Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Um vómito
Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, tornou-se o ilustrativo exemplo de como a política, quando já se julga que não pode descer mais baixo, ainda tem mais um degrau para descer no mundo da amoralidade. Os subsídios aos funcionários atingidos pelos cortes nos vencimentos, que segundo ele não ultrapassam três milhões de euros, nem chegam a ser uma medida populista.
Atingem um núcleo restrito de técnicos superiores, chefes de divisão, directores e subdirectores, nos quais se incluem naturalmente o contingente dos seus mais leais serviçais políticos. Os 'boys' de César. Não tem a ver com ultraperiferia nem com a atracção de novos quadros, como alguém argumentou, pois não vai surgir desta decisão cesarista um movimento migratório de quadros técnicos para os Açores. Tem apenas a ver com ambição e perfil de quem nos governa. Tido como um dos eventuais substitutos de Sócrates, o que daqui resulta é que quer atingir Sócrates. Não pela criação de uma política nobre, mas à cotovelada.
O subsídio de César não foi para os funcionários pobres das ilhas. Foi para aqueles que mais ganham, e ao mesmo tempo um valente pontapé no Governo central do seu Partido. Em nome dos Açores? Não. Em nome da Autonomia? Não. Em nome dos interesses estratégicos de César. Um general que não alimenta as tropas corre o risco de deserções.
A sua decisão não foi apenas uma afronta ao Governo da República. É um escárnio sobre os funcionários que nas mesmas condições, em zonas mais pobres do que os Açores, estão comprometidos com o apertar do cinto orçamental. É o desprezo absoluto pela política nacional por troca com os prémios de jogo que decidiu pagar às suas clientelas regionais. Diz que este ano a massa resulta de umas obra num campo de futebol que não se farão. E para o ano? E para o ano seguinte? É claro que acabarão por pagar aqueles que viram no resto do país os seus salários cortados. Não admira pois que esta mediocridade moral nem consiga receber o apoio do seu Partido.
É levar demasiado longe o caciquismo. Aos limites do vómito. Porém, regozija-se o Bloco de Esquerda, o símbolo maior do refilanço pré-juvenil com e sem causas. E.... Manuel Alegre! É doloroso ver um candidato a Presidente da República preso a esta imundície moral por necessidade de votos. Dirão alguns que é coisa menor comparando com os muitos milhões do BPN e de outros imbróglios afins. Seria verdade se o dinheiro fosse a medida de todas as coisas. Mas não é. A maior das medidas é o sentido de Pátria, assumida com elevada responsabilidade e rigor. E isto César não sabe o que é.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Diálogo entre Colbert e Mazarino
durante o reinado de Luís XIV:
*Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o
contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente,
que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já
se está endividado até ao pescoço...
* Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está
coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado,
esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então,
ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
* Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de
dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os
impostos imagináveis?
* Mazarino: Criam-se outros.
* Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
* Mazarino: Sim, é impossível.
* Colbert: E então os ricos?
* Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que
gasta faz viver centenas de pobres.
* Colbert: Então como havemos de fazer?
*Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um
doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres:
os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem
pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais,
sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão
para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Os ricos e os pobres
Há dias a falar com uma amiga minha luso-americana, que conhece bem Portugal,
dizia-lhe eu à boa maneira do "coitadinho" português:
Sabes, nós os portugueses ainda somos pobres....
Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA?
Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.
Além disso, são vocês que têm " impostos de luxo" como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300 % do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos EUA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses ou são uns estúpidos ou uns mansos.
Recebi o texto supra. Representa um pouco aquilo que se passa no nosso País.
Damo-nos ao luxo de esbanjar dinheiro e depois lamentamo-nos de tudo e de todos.
E porque não aprendemos a ser responsáveis e exigir responsabilidades?
Com o apertar do cinto, cada vez mais estrangulante, pode ser que se aprenda alguma coisa.
Pena é que pagam os que não aprendem e os que já sabem a lição de cor.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
O automobilista contribuinte
