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sábado, 12 de junho de 2010

Ensinar a economia local


"Quando vinha para aqui, vi nos campos umas vacas. Pensei se nas escolas se ensinava quanto é que aquelas vacas contribuíam para a economia familiar dos seus alunos."
"Mais à frente, vi uns porcos e reflecti se as escolas ensinavam aos alunos a decomposição daqueles animais em presuntos, em chouriças e quanto isso se traduzia em euros, no orçamento familiar."
Eis duas citações, transcritas de memória, do discurso do Sr. Governador Civil do Distrito de Vila Real, no encerramento dos Encontros de Basto e Barroso.
Uma ideia perpassa do seu discurso, a necessidade da ligação da escola ao meio.
Mais, a importância da escola numa educação e de um ensino virado para a realidade e a valorização local.
Um discurso riquíssimo de conteúdo.
Já que se torna cada vez mais necessário mostrar a realidade aos nossos alunos, quando eles cada vez mais vivem na ilusão de um mundo virtual.
Torna-se necessário mostrar aos jovens as diferentes oportunidades de vida.
O empreendedorismo existe em todo o lado e em todas as actividades.
Os nossos pais e avós viveram da agricultura, da vida do campo, aproveitando os recursos naturais.
Hoje, com os conhecimentos que as escolas podem transmitir, também será possível aproveitar esses recursos de forma ainda mais eficaz e rentável.
Mas há que o demonstrar aos jovens.
E os exemplos apresentados são evidentes.
Há que olhar à nossa volta e transformar a vida do dia-a-dia em oportunidades de aprendizagem. Há que valorizar os recursos locais. Há que dar sentido às opções de vida das nossas comunidades.
Há que pensar que a Educação é um processo de aprendizagem para a vida.
Fico grato pelos ensinamentos daquela brilhante intervenção.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Carta Municipal de Desenvolvimento Local


A intervenção do Sr. Governador Civil do Distrito de Vila Real, Alexandre Chaves, nos Encontros de Educação, em Montalegre, é digna de registo.
Por dois motivos, em especial, que abordarei em dois post's diferentes.
Primeiro
Falou da Educação como um factor de desenvolvimento local.
Integrou a Educação num contexto mais vasto de relacionamento inter-pares locais, consubstanciado numa carta municipal de desenvolvimento local.
Carta essa que terá de contar com a participação democrática de todos os agentes locais, nos quais se incluem, com propriedade, as escolas.
Porque é nas escolas que está grande parte do conhecimento, da cultura, da inovação, dos projectos de desenvolvimento.
Mas também porque o desenvolvimento passa pela definição colectiva de um plano, de uma estratégia, de recursos humanos e materiais, que devem integrar uma acção sustentada e assumida num documento que designou de carta municipal de desenvolvimento local.
Que visão tão aberta, tão pluralista, tão democrática, tão desenvolvimentista.
Quão longe de outras mentalidades que imperam por aí, que tudo se resume a lideranças individualistas e monolíticas.