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terça-feira, 5 de março de 2013

Dividir ou unir?


Os últimos tempos têm sido conturbados para os lados do PS.
António José Seguro lançou-se numa campanha desenfreada contra o Governo, na ânsia de o derrubar e já previa eleições, para as quais até reclamava a maioria ao eleitorado.
No entanto, no delírio desse cenário, apareceu António Costa a desafiar a sua liderança e a mostrar publicamente as profundas divergências e divisões no seio do PS.
À boa maneira socialista, rapidamente os sinos tocaram a rebate e, de reunião em reunião, promoveram uma solução de consenso, que deixaram um líder mais enfraquecido e uma oposição interna mais desacreditada.
Enquanto isso, o país precisa de políticas ativas para a saída da crise, sendo que o PS se alheia desse processo, já que mais uma vez tem de olhar primeiro para dentro de si mesmo, para a preparação do seu congresso e para a eleição dos seus dirigentes.
É assim, infelizmente a política à portuguesa, primeiro o partido, depois o país.
Hoje no PS, como antes no PSD.

As guerras no interior do PS não são só a nível nacional.
Também um pouco por todos os lados, aparecem divergências em torno das candidaturas autárquicas.
Em vários concelhos surgem divisões profundas no seio do PS (Braga, Matosinhos, Fafe, Vizela, Santo Tirso, de entre muitos outros).
Umas que se resolvem, com maior ou menor entendimento, mas em muitos deles parece acontecer um cenário novo de duas candidaturas socialistas, uma a oficial, outra a dos dissidentes.
Em Cabeceiras parece ser essa também a situação.
Oficialmente o partido apresenta a candidatura de China Pereira, enquanto as bases descontentes do PS mobilizam-se para promover a candidatura de Jorge Machado.

Conforme já referi anteriormente, o PSD e o CDS/PP (salvo duas exceções desde 1979) sempre se uniram para apresentar uma candidatura abrangente, que alargue o leque da representatividade da sociedade cabeceirense, com a inclusão de personalidades não enquadradas partidariamente, mas que assumem um programa de mudança, um projeto novo e alternativo para Cabeceiras, em prol dos Cabeceirenses.
Enquanto o PS se divide e gere os seus problemas internos, a coligação Cabeceiras + Futuro assume como central responder a cinco objetivos essenciais para os Cabeceirenses: criar mais emprego, promover mais solidariedade e mais saúde, gerar mais desenvolvimento e fomentar mais cidadania.
O desenvolvimento da nossa terra e o bem-estar dos Cabeceirenses só será possível não no seio da divisão, mas na procura da união, da união de esforços, da união de vontades, na união de um projeto que ponha Cabeceiras acima dos interesses individuais ou partidários.
Porque é nisso que acredito, é que me envolvo e assumi liderar esse projeto.

Texto publicado na edição de Fevereiro de "O Basto"

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

VAMOS FAZER DE 2013 O PRINCÍPIO DE UM FUTURO MELHOR!


Hoje é o primeiro dia do Novo Ano.
Um ano que nos foi vaticinado como difícil, dada a conjuntura económica e social que vivemos.
Como todos os anos, esperamos, porém, que a vida nos corra de feição e venhamos a ter um bom ano.
Temos pela frente mais 365 dias, que serão um pouco daquilo que nós queremos que seja.
O futuro depende, em grande parte, da nossa própria vontade.
Sabemos hoje que o nosso presente tem dificuldades acrescidas para muitos de nós.
Uns porque perderam o emprego, outros porque nem tão pouco o conseguiram. Uns porque viram ruir os seus negócios. Outros ainda, porque a saúde os desamparou. Muitos outros, com muitos problemas para resolver e que esperam, em 2013, o tempo da solução.
Eu próprio tenho também um desafio para o novo ano.
Conseguir mobilizar os meus conterrâneos para um novo projecto que traga mais futuro a Cabeceiras e aos Cabeceirenses.
Como tenho repetidas vezes afirmado, Cabeceiras precisa de mudar.
Mudar de políticas, mudar de protagonistas, construir o futuro.
Temos de fazer em conjunto, todos nós, Cabeceiras ter um rumo, saber o que se quer para a nossa terra.
Basta de endividamento, basta de despesa que só provoca despesa, basta de um poder que só vive pelo poder.
Criar emprego, ser solidário com os mais carenciados, apoiar na doença, dar qualidade de vida, promover a democracia e a liberdade, são objectivos que os Cabeceirenses partilham comigo, de certeza, neste ano.
Hoje é o primeiro dia do ano de uma longa caminhada.
Enquanto dirigente do PSD em Cabeceiras de Basto e candidato à presidência da Câmara Municipal, pela coligação PPD-PSD/CDS-PP, quero assegurar a todos os Cabeceirenses que tudo farei para criar as condições de um futuro melhor para todos nós.
O rumo está traçado. Trabalharemos, todos aqueles que assim o queiram, em prol da nossa terra e dos nossos concidadãos.
Trabalharemos em benefício dos jovens, a quem temos o dever de lhes legar a esperança no futuro.
Porque não me resigno às dificuldades e sei que com trabalho e dedicação se atingem os objectivos, convoco os Cabeceirenses:
Vamos fazer de 2013 o princípio de um futuro melhor!

Desejo, a todos os Cabeceirenses, um Bom Ano de 2013.
Sejam Felizes!
Mário Leite

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Novo Ano, novo desafio!


2013 está aí.
Um Ano Novo que não se anuncia fácil, mas cheio de desafios e de esperança.
Temos de encarar as vicissitudes da vida, boas ou más, com espírito aberto e vontade de vencer.
Para mim, também, o próximo ano traz um novo e exigente desafio.
As estruturas do PSD convidaram-me e depositaram em mim a confiança, que muito me honra, de ser o candidato a Presidente da Câmara, nas eleições autárquicas que se avizinham.
Ao longo dos últimos anos, nesta coluna, tenho expressado as minhas opiniões, as críticas, as propostas, a análise da nossa vida enquanto comunidade local.
No último ano e meio, presidi à Comissão Política de Secção do PSD, acompanhando de perto a atividade social, económica e política, assumindo a responsabilidade de adotar as propostas necessárias, em defesa da nossa terra e dos Cabeceirenses.
Por isso, os Cabeceirenses conhecem-me. Conhecem o que penso, sabem o que fiz.
Aceitei o desafio, que me honra e me responsabiliza, no pressuposto de contribuir para a mudança em Cabeceiras de Basto e construir um futuro melhor para os Cabeceirenses.
Sempre tive uma particular atenção às questões sociais: a pobreza, o desemprego, a doença, a educação.
Sempre lutei pela Liberdade, pela Democracia, pela transparência e pelo rigor na gestão da causa pública.
É com estes sustentáculos que assumirei este desafio.
É este o compromisso com os Cabeceirenses!


2012 está a terminar
           
O ano de 2012 está a terminar.
Foi um ano muito difícil para todos nós. Todos sofremos as dificuldades da herança de uma governação que nos arrastou para a bancarrota.
Portugal viveu sob os ditames da troika, que o Governo de Sócrates chamou e com quem negociou, nas piores condições, com o país endividado desmesuradamente e sem crédito.
O atual Governo tem procurado cumprir os compromissos assumidos, por outros e nos termos acordados por estes, de forma a contar com o financiamento necessário à sustentação das funções do Estado: a saúde, a educação, os apoios sociais, a segurança, o pagamento de ordenados e pensões.
Portugal viveu em estado de emergência. Entre a bancarrota iminente e o estreito caminho da reestruturação e da consolidação orçamental. Em defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses, por muito que isso nos penalize.
De outro modo, o não cumprimento dos termos do memorando, o estado português não teria os recursos financeiros necessários para assegurar as mais elementares despesas e encargos.
A bancarrota seria muito mais penalizadora para todos.
Mas foi este o desafio da governação, procurando acautelar a situação dos mais desfavorecidos. O que aconteceu subindo as pensões mais baixas, mantendo e alargando as isenções de taxas moderadoras nos serviços de saúde, mantendo os apoios sociais existentes e criando outros, como as cantinas sociais.
Os cortes e a moralização dos apoios concedidos resultaram de um maior rigor e exigência, que a todos também se exige num período de grandes contenções.
Este tem sido o desafio de quem quer preservar os portugueses de males maiores.
Por Portugal e por todos nós!

Reitero a todos os leitores os meus votos de Santas Festas e desejar um Ano Novo melhor para todos.

Texto para a edição de Dezembro do jornal "O Basto"

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sou candidato!

A CPS do Psd Cabeceiras de Basto indicou-me, hoje, à estrutura distrital do PSD como candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições autárquicas que se avizinham.
É para mim uma grande honra e uma enorme responsabilidade.
Uma grande honra, por terem confiado em mim e no trabalho que tenho desenvolvido ao longo dos anos, no nosso concelho, quer como Professor, quer 

como cidadão envolvido na comunidade.
Uma enorme responsabilidade, porque num contexto político, social e económico difícil, quer a nível local, quer nacional, se me exige determinação e empenhamento de modo a defender um projeto que promova o futuro de Cabeceiras e dos Cabeceirenses.
Tal como sempre fiz, trabalharei em prol da nossa terra e das nossas gentes.
Espero ser digno da confiança que em mim depositaram.
Espero, também, contar com o apoio e a colaboração de todos aqueles que entendem chegada a hora de mudar e fazer de Cabeceiras uma terra mais atraente, mais desenvolvida, com mais emprego, com maior sensibilidade social, com melhor qualidade de vida.
Por Cabeceiras e pelos Cabeceirenses!





Foi com esta mensagem no facebook, no passado dia 11, que assumi ser candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições do próximo ano, liderando as listas da coligação 
abrangente PSD/CDS, que contará também com a presença e apoio de cabeceirenses independentes.

Desde há uns meses que este meu blogue pessoal tem sido secundarizado, face ao assumir de posições enquanto responsável do PSD.


Agora, mais ainda, ver-me-ei com menor disponibilidade para alimentar este espaço. 


Contudo, por aqui virei e sempre deixarei algumas mensagens.


A todos os meus seguidores agradeço a compreensão e espero contar que me "sigam" no novo caminho que vou trilhar.


Obrigado a todos!



terça-feira, 11 de setembro de 2012

"11 de Setembro"

Faz hoje anos que as torres gémeas de Nova York foram atacadas num dos mais cruéis e hediondos crimes do terrorismo internacional. 
Desde aí, o mundo vive sob a pressão de múltiplos ataques, dos quais se vai destacando uma guerra económica e financeira sem precedentes.
Os países mais pequenos e mais vulneráveis têm vivido períodos de grave crise, com os inevitáveis custos para os mais pobres, os mais carenciados. Mas que se têm estendido às classes médias, que cada vez mais se proletarizam.
Portugal, a realidade que a todos nós diz respeito, vive anos de grande e grave crise.
Há um ano atrás, também, fomos atingidos pela notícia, dada pelo então primeiro-ministro socialista, que tínhamos de hipotecar a nossa independência económica e financeira, através de um resgate internacional, face ao cenário de iminente bancarrota.
Durante este ano, o novo Governo foi apenas o agente que, em nome da troika, implementou as medidas negociadas por Sócrates e pelo PS.
O Governo está atado a um memorando que resulta da (des)governação do PS.
Esperar-se-ia que aqueles que levaram o país a uma situação de insustentabilidade económica e financeira assumissem, pelo menos, responsavelmente o acordo que se viram obrigados a solicitar, a negociar, que aprovaram e assinaram.
Porém, dia após dia, apenas se vê os dirigentes socialistas reclamar das múltiplas medidas que o Governo é obrigado a executar, de acordo com o programa estabelecido nas condições acordadas pela negociação feita pelo próprio PS com os nossos parceiros internacionais.
Conforme o Governo não se cansa de evidenciar, Portugal estava em pré-bancarrota e as medidas adoptadas foram aquelas que nos foram impostas.
Não foi o Governo da coligação PSD/CDS que levou o país ao desequilíbrio das contas públicas. Não foi o responsável pelas parcerias público-privadas, não foi o responsável pelo descalabro das SCUT, não foi o responsável pelos milhões gastos no TGV, não foi o responsável pelo enxamear do estado com fundações e negócios ruinosos.
Quem Governou Portugal nos últimos anos foi o PS.
E colocou o país na situação que hoje todos nós vemos.
Aliás, nem se percebe como é que hoje criticam e sugerem medidas que não foram capazes de adoptar ainda quando o país não estava sob a vigilância internacional. Onde estavam afinal estes dirigentes? Onde tinham guardado as suas boas ideias?
O pior ataque que o país sofre, não é o efeito das medidas, duras e injustas para a generalidade dos portugueses, mas a venda da ilusão que há outro caminho.
Por boas palavras ou mera demagogia, a alternativa ao cumprimento dos compromissos com a troika é a perda do financiamento internacional e o assumir da bancarrota.
Se é esse o caminho que querem que sigamos, digam-no sem rodeios.
Os sacrifícios a que estamos sujeitos são quase incomportáveis, mas asseguram uma trajectória de ajustamento que a termo irão dar resultados, tal como o deram na crise de 1983.
Porém aqueles que só vendem facilidades, que vendem ilusões, são aqueles que nos arruinaram, que deixaram chegar o país à bancarrota, que não tomaram as medidas que eram necessárias.
O actual Governo tem vindo a demonstrar um enorme sentido de Estado e responsabilidade política ao assumir as medidas impopulares, em nome da recuperação do país e da sua independência política e económica, postas em causa no ano passado pelo Governo liderado pelo PS.
Como se costuma dizer, quem contribui para o problema, não será, por certo, quem contribui para a solução.
O pior ataque que Portugal hoje sofre é a demagogia e a irresponsabilidade de quem nos levou à bancarrota e hoje se quer afirmar como os salvadores da pátria.
Todos nós temos consciência das dificuldades, da dureza das medidas adoptadas, dos riscos sociais, mas a alternativa seria ainda muito pior.
Como diz a sabedoria popular, vão-se os anéis, fiquem os dedos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Autárquicas já mexem…


A pouco mais de um ano das eleições autárquicas, começa-se a estruturar um novo ciclo político. Ficam aqui algumas reflexões.
ü O PS há muito definiu a sua posição. A direcção partidária, afecta ao poder, escolheu o Dr. China Pereira para candidato à Câmara, tendo por trás a omnipresente figura do actual presidente.
ü Conhecem-se as divisões internas provocadas por esta decisão, mas quem dirige o partido e o concelho não abre mão do poder e quer assegurar, mesmo não se podendo recandidatar, que vai continuar a mandar.
ü O Dr. Jorge Machado que desejou ser o candidato do PS, depois de perder para o Dr. China a corrida à Câmara, procura outros apoios, mesmo noutros partidos, para conseguir aquilo que não conseguiu no seu e querer aparecer, agora, como um candidato independente. Aliás é curioso que quem ao longo de mais de uma dúzia de anos foi um fiel servidor do poder, sem qualquer hesitação e mesmo assumindo da forma mais radical as posições do executivo, se queira apresentar, nesta altura, como o mais legítimo representante da oposição.
ü E não obstante a pré-anunciada candidatura, em oposição ao presidente da Câmara e à sua maioria, o Dr. Jorge Machado continua, como se nada se passasse, vice-presidente da autarquia. Ao que chega a incoerência e o absurdo!
ü Mas como aqui já referi noutras ocasiões, as eleições autárquicas decidem-se entre o PS e o PSD. O aparecimento de uma terceira candidatura, por mais forte que possa parecer, apenas contribuirá para facilitar a vitória a um destes partidos. Se dividir o eleitorado do PS, favorece o PSD. Se dividir o do PSD, dará de bandeja a vitória ao PS. Não será esse o objectivo?
ü O PSD definiu há um ano atrás renovar a coligação com o CDS/PP, para apresentar uma candidatura mais abrangente e poder contar com o apoio de figuras cabeceirenses que não se revêem na prática política e no projecto para Cabeceiras da actual maioria. Cabe aos órgãos próprios do PSD e da coligação escolher o candidato que esteja em melhores condições de, interna e externamente, assegurar a apresentação de um novo projecto político para o concelho.
ü Cabeceiras não precisa de guerras pessoais ou partidárias. Ainda para mais num momento de dificuldades acrescidas pela crise nacional e internacional que vivemos.
ü Cabeceiras precisa de um plano de desenvolvimento, integrado e sustentável, que se traduza na democratização da gestão municipal, que promova a iniciativa privada, que alivie os encargos para os contribuintes, que reduza os custos de despesas correntes, que controle a dívida, que assegure o apoio social para os mais desfavorecidos, que satisfaça as necessidades básicas para a qualidade de vida das pessoas, que promova uma estratégia mobilizadora centrada no desenvolvimento das potencialidades locais, criando riqueza e criando emprego.

Texto para a edição de Agosto, do jornal "O BASTO"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A alternativa é o PSD!


Muitas vezes ouço falar da necessidade de unidade no PSD para fazer oposição e para ser alternativa ao poder socialista reinante no nosso concelho, há já dezoito anos.
Questiono-me sobre esta tese.
Não é verdade que o PS está muito mais dividido que o PSD e ao longo destes anos teve muitas mais divisões?
Façamos um pouco de história sobre o passado.
O PS chegou ao poder com o apoio de: Dr. Gaspar, Dr. China, Venâncio Campos, Dr. Miguel Teixeira, Dr. Nóbrega Moura, Dr. José Lopes, Dr. Manuel Joaquim Costa, Manuel Fecheira, Zelino Magalhães, Ilídio dos Santos, Dulce Carvalho, Conceição Pacheco, Benvinda Magalhães, Júlia Brito, Emília, Domingos Ramos Pires, Celestino Vaz, …
Pelos entretantos, muitos outros foram chegando e partindo.
Quantos destes e de muitos outros hoje se reveem no projeto político e na equipa que governa a autarquia?
Ainda recentemente a situação interna do PS, segundo notícias vindas a público, foi marcada por uma profunda divisão entre as opções da cúpula dirigente e o Dr. Jorge Machado, alimentando uma provável candidatura independente no seio socialista.
 Ou quem é que ignora as questiúnculas que vão pululando pelos cafés, sobre as posições de alguns dos presidentes de Junta do PS?
Há, nesta história, apenas um dado imutável: o poder está nas mãos de quem tem sempre alguém que lhe vai dando um apoio acrítico, decorrente da dependência em que se encontra.
Porém, pelo PSD não vemos este divisionismo. Mário Campilho, Abílio Alves, Domingos Alves, Marques da Cunha, Dr. Afonso, Dr. José Avelino Lima Leite, Dr. Jorge Barroso, Eng.º Francisco Campilho, António Melo, Dr. José Ramos, Dr. Nuno Boticas, Domingos Monteiro e a quase totalidade dos dirigentes e autarcas do passado continuam a dar o seu contributo ao partido e ao concelho.
A estes junta-se um novo grupo de autarcas, quer nos órgãos municipais (Dr. Luís Miguel, Dr. António Fraga, Eng.º Manuel Teixeira, Dr.ª Custódia Magalhães, Eng.º Duarte Nuno Basto, Dr. Hugo Pacheco, Eng.º André Pereira, André Magalhães, Vítor Teixeira), quer nas freguesias (Abel Barros, Dr. José Joaquim Teixeira, Joaquim Monteiro, Paulo Pereira, Dr. António Carvalho, Dr.ª Fátima Oliveira, de entre outros), e ainda muitos outros militantes de base que sempre se mobilizam em torno do PSD.
Fazem-no em democracia e em liberdade, ao contrário de outros que só servem se for para validar as opiniões de quem manda. Exprimem as suas opiniões, mas todos se mobilizam em torno das posições do PSD, em prol da nossa Terra e dos Cabeceirenses.
O sistema político, o perfil sociológico do eleitorado, o histórico dos resultados eleitorais demonstram à saciedade que a alternativa política ganhadora terá de estar centrada no PSD, conforme verificámos nas últimas eleições legislativas.
Todas as demais hipóteses são apenas para confundir, para, como se costuma dizer, dividir para reinar. Essa é a estratégia do PS.
Mas o nosso concelho precisa de uma nova oportunidade para o desenvolvimento.
Cabeceiras precisa, de novo, do PSD no poder, para ter uma Câmara aberta aos munícipes, uma gestão solidária e respeitadora dos direitos dos trabalhadores e dos utentes, que valorize a democracia e a liberdade.
Uma gestão que defina e partilhe um Plano de Desenvolvimento, integrado e sustentável, que valorize os recursos locais, que aposte nos cabeceirenses.
Está na hora de virar de página.
A alternativa é o PSD!

Ano Novo, vida nova…
           
Costuma-se dizer que Ano Novo, vida nova.
O ano de 2012 iniciou-se com a forte previsão de uma nova forma de vida.
Uma vida que não será tão favorável, com privações, com dificuldades.
Mas é essencial mudar de vida. Ser mais criterioso, mais exigente, mais comedido.
Todos nós almejamos o melhor, sempre desejamos mais, mas é da realidade das nossas vidas que não podemos dar um passo maior do que a perna.
Se não temos meios, se não temos dinheiro, se vivemos de empréstimos, como podemos continuar a viver como se fôssemos ricos?
E o problema não é só do Estado, dos poderes públicos. É também de cada um de nós, nas nossas vidas privadas.
O Estado pediu empréstimos para muitas das obras que quis realizar. Empréstimos convencionais, mas também recorreu a engenharia financeira para se financiar no setor privado, mandando executar obras, com o compromisso de as ir pagando ao longo dos próximos anos. Foi assim que surgiram as PPP, Parcerias Público-Privados.
Também os cidadãos foram fazendo o mesmo. Ora recorrendo ao crédito para a habitação, para a compra de carro, para diversos tipos de compras, ou mesmo para gozar umas férias mais avantajadas.
Tudo somado, deu o resultado que se vê: mau, muito mau!
Por isso, 2012 terá de ser o ano em que temos de inverter esta situação.
Será difícil mas com o empenho de todos, vamos conseguir.

Publicado na edição de Janeiro/2012, de "O Basto"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entrevista ao Presidente da Comissão Política do PSD de Cabeceiras de Basto

Concedi uma entrevista ao jornal "O Basto", enquanto presidente da CPS de Cabeceiras de Basto do PSD.
Pode ler aqui o trabalho jornalístico publicado na edição de Julho.
Pode também ler a versão integral da entrevista no blogue do PSD Cabeceiras.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Entrevista na RVB

Hoje dei uma entrevista na RVB, enquanto presidente da CPS do PSD de Cabeceiras de Basto.
Abordei a questão da última Assembleia Municipal, a divulgação pública dos nomes dos principais candidatos do PS e a reorganização territorial.
Pode ouvir aqui a entrevista.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O futuro já começou!

            Na edição de Janeiro, escrevi que o futuro dos portugueses tinha de passar pela mudança dos agentes do poder socialista, instalados há cerca de quinze anos nas cadeiras do poder.  
            Concluía então: “Por isso, temos de dar passos seguros e firmes de mudança.
            Agora e já, reeleger Cavaco Silva como Presidente da República, depois mudar de maioria política e de Governo, finalmente reconquistar a Câmara Municipal.
            Estes são os objectivos claros e cruciais para começar já o futuro, quer em favor da juventude, quer em favor dos mais idosos, quer em favor dos mais desprotegidos.
            Este é o desafio que a todos nós se coloca. Depois de tantos anos de ilusões, de mentiras, de incumprimento das promessas feitas, não nos resta outra alternativa.
            Cinco meses volvidos, parece até pouco tempo, o essencial deste vaticínio já se confirmou.
            Cavaco Silva foi reeleito, José Sócrates demitiu-se, a Assembleia da República foi dissolvida, houve eleições e há uma nova maioria para governar Portugal. Nos próximos dias, talvez quando este artigo vier a público, haverá já um novo Governo.
            Como escrevi, “E chegados onde chegámos, temos de viver o presente, mas pensar no futuro, temos de encontrar um novo rumo, novos protagonistas, novos projectos.
            Não para gerir o presente, não para nos acomodarmos e sobreviver, mas para promover políticas que permitam encarar o futuro com maior tranquilidade. Temos de preparar o futuro para os nossos filhos e para os nossos netos.
           
Vitória histórica em Cabeceiras
           
            O PSD obteve uma vitória clara e expressiva nas eleições legislativas do passado dia 5 de Junho.
            Venceu no País, venceu no distrito de Braga e venceu em Cabeceiras de Basto.
            Em Cabeceiras, a vitória é histórica. A última tinha ocorrido com Cavaco Silva, em 1991, há vinte anos, e ainda quando Mário Campilho liderava a Câmara Municipal. Desde aí, somaram-se cinco derrotas eleitorais, mesmo quando o PSD ganhou, em 2002, com Durão Barroso, a nível nacional e distrital.
            Estes resultados demonstraram a firme vontade de mudança dos portugueses.
            Mas os resultados de Braga e de Cabeceiras de Basto são ainda mais significativos, porquanto a distrital do PS e o nosso concelho são, de há já muitos anos, liderados pelo mesmo protagonista.
            Daí o mito da sua invencibilidade, da sua força, do seu prestígio.
            Mas como sempre, os grandes mitos têm “pés de barro”, como os outros. Lá vem o dia e o cântaro quebra. Foi desta vez e de uma assentada só: no concelho e no distrito.
            Estes resultados vêm também acalentar o objectivo que apontava aqui, no início do ano, mudar também no concelho.
            Agora o desafio é ainda mais estimulante.
            O PSD tem de saber interpretar os sinais que estes resultados transmitem e construir um projecto novo, aberto à sociedade, partilhado e com respostas para os desafios que se colocam ao nosso concelho.
            Se assim acontecer, Cabeceiras também vai mudar em 2013.

Publicado na edição de Junho de "O Basto"

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vitória em Cabeceiras

Análise dos resultados eleitorais em Cabeceiras de Basto, por Vítor Pimenta, no jornal "O Basto", na noite eleitoral.
...
Dois grandes vencedores da noite eleitoral por aqui, voluntários ou não, são Mário Leite, oportuno na tentativa de reerguer um partido até há pouco moribundo em Cabeceiras de Basto, e André Gonçalves Pereira, líder da JSD, pela dinâmica vodka laranja que foi impondo aos adversários. Agora resta saber se o PSD consegue lidar com a oportunidade para tomar de assalto a Câmara Municipal em 2013. Precisará de um programa credível, um leque de nomes fortes e um candidato carismático, longe da figura que levou às urnas em 2009. Mas também precisará que o PS se deixe ficar no marasmo, que duvido. Uma novela interessante de se acompanhar no contexto muito provável de um novo mapa de freguesias.

Ler mais  



Palavras amáveis do Dr. Vítor Pimenta num momento particularmente feliz, a vitória do PSD em Cabeceiras de Basto, vinte anos depois.
Vitória que interrompe as do ciclo de poder do PS no país e no concelho, o que nos responsabiliza ainda mais pela luta que se avizinha em 2013.
Quanto ao futuro, nos próximos meses começará outro ciclo, porque agora é a vez de MUDAR Cabeceiras.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Liberdade e Democracia

Só há liberdade e democracia onde há independência. 

Portugal fez uma “revolução” em 1974, para dar liberdade e democracia ao povo, já que não se discutia a independência.

Salazar e Caetano tinham assegurado, até, um estatuto de “orgulhosamente sós”, porque a independência de Portugal o colocava fora dos circuitos dos poderes instalados na comunidade internacional.

Otelo Saraiva de Carvalho, um dos estrategas do “25 de Abril”, veio agora dizer que se sabia o que viria a acontecer em Portugal, nunca teria participado na revolução.

Porquê tanta desilusão?

Porque Portugal acaba de perder a sua independência.

Ao reconhecer o estado de pré-falência, o Governo pediu a ajuda internacional, sujeitando-se às medidas que nos vierem a ser impostas. Aqui acaba a nossa capacidade de escolha, a nossa capacidade de decidir, a nossa capacidade de autonomia.

Passaremos a executar as medidas que os nossos credores nos imporão.

Foi este o ponto onde nos levaram as medidas e as teimosias de um (des)governo liderado por um homem que só tem um objectivo: manter-se no poder a qualquer custo.

Com a sua atitude, não hesitou em colocar Portugal na bancarrota, fazendo-nos perder a independência, hipotecando a democracia e a liberdade.

Como diz o ministro Luís Amado, temos de sair da situação actual de "vergonha" e “humilhação" face ao estrangeiro, a que nos conduziram.

Temos agora de fazer uma revolução financeira para reganhar a independência e, com ela, a liberdade e a democracia.

Esta é agora a nossa prioridade. Precisamos de estar conscientes das dificuldades, das condicionantes, da factura pesada que teremos de pagar.

Mas primeiro teremos de punir claramente quem nos arrastou para o abismo, sob pena de lá continuar.

Dia 5 de Junho temos a oportunidade de fazer justiça pelas próprias mãos.

Começou a caminhada

No dia 2 de Abril, comecei uma nova caminhada.
Na sequência do desafio a que me propus, o PSD tem uma nova Comissão Política, que procurará levar o partido à vitória nas batalhas políticas que se avizinham.
E começa já em Junho, com as legislativas.
É óbvio que continuarei, aqui em “O Basto”, a defender as minhas ideias, a lutar pelos mesmos princípios por que sempre pautei a minha conduta.
Agora com responsabilidades acrescidas. 

Publicado na edição de Abril de "O Basto"

quarta-feira, 23 de março de 2011

Renovar o PSD

Renovar o PSD

            No meu último artigo, aqui publicado, assumi o desafio de apresentar uma candidatura aos órgãos da Secção de Cabeceiras de Basto do PSD, para o que solicitei a convocação das respectivas eleições.
            Tal facto constituiu “uma pedrada no charco” da apatia em que se vinha atolando o PSD ao longo dos últimos tempos.           
No próximo dia 2 de Abril, vamos ter eleições e eleger aqueles que se espera sejam os protagonistas da mudança, que se deseja e exige, para o partido e para o concelho.
            Desde o início que me propus criar condições para a apresentação de uma lista consensual, suportada por um programa de actuação natural: organizar, renovar e reforçar o partido e construir uma proposta ganhadora para as autárquicas de 2013.
            Os tempos não estão para o divisionismo do PSD, quando mais se lhe exige unidade, cooperação e empenho.
            É importante uma solução partilhada que possa construir as bases de um projecto político para o concelho, com ambições ganhadoras.
            Espero que todos consigamos atingir esse objectivo.
            Por isso, entendo que é preciso contar novamente com pessoas que já deram provas, que têm experiência, que viveram no partido horas muito difíceis, para encetar um processo de reafirmação do PSD em Cabeceiras de Basto. Vamos ter essas pessoas!
            Entendo que é tempo de renovar o partido. Novas caras, novos protagonistas irão aparecer.
Enfim, a lista que terei o privilégio de apresentar, será uma lista de união geracional, que permitirá aliar a experiência, a disponibilidade e a dedicação, dos mais antigos militantes às dos mais novos.
            Nós todos queremos o melhor para Cabeceiras.
Sei que os militantes do PSD darão uma resposta positiva.
            Eu procuro cumprir o desafio a que me propus.

Carnaval

Realizaram-se, como é hábito, os desfiles de Carnaval das Escolas, quer no Arco, quer em Cabeceiras, com o brilho a que já nos habituaram e com mensagens pedagógicas de louvar.
No dia de Carnaval, o Arco saiu à rua com o seu tradicional corso.
Variados carros alegóricos parodiavam a política local, donde sobressaíam as críticas à autarquia por causa do encerramento do Agrupamento de Escolas, a criação de uma associação de pais e a falta de licenciamento do lar da ARCA.
Carnaval é isso mesmo, criticar porque nessa altura ninguém leva a mal…
Será que é mesmo assim?!
Publicado na edição de "O Basto" de Março

domingo, 13 de março de 2011

Renovar o PSD

A partir de hoje está disponível em http://renovarpsdcabeceiras.blogspot.com/ o espaço de informação e comunicação da lista candidata aos órgãos da estrutura da Secção do PSD de Cabeceiras de Basto.
Passem por lá e dêem o vosso contributo...

sábado, 12 de março de 2011

Passos Coelho responde

Passos Coelho respondeu ontem a Sócrates e ao Governo, quanto ao novo PEC, apresentado por ocasião de nova cimeira europeia.
Por cá, passam-se os tempos sem que hajam medidas concretas de combate ao despesismo socialista.
Depois, e sempre por ocasião de reuniões europeias, lá vem o Governo com mais um pacote de medidas adicionais.
No entanto, sempre na mesma direcção: o contribuinte.
Pela parte do estado, dos gabinetes, do aparelho não há novidades. Podem continuar a gastar à vontade.
Por isso, é bem vinda esta resposta de Passos Coelho, que podem consultar em: PSD - Partido Social Democrata

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Congresso dos TSD

Terminou hoje o XII Congresso dos TSD, realizado na Régua, com a eleição dos órgãos da estrutura e a sessão de encerramento presidida pelo líder do PSD, Passos Coelho.
Do acto eleitoral realizado, resultou a eleição de Pedro Roque para novo secretário-geral dos TSD, substituindo, ao fim de 26 anos, Arménio Santos.
Na sua lista inclui-se Serafim Rebelo do Secretariado de Braga.
Na sua lista para o Conselho Nacional, encabeçada por João Dias da Silva, foram eleitos Mário Leite e Francisco Xavier, também em representação do Secretariado de Braga.
Na lista B, o Secretariado de Braga tinha também dois companheiros, um de que não retive o nome e o meu amigo Adelino Silva, mas que não obtiveram eleição directa.
A sessão de encerramento foi marcada pela homenagem a Arménio Santos, que cessou funções, e pelo discurso de Passos Coelho.
Discurso em que respondeu a Sócrates dizendo que a "estabilidade é um instrumento e não um fim" e disse não entender porque é que o Governo continua a "desviar recursos na economia para o que não é necessário e não manda parar, enquanto vai a tempo, aquilo que pode consumir mais recursos no futuro e custar mais emprego em Portugal.
O concelho de Cabeceiras de Basto esteve representado na delegação do Secretariado de Braga pelos congressistas Mário Leite e Francisco Magalhães.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Congresso dos TSD



Este fim-de-semana decorre o XII Congresso dos TSD, no Peso da Régua.
Aqui estou em representação do Secretariado Distrital de Braga.
Tive a oportunidade de usar da palavra para pedir que o Congresso reflicta sobre os problemas dos trabalhadores e dos portugueses em geral: o desemprego, a educação, a saúde, a crise económica; mas que se afirme a alternativa com propostas credíveis, propostas objectivas, metas alcançáveis.
Só assim os portugueses poderão confiar em nós e consubstanciar a alternativa que se exige.
Só assim Portugal pode vencer.
Portugal tem de vencer!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Assumo o desafio!

Ao longo dos últimos meses, tenho vindo a publicar alguns textos onde abordo a situação interna do PSD em Cabeceiras de Basto e a necessidade da sua reorganização, para poder apresentar, aos cabeceirenses, um projecto alternativo em 2013.

Referi aqui neste mesmo espaço, na edição anterior, que o mandato dos actuais órgãos “foram tempos de ausência, de falta de iniciativas, de silêncios (quantas vezes cúmplices com o poder), de ausência de projecto, de medidas, de propostas. Assim e com estes protagonistas, o PSD não pode almejar a ser alternativa, não estará seguramente à altura dos desafios que temos pela frente. Já é tempo, mais do que tempo, de se encontrar uma solução.”

Estávamos nas vésperas das eleições presidenciais, nas quais esperava, como veio a acontecer, a vitória de Cavaco Silva, como um primeiro passo, ao qual se deverá seguir uma vitória nas legislativas (antecipadas) e depois nas autárquicas, que terão lugar em 2013.

Nessa mesma ocasião, mantive alguns contactos com vários militantes e responsáveis partidários, no sentido de os sensibilizar para a urgência de uma solução.

Como então referi, considero que o PSD desapareceu da cena política concelhia, deixando de cumprir o seu papel de oposição, mas deixando, também, de discutir o futuro do partido e do concelho, em diálogo com os próprios militantes e de promover a alternativa de poder autárquico que se deseja.

Aproxima-se, pois, a ocasião de o PSD se assumir como alternativa e para isso é absolutamente essencial que o partido esteja reorganizado, os militantes se revejam numa nova equipa, num programa de acção e que seja apresentado um projecto para o concelho que dê respostas aos múltiplos problemas que os cabeceirenses sentem.

Já lá vão, porém, três semanas sem que haja nota de qualquer evolução na situação interna do PSD.

Sempre assumi a responsabilidade e as consequências das minhas ideias e das minhas propostas. E por isso tenho pago um preço bem alto. Não é agora, num momento absolutamente decisivo, que vou remeter-me ao silêncio ou à inacção.

E nessa conformidade, decidi assumir o compromisso de apresentar uma candidatura aos órgãos da Secção do PSD de Cabeceiras de Basto.

Desta decisão dei conhecimento ao Presidente da Mesa da Assembleia-geral e solicitei-lhe a marcação da respectiva assembleia-geral eleitoral.

Dou ao partido uma alternativa, uma opção de escolha.

Apresentarei uma nova equipa e um novo projecto, para construir a alternativa em que se possam rever os cabeceirenses, em 2013.

Não posso ser mais claro, mais objectivo, mais positivo.

Aguardarei o veredicto dos militantes.

Assumo o desafio!

Publicado na edição de Fevereiro de 2011 de "O Basto"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PSD quer emagrecer o Ministério da Educação

Ontem no Prós e Contras Pedro Duarte abordou este assunto. Hoje encontrei esta notícia que partilho convosco.
Vale a pena reflectir, concordemos ou não.
Uma coisa é certa: este modelo actual não tem resultado, uma mudança pode ser boa.
É claro que depende da mudança...
"Estado. PSD quer emagrecer o Ministério da Educação
O PSD quer um Ministério da Educação (ME) limitado ao papel de regulador do ensino sem funções de gestão das escolas. Depois de, nas jornadas parlamentares do PSD, ontem em Braga, Joaquim Azevedo, ex-secretário do governo de Cavaco Silva, ter defendido que o "Ministério da Educação pode ser implodido sem nenhum problema", ao i, o vice-presidente da bancada parlamentar, Pedro Duarte, explica que o PSD quer "reduzir o monstro burocrático do ME".
De acordo com o deputado, o sistema intermédio, "como as direcções regionais", gera "entropia na educação". Estas estruturas, esclarece, levada a cabo a "redução das competências" defendida pelos sociais-democratas, "extinguem-se por si próprias".
A visão da educação do PSD passa por remeter a tutela a apenas "uma função de regulação e avaliação do sistema" mas "não a de dirigir as escolas".
"Uma verdadeira autonomia das escolas", diz o Pedro Duarte, que concorda com uma avaliação dos professores feita por uma agência independente.
Nas jornadas, o antigo secretário de Estado Joaquim Azevedo tinha defendido que Portugal não precisa dessa administração do ME "para coisa quase nenhuma". O que é necessário, sustentou, é apenas uma agência de apoio às escolas e uma agência de avaliação. "Mais nada". Encolher o peso e influência do ME foi a empreitada que Couto dos Santos quis levar até ao fim enquanto tutelou a pasta da Educação, no governo de Cavaco Silva.
Falhou na missão e hoje culpa os partidos pelo fracasso: "Encontrei demasiadas resistências entre altos funcionários das direcções centrais e regionais, estratificados por todas as forças partidárias.
"O modelo que o antigo ministro ambicionou tinha como finalidade reduzir o ministério a duas funções: "Um ministro e dois staff para gerir o processo legislativo e definir estratégias de médio e longo prazo das políticas educativas seria suficiente." Tudo o resto caberia às escolas, que veriam a autonomia aumentar, e às direcções regionais, que teriam de reduzir a dimensão: "Acabar com os serviços centrais e descentralizar o concurso de professores para um plano regional foram metas que não consegui cumprir."
Hoje é diferente, avisa Couto dos Santos, convencido de que é "agora ou nunca" que a reestruturação deve avançar: "A falta de dinheiro é uma oportunidade única para iniciar o processo, que contudo, não pode ser tão radical como defende Joaquim Azevedo - terá de avançar por fases", remata."...
Agora pensem nisto.
Abraço!
Publicada por Professor Raro

sábado, 29 de janeiro de 2011

A Educação é uma prioridade

Ontem participei no colóquio promovido pelo Gabinete de Estudos da distrital do PSD, que tinha como tema "A Educação em Portugal – Uma Visão Prospectiva".
Foi uma iniciativa muito interessante e muito participada, já que a instabilidade se reinstalou nas escolas. Esse facto leva os professores, mas agora também os pais, a estarem mais despertos para a realidade escolar.
Curiosamente, hoje, o primeiro-ministro e todo o governo envolveram-se numa mega-operação de inaugurações de estabelecimentos de ensino.
Mais uma vez, o governo entende que a melhoria do ensino, que a educação evolui na razão directa das obras realizadas.
Quanto engano!
A única coisa que evolui é a conta bancária das empresas envolvidas nessas obras, para não falar de outros eventuais co-beneficiários.
Como foi concluído, ontem, o que se torna necessário é apostar nas pessoas.
Definir o que se espera da Escola. Definir os objectivos, os meios e o modo como atingi-los.
É imperioso redefinir a Lei de Bases do Sistema Educativo, num processo partilhado e assumido pelos principais agentes políticos e educativos.
É imperioso cumprir a Constituição, permitindo de facto a livre escolha da Escola e que cada Escola possa livre e autonomamente ter o seu Projecto Educativo.
Essas liberdade e autonomia devem ser consubstanciadas na liberdade de criar o seu próprio projecto educativo, de ter autonomia administrativa, pedagógica e financeira.
Sem isso, o futuro da Educação e do Ensino estará comprometido.
Não é por construir mais escolas, inundá-las de "Magalhães", que se inverte a situação.
Como pano de fundo, exige-se rigor e qualidade, nos actos de ensinar, mas também de aprender.
Os recursos que se dizem que se investem na Educação não podem continuar a ser esbanjados para o futuro de Portugal e dos jovens portugueses.
Como diz José Sócrates (e nós todos), "a Educação tem de ser uma prioridade". Mas tem de ser de facto e não apenas nas suas palavras ocas e nos seus actos que a negam.