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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O rei, o pirata e o professor

Publico este artigo do Prof. Dr. João Ruivo, com o agradecimento da seu envio.

Era uma vez uma parábola que se narrava mais ou menos assim:
Numa ilha distante governava um rei amigo da folia, da boa mesa, da riqueza dos bens terrenos e cuja honra não lhe permitia trabalhar. 
Desonra era também que os seus familiares e o vastíssimo séquito de seguidores ousassem ganhar proventos pela labuta do dia-a-dia, que era considerada coisa menor, desprezível, imprópria e apenas vocacionada para os que não tinham tido a sorte de se acolherem no colo do poder. Ou seja, trabalho era ofício dos mandados e desmérito dos mandantes.
Para suprir aos gastos do lazer e da abastança, o rei lançava frequentes e cada vez mais pesados impostos, taxas e portagens sobre os que dependiam dos rendimentos da sua árdua labuta.
Os mares que rodeavam a ilha estavam infestados de piratas que assaltavam e roubavam a seu belo prazer qualquer barco que deles se aproximasse (mesmo algum em aflição e busca de ajuda…) e com demasiada frequência invadiam as aldeias das costas para pilharem os parcos haveres dos incautos cidadãos. Por essa via, acumularam bens e riquezas incalculáveis, dinheiro fácil, terras, mordomias e isenções fiscais. Porém, quando em terra, com as suas famílias, faziam-se passar por discretos e honrados citadinos, cuja muita faina e alguma sorte tinham abençoado o seu destino.
Como os gastos do rei e dos mandantes crescessem na proporção directa da sua ambição, e os proventos já raramente chegassem para as permanentes despesas, começou a ser costume que a corte solicitasse aos piratas empréstimos, que estes lhe cediam em troca de favores inconfessáveis e juros incalculáveis. 
Esta passou a ser a regra da convivência pacífica entre a corte e a piratagem, o que levou à criação de um modelo de sociedade, ferozmente defendido, estudado, elogiado, e publicitado em vastíssimas obras pelos escrivães ao serviço do reino.Um dia, porém, eis senão quando a ganância dos piratas no uso e abuso das embarcações para as contínuas investidas em navios, terras e gentes os fez distrair, não calculando atempadamente o furor de uma tempestade que, num só dia, devastou a frota, e os deixou depenados e sem meios de prosseguir o corso.
Perante tão imprevista desgraça, chegou a vez dos piratas se aproximarem do rei falido, anunciando-lhe que nesse mesmo dia findavam os empréstimos e, por isso, pediam a ajuda do poder: era preciso muito dinheiro para reconstruir a armada e recapitalizar os corsários. Sem isso, estes não podiam acumular novamente riquezas e bens que lhes permitissem voltar a financiar a abastança do rei e da sua corte.
O rei, pensando bem no modelo e regras de convivência pacífica que durante tantas décadas tinham guiado o seu reinado e tantos elogios mereciam dos seus mais iluminados escribas, decidiu reabilitar os piratas e enviou para os campos as suas milícias para forçadamente recolherem mais impostos, taxas e portagens aos trabalhadores, e obrigando mesmo à apanha de galinhas, ovos, gado e forragens, que merecessem ainda algum valor de troca nos mercados tradicionais.
Com essa sábia decisão, e apesar da agonia lenta dos ofícios, dos artesão e dos mesteirais; apesar do progressivo abandono das terras e oficinas; apesar da fome, da doença e da extrema pobreza em que mergulhou o reino; apesar de tudo isso, o rei, a sua corte e os piratas conseguiram estabilizar as suas economias e regressar ao afamado modelo de normalidade com que as suas vidas sempre tinham sido bafejadas.
E o professor? Perguntarão os mais atentos ao título desta parábola.
Como o rei e a corte convenientemente perceberam que os piratas, apesar de incultos e iletrados, tinham angariado fortuna e estatuto sem o recurso aos ofícios das letras, das artes e das ciências, mandaram de pronto fechar a escola e estancar essa inútil despesa.
Porém, não fosse o professor criar algum incómodo público, ou mesmo algazarra, por se sentir desnecessária, desmerecida e indevidamente desocupado, desterraram-no para uma inóspita costa e obrigaram-no a sentar-se num penhasco, virado para o mar, a ver passar navios.

João Ruivo
www.rvj.pt/ruivo
ruivo@rvj.pt

domingo, 28 de março de 2010

Um Professor suicidou-se


Suicidou-se um professor.


A anterior equipa do Ministério da Educação, se ainda estivesse em funções, diria certamente que ele era um dos muitos professores sem perfil para a complexa missão de ensinar crianças ou adolescentes, dos docentes que nunca poderiam progredir na carreira, dos que deveriam ser avaliados por quem de direito o poderia fazer com rigor, por serem os mais directamente interessados – os seus alunos e os respectivos Pais ou Encarregados de Educação.

Com a boa prática de estes últimos começarem a interessar-se muito mais pelo trabalho dos filhos, indo com maior frequência à escola, sobretudo para pedir satisfações ou até administrar uns tabefes ao docente que não souber levar o seu educando, mesmo contra vontade da criança ou do adolescente, a frequentar as suas aulas e, coisa mais rara e improvável, a estudar.

Suicidou-se um professor.

E, se ainda estivessem em funções trabalhando para impor a sua brilhante reforma do ensino, a anterior equipa ministerial diria talvez que o professor suicida era a prova viva de que tinham razão quando se devotaram, desde o primeiro dia da sua tomada de posse, à necessária e espinhosa tarefa de disciplinar a classe, “metendo os professores na ordem”, de os “triturar”, se necessário fosse, por serem uma classe de incompetentes, preguiçosos e absentistas.

Suicidou-se um professor.

Com esta desvalorização da classe, os professores foram espoliados da sua dignidade, despidos de toda a autoridade, deixados indefesos e sem recursos, no exercício de uma profissão que é das mais difíceis, exactamente pelo que exige dos seus membros e da relação com o Outro (os alunos), tão infinitamente delicada que o mais leve sopro a pode romper.
Face a uma sociedade cada vez mais grosseira, inculta, desprovida de ética e de moral – cujos maus exemplos vêm de cima, a começar por aqueles que nos desgovernam para se governarem –, em que muitos pais, para não dizer a maioria, se demitiram da sua função de pais e guias da vida dos seus filhos, não lhes inculcando no tempo devido (desde o berço) os mais básicos princípios de disciplina, civismo e decência.

Os alunos deixaram de respeitar os professores e de ouvir os seus ensinamentos, insultando-os e humilhando os mais fracos, porque a tutela os desrespeitou e humilhou.
Em muitas escolas as aulas transformaram-se em arenas e muitos professores não conseguiram enfrentar o pesadelo e desistiram ou adoeceram. Porque não têm apoio, porque a escola não quer ou não pode agir.

E um professor suicidou-se

Quando a antiga equipa ministerial viu os vídeos que passaram nas televisões, com crianças e adolescentes a portarem-se nas aulas como no recreio ou num circo, a insultarem e baterem nos colegas e em professoras (jovens e idosas, para as crianças isso não conta, quanto mais frágil for a vítima, tanto melhor…), negaram a evidência e tomaram por excepção o que começava a ser uma regra.

Seis mil professores pediram, no mesmo ano, a aposentação antecipada.
E, agora, um professor suicidou-se.

Se a anterior equipa ministerial estivesse em funções talvez fizesse um inquérito aos alunos do professor suicida, para apurar se estes jovens do 9º ano, com uma idade média de 15 anos, que o empurravam, lhe davam “calduços” e chamavam “cão”, não teriam ficado traumatizados pelo acto tresloucado do seu suicídio. Não hesitariam seguramente em fazer-lhe um processo disciplinar a título póstumo.

Um Professor suicidou-se.
Antes de se lançar ao rio, escreveu no seu diário: “Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio”.

A anterior equipa ministerial não é a única culpada da degradação do ensino, ela é fruto da degradação da nossa sociedade e toda a comunidade tem culpa, por se demitir das suas funções e dos seus deveres.

Talvez o desespero e a morte deste Professor façam despertar as consciências e haja uma reflexão séria sobre o estado a que chegou o nosso ensino, a nossa política e a nossa sociedade.

Eu escrevo com dor e asco. Para que os Professores que sofrem ou conhecem estas situações as denunciem e que se repensem as leis e os estatutos dos Professores e dos alunos, de modo a que os docentes possam ensinar num bom ambiente de trabalho, os alunos prevaricadores possam ser punidos com severidade e os pais responsabilizados pelo mau comportamento dos seus filhos.

Retirado de http://conversacomleitores.blogspot.com/2010/03/um-professor-suicidou-se.html, e agradecendo um testemunho tão vincante.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

SER PROFESSOR

Vale a pena "SER PROFESSOR"!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O material escolar mais barato



Jô Soares, a propósito da profissão de professor


É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta, é um "Adesivo".
Precisa faltar, é um "turista".
Conversa com os outros professores, está "malhando" nos alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não se sabe impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as hipóteses do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala correctamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é retido, é perseguição.
O aluno é aprovado, deitou "água-benta".
É! O professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele.



O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!


quinta-feira, 16 de julho de 2009

OCDE: avaliação de professores deve ser alterada


OCDE

"O relatório da OCDE, feito a pedido do Ministério da Educação, defende a necessidade de alteração no sistema de avaliação dos professores em Portugal. A organização estudou o modelo de avaliação de desempenho dos professores, adoptado pelo Governo, considerando que este causa focos de tensão e deve funcionar como futura base de trabalho."


Comentário:
Não era isto que os Professores disseram ao longo de todo o ano?
Porquê tanta teimosia e crispação?
Ou isto é apenas a forma encontrada para recuar e não perder a cara?
Por esta e por muitas outras é que se torna imperioso correr de vez com este tipo de governantes.
Os Professores não poderão esquecer isto no dia 27 de Setembro!

Ver mais informação sobre este assunto na página da ANP.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cães vadios - Pista de aeronaves - Eleições Europeias

Cães vadios

O centro da vila de Refojos de Basto tem-se tornado no “canil” de vários cães vadios.

Para além de registar a irresponsabilidade dos seus donos, há que chamar a atenção das autoridades competentes para assegurar a segurança pública.

Alguns destes animais já morderam alguns transeuntes, causando-lhes preocupações e prejuízos vários.

Por outro lado, os animais devem ter um tratamento adequado.

O que será necessário acontecer para que se tomem medidas?

Pista de Aeronaves

Está em fase de conclusão as terraplanagens da Pista de Aeronaves de Cabeceiras de Basto, na Serra da Cabreira, na freguesia de Abadim.

É um investimento avultado, que tem vindo a ser feito ao longo de já longos anos, sem que se conheçam orçamentos, estudos de impacto ambiental, planos de engenharia aeronáutica, e estudos de viabilidade, que assegurem a sua rentabilidade.

Para já, os cabeceirenses, todos nós, vamos vendo o delapidar do meio natural, inserido em área natural, e pagando a factura (que aliás desconhecemos).

As “Europeias” estão aí

No próximo dia 7 de Junho, os portugueses são chamados a escolher os seus deputados para o Parlamento Europeu.

É altura de cada um de nós delegarmos o nosso “poder democrático” num conjunto de representantes que, durante cinco anos, irão determinar as políticas europeias com reflexo, cada vez mais nítido, nas nossas vidas quotidianas.

Espero que, nestas eleições, o eleitorado comece a punir um poder autoritário e sectário em que o PS, de José Socrates, transformou a governação e as relações políticas, sociais e profissionais.

Nessa perspectiva, espero que o PSD consiga uma vitória eleitoral.

No entanto, não é motivo para deixar de registar o facto de só agora os dirigentes do PSD (quer sejam os locais, os distritais ou os nacionais) se lembrarem dos cabeceirenses e dos seus militantes locais.

O PSD tem vivido entre o silêncio local, a abusiva interferência distrital e a instabilidade nacional, esquecendo-se do essencial, neste caso, os cabeceirenses.

Por isso, nesta fase parece que será difícil fazer campanha eleitoral e apelar ao voto, mas vamos a isso. É por Portugal e pelos portugueses.


Publicado na edição de Maio de 2009

Tribunal - Obras - Desemprego

Tribunal

 

A continuidade do Tribunal em Cabeceiras de Basto foi um processo complexo que, desde 2006, congregou a vontade e o empenho das forças políticas e dos agentes judiciários locais.

Entretanto, o novo edifício foi construído e nesta semana entrou em funcionamento.

É uma boa obra e com inegável interesse para o concelho.

Depois de muito tempo em precárias condições, eis que o Tribunal da Comarca passa a deter condições dignas, o que se louva.

Como diz o ditado “não há mal que nunca acabe”.

 

Obras

 

Por falar em obras, o nosso concelho tem passado ao longo dos últimos anos pela realização de várias obras públicas.

Está em vias de conclusão, talvez espere apenas a inauguração, a nova ligação à A7, entre o Arco de Baúlhe e a Cal, em Basto (Santa Senhorinha).

Como cabeceirense fico satisfeito por ver a concretização de investimentos na nossa terra.

No entanto, não é pelas obras realizadas que o nosso concelho tem resistido melhor à crise e particularmente ao desemprego.

 

Desemprego

 

Torna-se urgente reflectir sobre a realidade local do desemprego.

No último ano, a taxa de desemprego subiu e reflecte com maior intensidade a crise que se vive um pouco por toda a parte.

O nosso concelho está a desertificar-se, já que não havendo condições de trabalho local, há que as procurar noutras paragens.

Assim, aos poucos, temos vindo a empobrecer, a emigrar, a perder “massa crítica”.

A par do desemprego, outros indicadores devem merecer atenção.

Estamos mais ricos? Há melhores condições de saúde? Subimos nos rankings da educação? Há mais apoios sociais? Tem-se desenvolvido harmoniosamente e de forma sustentável o concelho?

A sociedade civil não pode alhear-se destes problemas.

É o futuro dos nossos filhos que está em causa.

Alguém questionava num grupo de amigos: os nossos pais deram-nos condições para que nós tivéssemos um futuro melhor do que o deles e conseguiram; nós estamos certos que vamos deixar um futuro melhor aos nossos filhos?


Publicado na edição de Março de 2009

Silêncios

Manuela Ferreira Leite instituiu aquilo que hoje se designa de “política do silêncio”. Contudo há diferentes silêncios.

Silêncio 1 – A moda pegou no PSD e de Lisboa disseminou-se à maioria das distritais e secções concelhias do partido. Não se ouvem as vozes regionais e locais. A líder “fala” sozinha e normalmente os que falam é para dizer mal dela. Por cá, depois de ser derrubada uma direcção local conhecida (nas estruturas distritais) por “falar demais”, depois de um ano de ausência de protagonistas, eis que uma nova gestão chegou, mas há dois meses que se mantém em silêncio. Nada há a criticar, nada há a sugerir, nada!…

Silêncio 2 – A oposição, em Cabeceiras, era tida como irreverente, até porque também pontificava a CDU e a voz incómoda do seu líder local. Agora, no mais ensurdecedor silêncio. Será que o PSD tinha razão quando, em tempos, criticou um certo aproximar de posições com o poder? Silêncio que precisa de ser quebrado.

Silêncio 3 – O mesmo acontece com a Rádio Voz de Basto. Hoje um órgão de comunicação social que não tem qualquer papel activo na discussão dos problemas do concelho, da região e do país. Não numa perspectiva político-partidária, mas numa função cívica que o seu estatuto de órgão de comunicação social exige.

Silêncio 4 – O silêncio percorre também o partido do poder. Não que estejam calados. Bem pelo contrário! Aliás, até têm uma política de oposição à oposição (mesmo que digam que ela não é digna de registo). Porém, falam de tudo quanto não é essencial: casamentos gays, eutanásia, aborto. São questões “fracturantes de esquerda”, para encobrir o silêncio (e a falta de medidas concretas) que fazem sobre os verdadeiros problemas do país: o desemprego, a miséria social (para onde está a ser arrastada uma parte considerável da dita classe média), a violência, a insegurança, a falta de cuidados de saúde, a falta de políticas sociais, … Pela nossa terra, sentimos também estes e outros problemas. Sentimos também o silêncio e a falta de respostas.

Silêncio quebrado – A Assembleia de Freguesia do Arco de Baúlhe quebrou o silêncio do unanimismo e tomou posição dissonante sobre a construção da barragem de Fridão, no Tâmega. Não me pronuncio sobre a essência da questão, mas é bom ver que ainda há quem não se cale e se acomode, pelos nossos lados. 

Publicado na edição de Fevereiro de 2009

BOM ANO!?

No início de mais um ano, repetem-se as mensagens de Bom Ano, de felicidades e de prosperidades.

Ao começar 2009, estes votos fundam-se mais na esperança, do que na convicção de que assim venha a ser.

Os mais destacados economistas e fazedores de opinião vão alertando para as graves dificuldades que nos esperam.

O Sr. Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, veio chamar a atenção para as dificuldades que vão surgir, nomeadamente com o desemprego, no pequeno comércio e na agricultura.

Aqui, na nossa terra, predomina o pequeno comércio e a agricultura, e o desemprego já é dos mais elevados do distrito.

E com o badalar do novo ano, somos ainda brindados com o aumento desenfreado dos preços ao consumidor de um conjunto alargado de bens, muitos deles de primeira necessidade, como é o caso da água, da luz, do pão e dos transportes.

Aliás o que dizer do custo das portagens, do nó de Basto e Ribeira de Pena, inseridos numa das regiões mais pobres de Portugal e da Europa, agora mais uma vez aumentado?!

Não admira as sérias preocupações que conscientemente teremos de ter.

Não se compreende, porém, que os poderes instituídos (da governação, da oposição e da sociedade civil) façam um pacto de silêncio sobre o estado de (falta de ) desenvolvimento local, dos problemas que enfrentamos e na procura de soluções.

Por isto, bem precisamos que 2009 seja bem melhor do que se prevê. 


Publicado na edição de Janeiro de 2009

Saudar a Vida e a Amizade

Realizou-se, no dia 9 de Dezembro, uma festa que visou homenagear o Sr. Mário Campilho, por ocasião da celebração do seu 80.º aniversário.

Foi, como disse o Dr. Marques Mendes, “uma realização invulgar” para homenagear um Cabeceirense “invulgar”.

Foi a ocasião de saudar a Vida e a Amizade. De reiterar a consideração que muitos cabeceirenses (e de muitos outros locais do distrito), de todas as condições sociais, económicas e culturais, nutrem por quem ao longo de uma vida se dedicou a muitas causas e granjeou inúmeras amizades.

Como isto é digno e belo, num tempo em que prolifera o individualismo, o despotismo, o culto do poder.

Como foi bom ver reunida uma significativa representação da sociedade cabeceirense que não esquece um Homem que sempre soube dedicar-se à sua terra, às suas gentes e às suas instituições.

Como foi ensurdecedor o silêncio, durante a intervenção de um dos oradores, que expressou o sonho de viver numa sociedade mais fraterna, mais solidária, mais participativa, mais justa, e nos incentivou a sonhar também.

Todos nós sonhamos com um futuro melhor.

Nesta época natalícia, sonhamos com um novo ano mais próspero, com um futuro mais risonho.

Só o conseguiremos se juntos pensarmos primeiro na nossa Terra e nas suas gentes.

Votos de Boas Festas e de um Bom Ano de 2009!

Até ao ano.

_______________________________  

*Declaração de interesses

 

Ao longo de muitos anos tive, a nível local, uma acção cívica e política, que implicou uma exposição pública constante. Por razões de ordem vária, há cerca de um ano, entendi fazer umas “férias”.

Não hipotequei contudo a minha liberdade de expressão, nem o direito de participação social, cultural ou política.

Agora que fui desafiado para uma nova colaboração, quero, em respeito pelos leitores e pelos meus princípios democráticos, estabelecer a declaração de interesses que podem condicionar as minhas opiniões.

Sou professor e desempenho funções directivas na Associação Nacional de Professores – ANP; sou militante de base do PSD e dirigente distrital dos Trabalhadores Social Democratas – TSD; sou sócio de inúmeras instituições do concelho, nas quais não detenho qualquer cargo executivo; sou um Cabeceirense que preza a liberdade, a democracia e a participação cívica.

Por isso, aceitei voltar a partilhar as minhas opiniões, mas não demando que com elas concordem. 


Publicado na edição de Dezembro de 2008

Abertura

Este é "o blogue do Professor" que resulta da participação no jornal "O Basto", com uma coluna mensal com esta designação.
Aqui vão ficando os sucessivos trabalhos publicados, mas também aqui incluirei outros que, por motivos diversos, não possam ser publicados na edição do jornal.
Será assim um espaço de opinião social, económica, política, que espero contribua para a dinamização da participação cívica dos Cabeceirenses.
Desde já disponibilizo este espaço para publicar outras opiniões, mesmo que delas discorde, porque entendo que é na pluralidade da opinião que se enriquece o debate. Por isso, participem com comentários, com textos, imagens, enfim façam também deste espaço um espaço democrático, livre, pluralista e participado.
Reservo apenas o direito de publicação, para evitar eventuais abusos com os quais, de todo, não posso pactuar.