Mostrar mensagens com a etiqueta autárquicas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta autárquicas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

De trapalhada em trapalhada

Governo anda de trapalhada em trapalhada a promover a instabilidade nas escolasEmídio Guerreiro defendeu mais estabilidade, mais diálogo e mais exigência nas escolas portuguesas.
O social-democrata considera que a “estabilidade é um bem precioso na política educativa”. Numa Declaração Política sobre Educação, proferida, quarta-feira, o social-democrata assegurou que “todos reconhecemos que um dos problemas mais graves do nosso sistema de ensino prende-se com as constantes mudanças legislativas, com as permanentes oscilações políticas e com a frenética produção normativa”.Na opinião do deputado a “educação é o desafio central do nosso país. O futuro vence-se combatendo a baixa qualificação dos portugueses. Não compreender isto, não promover políticas neste sentido, é continuar a comprometer as próximas gerações. Qualificar não é certificar. Não é promovendo facilitismos que qualificamos os portugueses. Não é um “mero diploma” que nos torna mais competentes, mais qualificados, mais capazes. O percurso que nos leva ao diploma é que é determinante. As nossas escolas têm de ensinar mais e melhor”. “Os jovens no final do seu percurso educativo têm de saber fazer mais e melhor e acreditar que a aprendizagem se prolongará ao longo de toda a vida. Este princípio básico, verdadeiramente nuclear, não é percebido pelo Partido Socialista, como, de resto, o recente exemplo das passagens quase administrativas do 8º para o 10º ano bem evidencia”, acrescentou o parlamentar.Relativamente ao encerramento das escolas com menos de 21 alunos, Emídio Guerreiro mostrou-se surpreso porque “num belo dia, o País acordou com o anúncio de que o Governo iria fechar 900 escolas com menos de 21 alunos. 500 agora e 400 para o ano. Tudo nos era apresentado com grande naturalidade. Tudo parecia ter sido programado com as autarquias e com as famílias”. Contudo, acrescenta o deputado “tudo foi feito à revelia das autarquias e nas costas das famílias. Mais, a decisão nem sequer foi articulada com as escolas. A planificação do próximo ano escolar já estava concluída e não teve em conta estes encerramentos.”O coordenador do PSD na Comissão de Educação questionou se os Mega-Agrupamentos serão a solução para os desafios da escola portuguesa, se “é criando unidades de gestão com n escolas e milhares e milhares de alunos que resolvemos os constrangimentos das nossas escolas”. O social-democrata afirmou que esta não é a solução e criticou a forma como foi decidido, ignorando as Cartas Educativas, os Directores de escolas, os Conselhos Gerais das escolas, os pais e as autarquias. “Não é assim que resolvemos os problemas que existem nas nossas escolas. Não é assim que respondemos à necessidade absoluta de vencer o desafio da qualificação. Não é assim que promovemos uma escola de qualidade mais exigente e rigorosa. Não é assim que criamos confiança nos parceiros decisivos como são as autarquias e os pais”.Ao contrário do que seria recomendado, “o Governo anda de trapalhada em trapalhada a promover de novo uma grande instabilidade nas escolas, e enquanto anda neste pobre registo não faz o que deve, não promove a autonomia das escolas, não cria as condições para que as escolas possam ser o motor da mudança, não promove a alteração curricular que se impõe para que as escolas qualifiquem melhor os nossos jovens, não potencia um clima escolar onde o mérito e o trabalho sejam valores essenciais transmitidos aos estudantes”.Emídio Guerreiro concluiu a sua intervenção frisando que “não é disto que Portugal precisa. Não é isto que os Portugueses querem”. “Por detrás de cada um desses números que estão nas estatísticas oficiais, manipuladas pelo facilitismo do governo, está um jovem que será um adulto amanhã e que tem de vencer os desafios de um mundo cada vez mais exigente. Já se perdeu tempo demais com questões acessórias, é tempo de fazer o que ainda não foi feito”, rematou.In: Newsletter do PSD
Comentário Tem toda a razão. O que se passa no Ministério da Educação é inqualificável.Mas também não se compreende como certas Escolas, pais e encarregados de educação e autarquias se posicionam quanto a esta situação.Nas escolas, os professores estão limitados à sua função profissional, o que não invalida a tomada de posição quanto à forma como se organizam as escolas e são geridas. É a sua profissão que está em jogo. Mas como muitas vezes estes assuntos são descurados, só se acorda quando nos tocam ainda mais de perto.Os pais e encarregados de educação o que pretendem é que os seus filhos estejam ocupados ao longo do dia. Como? Desde que não haja "problemas" e no final do ano passem (têm de passar...), está tudo em perfeita ordem. Em que condições, com que aprendizagens, ... isso já não interessa.Como entender a subserviência das autarquias, enquanto órgãos autónomos, aos ditames administrativos do Ministério da Educação?Como se compreende que se aceite a violação dos estudos e documentos aprovados nos órgãos autárquicos sem que haja uma reanálise da situação e novas deliberações? Das duas uma, ou esses órgãos não servem para nada e então está na altura de serem extintos, ou há subserviências políticas que se têm de repudiar e condenar.A Educação não pode andar ao sabor dos ventos e das conveniências do momento ou de proximidade.A Educação é um desígnio nacional que deve assegurar a todas as crianças e jovens o direito inalienável à Educação. Nesse sentido, só através de um pacto de regime se poderá encontrar e manter a estabilidade do sector. Assim foi nos idos de oitenta, quando se discutiu e aprovou a Lei de Bases do Sistema Educativo. Nessa altura outros eram os protagonistas, pelo que foi possível aprovar essa Lei com maior consenso. Só que nos últimos anos, alguém cheio de inteligência e sensatez, resolveu pôr tudo em causa. Os nossos jovens e o País em geral vão pagar uma factura incomensurável por estas medidas irresponsáveis e inconsequentes.Mas também se torna imperioso que o PSD diga claramente o que fará quando for governo. Não basta dizer que está mal, o que todos já há muito viram que está mal. É preciso ter soluções e apresentá-las.



sábado, 17 de outubro de 2009

O princípio do fim



Hoje tomaram posse os autarcas municipais cabeceirenses.
Depois de há uma semana terem decorrido as eleições autárquicas, muito rapidamente tomaram posse os membros do executivo e da assembleia municipal.
Como resultou das eleições, ficou tudo na mesma na Câmara Municipal e na Assembleia regista-se a ausência do representante da CDU e menos um deputado da coligação "Pela nossa Terra".
Inicia-se assim o mandato que culminará o ciclo de poder do actual presidente da Câmara.
A partir de hoje, escoa-se o tempo...faltam 1461 dias.
Inicia-se um processo complexo para a sucessão.
Em democracia, não há sucessores, não há herceiros de lugares.
Por isso, a guerra pela sucessão vai começar.
Pelo meio, irão ficar o concelho e os cabeceirenses, à espera de soluções para os problemas que os afligem.
Cá estaremos para os divulgar e para apresentar soluções.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia seguinte IV

Ficou célebre a expressão de Jorge Coelho, "quem se mete com o PS leva!".
Variações de toda a ordem têm sido proferidas e assumidas, um pouco por todo o lado.
Depois, lamentamos os acontecimentos negativos, como o trágico acontecimento, de ontem, de Ermelo, em Mondim de Basto.
Mas, pelo país, ficaram outros actos a merecer profundo reparo.
Também, por aqui, se questiona o aparato que foi montado à porta da assembleia de voto do Arco de Baúlhe?
É esse um comportamento aceite legalmente?
Segundo a opinião da CNE - Comissão Nacional de Eleições não é.
A propósito de queixas feitas sobre situações similares, aquela entidade referia, ontem, "a impossibilidade material em repor a normalidade", aos microfones de uma estação radiofónica nacional.
Manifestando ainda a falta de penalização adequada para as infracções registadas.
Como se compreendem os atropelos aos mais elementares princípios cívicos?
Como se compreendem os "insultos" e "ameaças" trocados?
Num país em que o "crime" compensa, em que "quem tem um olho é rei", em que o "poder" usa "o poder da força em vez da força do poder", a democracia e a liberdade ainda têm um longo percurso a fazer.

Dia seguinte III

Tinha afirmado que o PS ganharia folgadamente as eleições autárquicas cabeceirenses.
Não me enganei.
Mas a coligação PSD/CDS, malgrado todas as vicissitudes do processo eleitoral, conseguiu manter o essencial dos seus resultados eleitorais.
Manter os dois vereadores, manter três Juntas de Freguesia, perder apenas a mais pequena Junta (que aliás nunca pode exercer cabalmente o seu mandato, por tudo quanto foi já noticiado ao longo dos anos deste mandato) é um resultado muito meritório para todos os candidatos.
Abel Barros, José Joaquim Teixeira e Domingos Alves foram os rostos das vitórias.
Luís Gonçalves, Major Francisco Basto, e muitos outros autarcas das freguesias conseguiram assegurar a manutenção da fidelidade do eleitoral base.
Particular mérito deve ser dedicado à equipa autárquica do Arco de Baúlhe.
Face à sua força, obrigou ao empenhamento exaustivo do PS naquela freguesia, facilitando (um pouco mais) a pressão sobre as restantes.
O resultado final no Arco, manifestou inquestionavelmente o acerto da candidatura e o desgaste do PS.
Os resultados obtidos em termos gerais balizam o núcleo duro do espaço político da coligação PSD/CDS e demonstram que não se destrói a alma da oposição em Cabeceiras de Basto.
Conforme já afirmei também, é preciso começar já hoje a preparar o futuro.
Para outros, começou hoje a contagem decrescente das suas lideranças.
Um novo ciclo se começa. Novos desafios, novos projectos, sempre a alma cabeceirense!

Dia seguinte II

Depois de um dia de eleições, comentam-se os resultados.
Como dizem os Gato Fedorento, esmiúçam-se os sufrágios.
Em Cabeceiras de Basto havia grande serendade.
Os resultados não trouxeram nada de novo.
Depois de uma colossal campanha eleitoral do PS, porta-a-porta, comércio-a-comércio, repartição-a-repartição, depois de sessões de esclarecimento em todas as aldeias, caravana, comícios nas vilas de Refojos e Arco, para além de um sumptuosa sede de campanha na Av. Sá Carneiro;
Depois de uma ausência total de campanha por parte da oposição da coligação PSD/CDS;
Depois de uma permanente presença na Rádio Voz de Basto;
Depois de tudo isto e de muito mais, o PS ganhou apenas um deputado municipal e a Junta de Passos.
Depois de tanto, receber tão pouco!
Como compreendo a injustiça dos cabeceirenses!
Como compreendo o desapontamento dos mais crédulos!
Mas como se costuma dizer, fica para a próxima.
Só que essa, ...já foi!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Rectificação de post



Efectuei uma rectificação ao post Autárquicas II, corrigindo alguns dados estatísticos, originados pela consulta ao site oficial dos dados eleitorais, feita ontem à noite e que entretanto foram corrigidos.
As alterações encontram-se registadas a vermelho.

Autárquicas III



Os resultados no distrito de Braga foram claramente favoráveis ao PS.
Com as vitórias em Barcelos, Terras de Bouro e Vieira do Minho, inverteram a relação de forças existentes.
O PS passou a dominar 8 câmaras e o PSD 5.
Aqui está o resultado da boa relação entre os dirigentes distritais do PS e do PSD.
Virgílio Costa está agora em condições de justificar o "êxito" da sua acção.
Após uma derrota nas legislativas um enorme derrota nas autárquicas.
E depois, quem ia avisando é que estava errado...
Limpem agora as mãos à obra que fizeram!

Autárquicas II



Como eu tinha previsto, Joaquim Barreto e o PS ganharam folgadamente em Cabeceiras de Basto.
No entanto sabe-lhes a pouco.
O PS fez uma das mais agressivas campanhas eleitorais já realizadas no concelho, contra uma campanha inócua por parte da oposição da coligação PSD/CDS.
Aliás, o que foi reconhecido por Isabel Coutinho aos microfones da Rádio Voz de Basto, onde afirmou que fizeram campanha de porta a porta e nunca encontraram os seus adversários políticos em campanha.
A aposta do PS era ganhar um vereador ao PSD/CDS. Mesmo assim não o conseguiu.
De certeza, uma profunda frustração.
Também era objectivo socialista ganhar as Juntas de Freguesia de maioria social-democrata, mas também aí só o conseguiram em Passos.
Um curto passo para tanto investimento, para tanta propaganda, para tanto afrontamento.
O PS ganhou 670 votos para a Câmara, 619 para a Assembleia Municipal (ganhando um mandato) e 382 para as Assembleias de Freguesia (mantendo todas as Juntas e ganhando Passos).
O PSD perdeu 1113 votos para a Câmara, 884 para a Assembleia (perdeu um mandato) e 700 votos para as Assembleias de Freguesia (manteve Alvite Basto e Gondiães, e perdeu Passos). São perdas significativas, mas mesmo assim bem menos pesadas do que se poderia esperar do confronto eleitoral vislumbrado pelos recursos das campanhas eleitorais desenvolvidas.
A CDU subiu 108 votos para a Câmara, perdeu 54 para a Assembleia, o que deu origem à perda do lugar que tinha neste órgão autárquico.
No fundo, fica tudo mais ou menos na mesma.


Post rectificado em 12 de Outubro, às 20H09

domingo, 11 de outubro de 2009

Autárquicas I

O dia das eleições autárquicas fica marcado por um acontecimento lamentável: o crime em Mondim de Basto.
Nada justifica o sucedido.
Pena que a nossa democracia ainda esteja sujeita a estes acontecimentos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pela nossa Saúde



Guardei para o último post sobre as eleições autárquicas a questão da Saúde.
Ao longo dos já quatro mandatos do actual poder autárquico socialista, a questão da Saúde tem merecido sempre lugar de relevo.
Há dezasseis anos atrás, determinava-se a necessidade da construção de um novo Centro de Saúde, que requalificasse as condições do seu funcionamento.
No entanto, estava subjacente que se criassem as condições para poder substituir o antigo Hospital Dr. Júlio Henriques, da Santa Casa da Misericórdia.
Daí a construção do novo Centro de Saúde, com a pretensão de, mais tarde, aí instalar a urgência (SAP - Serviço de Atendimento Permanente).
No entanto, o projecto de construção do Centro de Saúde não previu qualquer valência de urgência.
Anos volvidos e depois de muitas vicissitudes, a urgência acabou transferida para a cave (disse bem - cave) do Centro de Saúde, depois de aí terem sido feitas umas obras de beneficiação.
Esse processo ficará para sempre gravado na memória dos Cabeceirenses.
Por todo o concelho, o PS realizou comícios e uma manifestação, em plena Praça da República, contra a Santa Casa da Misericórdia, só porque esta tinha um projecto aprovado pelo Ministério da Saúde para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados e para a recuperação do Hospital para uma clínica.
Defendia o PS então, que os serviços de saúde (Centro de Saúde, urgência e internamento) teriam de ser exclusivamente públicos e ficar apenas nas instalações do Centro de Saúde.
Que me recorde, esta atitude do PS é única. 
Nunca vi, nem ouvi falar, de que em Portugal ou noutro país do mundo, se façam manifestações para impedir o desenvolvimento dos cuidados de saúde.
Mas, para que o plano prosseguisse, faltava, ainda, o internamento.
Esta valência tinha ficado para trás, com o encerramento forçado e apressado do Hospital.
Eis que, numa operação de acoplamento, não prevista no Plano de Pormenor, foi criado um apêndice ao Centro de Saúde, eufemisticamente destinado a uma Unidade de Cuidados Continuados - UCC.
Há meses que estão prontas as instalações.
Pelo meio, ainda tivemos direito a ter os serviços em contentores, enquanto decorriam as obras.
Mas chegados a este ponto, o que temos?
Nada!!!!
A dita UCC não foi inaugurada, nem funciona, e segundo o que consta, nem funcionará.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, até o serviço de urgência (SAP) está em vias de ser encerrado.
Desde a primeira hora que este processo contraria as regras definidas pelo Plano Nacional de Saúde, que enumera os vários patamares de intervenção e dos locais onde são efectivados.
Em Cabeceiras de Basto, todos os estudos e propostas técnicas apontam apenas para o funcionamento de um centro de saúde público e agora até evoluindo para uma Unidade de Saúde Familiar - USF.
Assim sendo, o que diz o PS?
Diz nada!
Lendo-se o seu programa eleitoral, nem uma palavra, nem uma vírgula, para esta questão. Mesmo..., mesmo nada!!!!
Já esqueceram o que prometeram e não cumpriram?
Já esqueceram que impediram de, há cerca de seis anos, o nosso concelho ter  todos os serviços contratualizados entre a Misericórdia e o Estado?
Não reconhecem que milhares de cabeceirenses foram e continuam a ser prejudicados pelas decisões tomadas nesta matéria?
Querem que esqueçamos que não temos o que prometeram criar e ainda nos tiraram o que podíamos ter?
E hoje não dizem nada?
Mais, garantem ou não que após as eleições e de forma duradoura irá manter-se o serviço de urgência?
Nunca esquecerei o que fizeram ao concelho e a muitos cabeceirenses nesta matéria.
Mas é bom que os cabeceirenses também não se esqueçam disto para o futuro.
Porque estou convencido que o futuro ainda nos trará mais más notícias.


É por esta e por outras que o PS não merece o voto dos Cabeceirenses no dia 11 de Outubro.
É que com a saúde e a vida das pessoas não se brinca.
Com a saúde não se faz política partidária!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Faz falta um projecto, uma missão



Um país, uma terra só dá um salto qualitativo quando tem pela frente um projecto ambicioso, uma missão.
Na nossa terra temos gerido os recursos, os orçamentos, os empréstimos, os subsídios e apoios de forma pontual, sem um objectivo, um rumo, sem a verdadeira dimensão de um projecto de futuro.
Agora, em plena campanha eleitoral, só conheço um programa eleitoral, o do PS.
A coligação "Pela nossa Terra" apresentou apenas umas "linhas orientadoras", que necessitam de ser desenvolvidas e aprofundadas.
Quanto ao programa da CDU, não tive acesso a qualquer documento.
Contudo, não reconheço nos documentos que analisei um verdadeiro projecto.
O que entendo por um projecto?
Entendo que deve ser um documento orientador, que determine uma missão, que defina os objectivos e uma estratégia, que enumere as principais linhas da sua concretização.
Ora no caso do PS, aquilo que vemos é um enumerar de coisas, sem uma linha orientadora comum, sem um sentido estratégico e não apontando metas nem um objectivo final concreto.
É mais um plano plurianual de actividades, onde em jeito de 'menu' há lá de tudo.
No caso da coligação, a ambiguidade é ainda maior. Há apenas ideias gerais.
Cabeceiras de Basto precisa verdadeiramente de 'mais e melhor'.
Precisa de um efectivo projecto que anuncie um novo estádio de desenvolvimento no final da década.
Os cabeceirenses precisam de saber o que é que os poderes públicos (enquanto decisores finais) pretendem para o concelho, quer em termos de infra-estruturas, em termos de iniciativas públicas e privadas, qual(is) a(s) área(s) central(is) de actuação que potencie os recursos existentes.
É preciso que se saiba com que recursos, com que meios, em que prazo se vai realizar o projecto.
O concelho só se desenvolve com as pessoas e para as pessoas.
De outro modo, o nosso concelho continuará uma terra adiada.
Vai-se fazendo o que calha, o que se pode, o que mais interessa em cada momento. 
Não há objectivos estabelecidos e quantificados.
Não há um plano estratégico e de prioridades.
Não há uma missão, um desígnio para uma geração.
Nada disto nos é dito. 
Nem tão pouco prometido!...
Não admira, também.
Foi assim no passado.
É assim no último acto de uma geração de poder.
Façamos votos, que dia 12 de Outubro comece a germinar uma nova geração de poder.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Podemos perguntar?



Será que nesta campanha eleitoral para os órgãos autárquicos de Cabeceiras de Basto se poderá questionar a situação que se vive no concelho?
Ou será que é proibido?
Ou será que há medo de o fazer?
Como entendo isto de maneira diferente, aqui ficam algumas outras perguntas mais pertinentes:
- Quando será que o nosso concelho fica definitivamente servido de abastecimento de água ao domicílio, sem quebras e irregularidades recorrentes?
- Quando será que o nosso concelho terá saneamento eficaz nas principais freguesias urbanas, para não dizer em todo o concelho?
- Em que condições está a ser feito o tratamento dos resíduos líquidos, nas ETAR's?
- Onde estão os planos de prevenção e combate aos fogos florestais, principal riqueza da nossa terra?
- Porque não é aprovado um regulamento de apoio às associações locais, para que todas elas tenham os mesmos direitos de acesso e atribuição de apoios municipais?
- Como se compreende que existam construções inacabadas e/ou em estado de perigo publico, sem que sejam tomadas medidas de segurança e de resolução dos problemas?
- Como se compreende que num concelho com tantas organizações (públicas e privadas) ligadas à agricultura, esta se encontre em estado de penúria?
- Como se justifica que, para além do discurso oficial, o nosso concelho tenha piorado nos indicadores económicos dos últimos anos, mais do que os nossos vizinhos da região de Basto?
- Como se justifica os níveis de desemprego e emigração recente dos nossos jovens e até menos jovens?
- Como se entende que haja um pavilhão gimnodesportivo onde os alunos são impedidos de usar os balneários?
- Que desculpa se dá aos automobilistas que diariamente (e aos outros também) transitam na EN 311, entre a vila de Refojos e Lodeiro de Arque, face ao estado calamitoso em que se encontra o piso da referida via e que assim ficou desde a obra de repavimentação?
- Como se pretende criar mais zonas industriais, quando temos subaproveitas aquelas que estão instaladas?
- Para quando uma administração aberta e transparente, mais rápida e menos burocrática?
- Porque será que tem de ser a Câmara Municipal a fazer tudo? Será que estamos numa sociedade fechada?
Algumas das perguntas mais prementes estão feitas.
Esperamos pelas respostas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pela nossa Terra

As candidaturas "Pela nossa Terra" não me dão motivos para que possa divulgar as suas ideias, programa e actos públicos.
Enquanto o PS está no terreno a todo o vapor, como se estivesse em jogo a vitória, as suas oposições têm tido uma atitude resignada e passiva.
É pena, porque há muito para discutir, para denunciar, para propor.
Ao nível das freguesias têm sido divulgados alguns panfletos, dos quais tenho dado conta daqueles que me chegam ao conhecimento.

domingo, 4 de outubro de 2009

Pela nossa Terra





Infomail da candidatura de Cabeceiras de Basto, 
da coligação "Pela nossa Terra".


Pela nossa Terra





Mensagem da lista da Câmara Municipal da coligação "Pela nossa Terra".

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O exagero do poder socialista



Hoje não será o dia ideal para dizer isto, mas no campeonato de futebol luso, o Benfica é apontado como o rolo compressor das defesas adversárias.
Ao nível da política local, o PS é também uma máquina demolidora.
Está no poder há longos anos, tem um líder que partilha múltiplas responsabilidades públicas e partidárias, dispõe de uma máquina política e partidária eficiente.
Nos antípodas, estão o PSD e o CDS. Há longo tempo afastados do poder, sem lideranças fortes e sem o designado "aparelho político".
Assim, a luta autárquica é ainda mais desnivelada do que o combate entre David e Golias.
Contudo, a máquina socialista resolveu fazer uma das mais imponentes campanhas eleitorais de que há memória: cartazes sem conta, site a condizer, sessões públicas e comícios.
Aproveitamento das festas da Senhora dos Remédios e do S. Miguel até à exaustão.
Poder-se-á dizer que o PS usa a "bomba atómica" contra um adversário com muitas fraquezas.
Aliás, esta campanha socialista constitui uma afronta, em período de enorme crise.
Já o Presidente da República tinha alertado para a necessidade de contenção nos gastos das campanhas eleitorais.
Porém, por cá, há um desmesurado exagero socialista.


Depois de ter escrito este post e enquanto não tive oportunidade de o editar, acabei por ler a crónica de José António Saraiva, "Política a sério", da edição de hoje do semanário "Sol".
Referindo-se à campanha eleitoral para as legislativas refere:
«Depois, o PS tem a máquina mais poderosa que hoje existe, cheia de dinheiro e disposta a actuar sem quaisquer escrúpulos.
Algum pudor que existia na política, não atacando pessoalmente os adversários nem organizando cabalas em tempo eleitoral, perdeu-se.
A máquina do PS é completamente despudorada, destituida de princípios e recorre a tudo.
Instrumentaliza jornalistas, usa golpes baixos, aproveita todos os delizes dos adversários para fazer jogadas rasteiras.
E alguns dirigentes nacionais prestam-se a isso, dando o seu rosto e a sua voz (ou vozeirão) a essas campanhas sujas.»
Vem a propósito...

A campanha eleitoral...

Ontem recebi um panfleto de campanha eleitoral da coligação "Pela Nossa Terra", da freguesia de Cavez.
Aqui fica para os interessados.






Por outro lado, em http://joaquimbarreto2009.com/ pode-se encontrar toda a informação sobre as candidaturas do PS, em todo o concelho.
É a campanha eleitoral a todo o vapor.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Primeiras ideias do projecto da Coligação PSD/CDS



Até ao momento não é conhecido publicamente o projecto político que a coligação PSD/CDS, "Pela nossa Terra", vai apresentar aos Cabeceirenses para estas eleições autárquicas.
No entanto, Luís Miguel Gonçalves, primeiro candidato da coligação à Câmara Municipal, deu uma entrevista ao jornal "O Basto" onde expressou as seguintes ideias:
- não faz sentido manter a derrama;
- não agravar as taxas cobradas às famílias;
- direccionar as políticas para a instituição família;
- apostar no mercado de emprego, como forma de resolver o problema do desemprego que grassa no concelho e no país;
- apoiar os mais idosos, os mais jovens, os deficientes ou incapacitados e os desempregados na área da saúde;
- assegurar protecção às franjas mais desfavorecidas da população;
- incentivar a educação e a formação, como meio de garantir o sucesso no futuro;
- apoiar os jovens para a prática do desporto, isentando-os de taxas de utilização de equipamentos e disponibilizar outros apoios (transportes, bolas, equipamentos);
- promover, de forma organizada e estruturada, a região na área do turismo;
- apoiar os agricultores e as explorações agrícolas.
Esperamos a concretização destas ideias e as propostas concretas para o próximo mandato.

Pela nossa Terra

Aí estão as eleições autárquicas. Começou a campanha.
Já expressei aqui e no jornal "O Basto" a minha opinião sobre estas eleições.
No entanto, como militante de um dos partidos da coligação "Pela nossa Terra", não posso deixar de lhe dar apoio e tudo fazer para que obtenha os melhores resultados.
É certo que discordo do processo que levou à situação a que o PSD chegou.
É certo que a solução encontrada resulta de uma relação conflituosa entre os órgãos do partido ao nível concelhio e distrital.
É certo que vivemos dias difíceis na oposição.
É certo que o PSD não fez ao longo dos últimos anos tudo quanto devia e tinha a obrigação de fazer.
O PSD esqueceu-se que é um partido de oposição. Que tinha de ser a voz do povo, a voz da crítica, a voz da alternativa, para o que devia ter gerado um projecto político novo.
Por tudo isto e por muito mais, entendo que a coligação vai passar um mau bocado e os resultados eleitorais do próximo dia 11 irão revelar isso mesmo.
Mas não é por sermos derrotados eleitoralmente que se perde a razão.
E a coligação "Pela nossa Terra" tem muitas razões para combater, para afirmar a sua alternativa e sobretudo para denunciar o quanto de errado vai ocorrendo na nossa Terra.
É essa batalha que eu partilho.
Sempre me bati por Cabeceiras e pelos Cabeceirenses.
Fi-lo sempre, quer o meu partido estivesse no poder ou na oposição, e muitas vezes dentro do próprio partido.
Nunca falhei nenhum combate político. Não é este, por mais difícil que seja, para o partido e para mim mesmo, a excepção.
Isso não implica que eu expresse livremente a  minha opinião, mesmo que ela, por coerente e realista, não agrade a alguns.
Durante este período de campanha, aqui deixarei a minha colaboração.

domingo, 27 de setembro de 2009

Amanhã é ... outra campanha

Sim, amanhã, segunda-feira, começará uma nova campanha eleitoral.
Desta vez, para as eleições autárquicas.
Teremos mais quinze dias de disputa político-partidária.
Aqui irei também fazer os meus comentários e expressar as minhas opiniões.