação que se realizaram em Montalegre tiveram lugar no Multiusos daquela vila.
Um equipamento moderno, bem planeado, com múltiplas valências e espaços adequados.
Um excelente auditório.
Quão diferente do edifício multiusos do nosso concelho e da dispersão de locais entre os diferentes centros de interesse.
Lá denota-se planeamento, visão integrada, aplicação criteriosa de recursos.
Por cá, denota-se gestão à vista, flutuação de critérios.
Resultado, independentemente dos avultados investimentos e de sucessivas obras públicas, continuamos com um concelho sem infraestruturas básicas fundamentais: um centro de exposições e um auditório / sala de espectáculos (usa-se o pavilhão gimnodesportivo ou os fundos do mercado - multiusos, que não reúnem as condições adequadas para qualquer dos fins em causa).
E como não fomos capazes de gerir os recursos existentes em época de "vacas gordas", como será em época de "vacas magras"?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

EN 311


Por ocasião da minha deslocação a Montalegre, pude verificar o estado lastimável em que se encontra a EN 311, entre a vila de Refojos de Basto e Lodeiro de Arque.
Aliás, colega amigo doutras paragens, também me fez referência ao estado da estrada.
Uma estrada que devia ter sido devidamente reparada há alguns anos, mas que desde o fim das respectiva obras sempre deu origem às mais variadas críticas e queixas.
O piso apresenta graves problemas.
A sinalização é deficiente (salvaguardando é certo a sua destruição ao longo dos tempos...).
Em muitos locais fazem falta rails de protecção.
As valetas ou não existem ou estão ocultadas por lamas e vegetação.
Enfim, uma estrada que devia ser estruturante, logo de elevada qualidade, mas que mais parece um caminho rural.
Razão pela qual seria normal que se apurassem responsabilidades.
Porque estes resultados só podem decorrer de uma atitude de incompetência ou de má-fé.
Uma ou outra sujeita a escrutínio e responsabilidades.
Será que neste país não existem entidades que zelem pelo cumprimento dos contratos, pela verificação dos resultados que decorrem da aplicação de centenas ou milhões de euros do erário público?
É que quem ali passa todos os dias são vítimas diárias da incompetência e da irresponsabilidade, já que circulam numa via cheia de ratoeiras e de perigos.
Por outro lado, ali foram gastos muitas centenas de milhar de euros e desse investimento não resulta o produto final com a qualidade que se exige. Torna-se necessário voltar a fazer tudo de novo (ou quase tudo). E donde virá a verba para duplicar o investimento, em época de crise?
E tudo isto é mais contrastante quando nos extremos concelhios da EN 311, em Montalegre e Fafe, a estrada continua com um perfil e estado de conservação muito satisfatórios.

domingo, 13 de junho de 2010

Dignificação da profissão docente


Também a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, teve alguns momentos de interesse.
Registei três:
- Quando analisou o custo de um aluno nas escolas de Montalegre: oito mil euros ano.
De facto não é usual fazer-se contas a quanto custa um aluno nas nossas escolas. Depois quando somos confrontados com esses valores até nos arrepiamos. Como pode uma sociedade investir tanto em cada um dos nossos alunos e depois ser tão ligeira na avaliação dos resultados? Uma reprovação corresponde a um gasto supérfluo de oito mil euros (mil e seiscentos contos). Ou ainda quando alunos vão progredindo sem o correspondente nível de conhecimentos.
- Depois quando analisou a tendência para uma maior municipalização da educação.
A actual responsabilidade pelas actividades de enriquecimento curricular, ao que juntou o desporto escolar e até federado, a gestão do pessoal não docente, a participação nos órgãos das escolas, os transportes escolares, a biblioteca municipal e a sua relação com as bibliotecas escolares. Uma atitude responsável, não intrusiva na vida e gestão escolar, mas indiciadora de um novo contexto a que as escolas e os professores devem estar atentos.
- Por fim, um claro e inequívoco apoio aos professores.
Alertou para os problemas com que hoje se confrontam os professores, nomeadamente face aos ataques de que foram vítimas quanto ao seu estatuto e à sua dignidade profissional. Apelou a uma atitude mais responsável e de respeito para quantos dedicam a sua vida a ensinar e a educar. A dignificação da profissão docente é um imperativo para que a Escola, a Educação e o Ensino sejam efectivamente tidos em consideração na sociedade e os alunos tenham sucesso.
Esta intervenção, para além de longa, teve estas mensagens, e talvez outras, que a justificaram.
É bom saber que ainda há autarcas que reflectem sobre a verdadeira realidade das suas terras e deixam para trás os auto-elogios ou a enumeração exaustiva das obras realizadas.
Só a verdadeira reflexão transforma o conhecimento em desenvolvimento, conforme referiu o Governador Civil do Distrito de Vila Real.