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sábado, 8 de janeiro de 2011

10 Ideias que nos mudarão a vida - 6


6. O CORPO PODERÁ RECUPERAR OS SEUS PRÓPRIOS TECIDOS
Na última semana de Setembro, na Cimeirae Mundial de Células Mãe, em Baltimore, a doutora Jennifer Elisseeff, da Universidade de John Hopkins, descreveu um método para reparar os tecidos dos doentes que se tem mostrado cada vez mais exitoso. Trata-se de usar uma malha de um polímero biodegradável impregnado de nutrientes, que actua como um chamariz para atrair as células mãe que o próprio organismo gera. Estas agrupam-se na área danificada e reconstroiem o tecido. Quer dizer, se faltar cartilagem numa articulação afectada por uma artrose, as células mãe acumular-se-ão e produzirão nova cartilagem. Num osso fracturado, as células mãe repará-lo-ão de forma acelerada. Num enfarte do miocárdio, recupera-se o tecido morto e o coração manter-se-á saudável por muito tempo. O êxito destas provas levaram o Departamento de Defesa dos USA a financiar por mais cinco anos esta investigação.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Encerramento do SAP?

Encerramento do SAP?

Li, num jornal local, o seguinte: “Na oportunidade, o Eng. Joaquim Barreto, afirmou: «a retirada ou a redução de serviços públicos do interior do país, justificam esta decisão de criar esta Cooperativa. … Estamos preparados para assumir outras responsabilidades, se essa for a melhor solução para as populações, nomeadamente ao nível da gestão dos serviços de saúde” e o Dr. China Pereira congratulou-se com esta decisão de criação de um Régie Cooperativa, salientando que ela pode vir a ser alternativa ao eventual fecho do Serviço de Atendimento Permanente”.

Estas afirmações ocorreram no lançamento da nova entidade “a Basto Vida – Serviços de Acção Social e Cuidados de Saúde, uma Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada, cujo capital social está repartido entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com 80%, e os restantes 20%, por outros cooperantes singulares ou colectivos”.

Ora um jornal normalmente tão bem informado e expressando afirmações de oradores tão conhecedores daqueles meandros, só pode pré-anunciar o encerramento (para breve?) do Serviço de Atendimento Permanente – SAP, isto é a designada urgência hospitalar que há anos é assegurado pelos serviços do Centro de Saúde em Cabeceiras de Basto.

Aqui chegados urge perguntar: os responsáveis da autarquia e o directório do PS irão voltar aos comícios, às manifestações, para protestar contra o encerramento do SAP?

Ou agora já pode uma qualquer entidade, uma cooperativa (ao que nós chegámos!), criada nos meandros políticos, servir para substituir um serviço que se exigia do Sistema Nacional de Saúde?

Como sempre afirmámos, o encerramento do SAP é inevitável. Tal como tem vindo a acontecer por muitos concelhos, do norte ao sul do país.

O que estava em causa era encontrar uma solução para os problemas que se colocavam ao nosso concelho e que mitigasse os efeitos negativos das medidas legislativas adoptadas, que foram aprovadas, no início desta década, para a área da saúde.

Entenderam de forma diferente, prejudicando o concelho e os cabeceirenses.

Como sempre, a realidade escreve a história certa, independentemente das vontades de quem tudo faz para a contrariar.

Boas Festas

E já estamos no fim de mais um ano. Ano difícil.

Ano em que muitas desgraças assolaram o mundo. Não esqueço a tragédia da Madeira, por nos ser mais próxima.

Mas este ano ficará marcado, fundamentalmente, pelos efeitos da grave crise económica e financeira da Europa e, para nós particularmente, a de Portugal. O desemprego, o corte nos apoios sociais, o corte de vencimentos, o aumento de impostos, a degenerescência do poder político, atulhado de escândalos, são o reflexo dessa mesma crise.

Que nesta época natalícia, as bênçãos de Deus nos ajudem a suportar as agruras destes difíceis dias e sejam alento para o novo ano, que, como sempre, esperamos que seja melhor do que o anterior, mesmo que nada o augure.

Desejo a todos os leitores Boas Festas e Bom Ano de 2011.

Publicado na edição de "O Basto", em Dezembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cuidado com o tabaco!

Os consumidores de tabaco devem ver esta experiência.
Depois digam que não foram avisados...

domingo, 19 de setembro de 2010

A saúde mental dos portugueses


Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas
esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.


Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo
epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da
Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No
último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença
psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas
perturbações durante a vida.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com
impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência,
urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das
crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens
infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos
dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos
os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na
escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos
terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade
de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural
que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos,
criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze
anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100
casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo
das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres
humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas
sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém
maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa,
deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos
ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de
alimentos.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez
mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença
prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e
produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de
três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a
casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma
mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão
cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três
anos.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de
desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho
presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição
da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual,
tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar
que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês,
enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à
actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e
complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de
escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando
já há muito foram dizimados pela praga da miséria.


Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com
responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos
números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de
pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um
mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de
um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência
neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.


E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o
estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se
há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma
inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.


Pedro Afonso

Médico Psiquiatra
Público, 2010-06-21

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Campanha anti-tabaco

Aos meus amigos fumadores.

(devido a uma falha que não consigo suprir, as imagens foram apagadas, pelo que apresento desculpas aos leitores.)

"Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez"

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Unidade de Internamento


Foi hoje, finalmente, inaugurado a Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto.
Segundo notícias que vieram no Público e no Guimarães Digital, fica-se a saber que aquele edifício construído para o "internamento" do Centro de Saúde de Cabeceiras de Basto, afinal será uma unidade de convalescença do Centro Hospitalar do Alto Ave, que integra os hospitais de Guimarães e de Fafe.
Segundo noticia o Público, desconhece-se qual o estatuto desta unidade, porque não se integra no actual Sistema Nacional de Saúde, e levanta dúvidas quanto à existência dos recursos técnicos e humanos necessários e adequados à sua função.
De qualquer dos modos, a existência de mais um serviço de utilidade pública na nossa terra é sempre bem vindo.
No entanto, que não seja apenas uma réplica aos serviços que a Santa Casa da Misericórdia se apresta a disponibilizar, prejudicando mais uma vez a verdadeira existência de uma Unidade de Cuidados Continuados e da prestação de serviços médicos integrados nos serviços de saúde que está a implementar.
Enfim, hoje consumou-se, mesmo que em moldes diferentes, um sonho autárquico de dezasseis anos. É fruto não do empenho e satisfação das necessidades dos cabeceirenses, mas da teimosia em fazer vingar um projecto que não tem sustentabilidade e só servirá marginalmente as necessidades dos cabeceirenses.
Mas foi conseguido, sabe-se lá com que custos...
Custa é acreditar que não seja possível manter mais um ano (ou muitos mais) o Agrupamento de Escolas do Arco.
São estas contradições que custam a entender.

sábado, 26 de junho de 2010

Começaram as obras!

Enfim, as obras no antigo Hospital Dr. Júlio Henriques, da Santa Casa da Misericórdia, começaram.
Parece que finalmente foram ultrapassadas as enormes dificuldades criadas ao longo de meia dúzia de anos, e, finalmente, podemos recomeçar a pensar no "nosso" Hospital.
Certo de que terá no futuro um contexto diferente, será uma Unidade de Cuidados Continuados - UCC, de média e longa duração, e a que lhe ficarão acoplados outros serviços médicos a definir.
É, no entanto, de realçar as potencialidades de que disporá e colocará ao serviço dos cabeceirenses.
Pena é que já não esteja em funcionamento, porque tudo quanto foi apresentado como alternativa e motivo para o indeferimento das obras se traduz num enorme vazio, nada de coisa nenhuma.
Perderam-se anos, não se aproveitaram os recursos financeiros então disponibilizados, durante este tempo os cabeceirenses não puderam beneficiar de um serviço a que tinham direito, deixou de se criar postos de trabalho (mas pelos vistos não são precisos, já existem um número de medidas tomadas para combater o desemprego...), foi riqueza que se perdeu.
A principal, a saúde dos cabeceirenses e o seu bem-estar, que é o essencial quando somos confrontados com a doença ou a fase terminal de vida.
Tudo isto foi negado aos cabeceirenses durante estes anos.
Quem neste período precisou deles tem um crédito, ainda mais elevado, de legítima indignação.
Faço votos que as obras decorram dentro dos prazos estabelecidos e possamos daqui a dois anos já ter todos os serviços em funcionamento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Riga, uma cidade a rejuvenescer


Hoje tive o prazer de visitar a cidade de Riga.
Riga é a capital da Letónia, uma jovem república, que obteve a independência depois de longos anos sob o antigo regime do poder soviético.
Esta cidade tem ainda particularidades desse tempo, nomeadamente o rigor e a falta de ostentação que geralmente surgem a ocidente.
No entanto, nas zonas novas e de reconstrução verifica-se já uma assinalável mudança.
Aliás, mesmo na zona mais central, predomina a designada "arte nova", dando à cidade um ar de modernidade e de inovação.
A cidade é limpa e asseada, não há demasiado trânsito, mas o parque automóvel é de elevada qualidade.
As praças estão cheias de bares e há grande animação nas ruas.
O jantar foi servido num restaurante típico, no Lido Recreation Centre, um mega empreendimento de recreação, animação e restauração.
Na culinária sobressai o salmão e demais peixes salgados ou fumados. Mas também as carnes.
Uma diversidade enorme que aguça o apetite (mas quem precisa disso?) e o gosto por experimentar uma forma diferente de cozinhar.
Uma agradável experiência depois de um dia de trabalhos intensos.
As questões da mobilidade dos recursos humanos dos profissionais de saúde na União Europeia mereceram alargado debate. Os problemas das migrações entre estados começam a originar desequilíbrios quer nos países de acolhimento, quer nos países de origem. E o que se passa com os profissionais da saúde é idêntico ao que ocorre com outros profissionais como sejam os professores, engenheiros, ... Todos quantos têm uma qualificação superior. Todos eles entram num amplo mercado de oferta e procura, com tudo o que acarreta de oportunidades de progressão, mas também de incerteza e de instabilidade social, económica e cultural.
Enfim, uma nova abordagem do problema, para o qual a Comunidade Europeia já aprovou recentemente uma proposta no sentido do estabelecimento de um código de ética, para os serviços públicos, no âmbito da contratação de profissionais de outros estados.
Questões que merecem nos centros de decisão europeus novas abordagens, enquanto nós vamos continuando com os folhetins socratianos.
As fotos, agora já são muitas, ficarão para mais tarde...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pela nossa Saúde



Guardei para o último post sobre as eleições autárquicas a questão da Saúde.
Ao longo dos já quatro mandatos do actual poder autárquico socialista, a questão da Saúde tem merecido sempre lugar de relevo.
Há dezasseis anos atrás, determinava-se a necessidade da construção de um novo Centro de Saúde, que requalificasse as condições do seu funcionamento.
No entanto, estava subjacente que se criassem as condições para poder substituir o antigo Hospital Dr. Júlio Henriques, da Santa Casa da Misericórdia.
Daí a construção do novo Centro de Saúde, com a pretensão de, mais tarde, aí instalar a urgência (SAP - Serviço de Atendimento Permanente).
No entanto, o projecto de construção do Centro de Saúde não previu qualquer valência de urgência.
Anos volvidos e depois de muitas vicissitudes, a urgência acabou transferida para a cave (disse bem - cave) do Centro de Saúde, depois de aí terem sido feitas umas obras de beneficiação.
Esse processo ficará para sempre gravado na memória dos Cabeceirenses.
Por todo o concelho, o PS realizou comícios e uma manifestação, em plena Praça da República, contra a Santa Casa da Misericórdia, só porque esta tinha um projecto aprovado pelo Ministério da Saúde para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados e para a recuperação do Hospital para uma clínica.
Defendia o PS então, que os serviços de saúde (Centro de Saúde, urgência e internamento) teriam de ser exclusivamente públicos e ficar apenas nas instalações do Centro de Saúde.
Que me recorde, esta atitude do PS é única. 
Nunca vi, nem ouvi falar, de que em Portugal ou noutro país do mundo, se façam manifestações para impedir o desenvolvimento dos cuidados de saúde.
Mas, para que o plano prosseguisse, faltava, ainda, o internamento.
Esta valência tinha ficado para trás, com o encerramento forçado e apressado do Hospital.
Eis que, numa operação de acoplamento, não prevista no Plano de Pormenor, foi criado um apêndice ao Centro de Saúde, eufemisticamente destinado a uma Unidade de Cuidados Continuados - UCC.
Há meses que estão prontas as instalações.
Pelo meio, ainda tivemos direito a ter os serviços em contentores, enquanto decorriam as obras.
Mas chegados a este ponto, o que temos?
Nada!!!!
A dita UCC não foi inaugurada, nem funciona, e segundo o que consta, nem funcionará.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, até o serviço de urgência (SAP) está em vias de ser encerrado.
Desde a primeira hora que este processo contraria as regras definidas pelo Plano Nacional de Saúde, que enumera os vários patamares de intervenção e dos locais onde são efectivados.
Em Cabeceiras de Basto, todos os estudos e propostas técnicas apontam apenas para o funcionamento de um centro de saúde público e agora até evoluindo para uma Unidade de Saúde Familiar - USF.
Assim sendo, o que diz o PS?
Diz nada!
Lendo-se o seu programa eleitoral, nem uma palavra, nem uma vírgula, para esta questão. Mesmo..., mesmo nada!!!!
Já esqueceram o que prometeram e não cumpriram?
Já esqueceram que impediram de, há cerca de seis anos, o nosso concelho ter  todos os serviços contratualizados entre a Misericórdia e o Estado?
Não reconhecem que milhares de cabeceirenses foram e continuam a ser prejudicados pelas decisões tomadas nesta matéria?
Querem que esqueçamos que não temos o que prometeram criar e ainda nos tiraram o que podíamos ter?
E hoje não dizem nada?
Mais, garantem ou não que após as eleições e de forma duradoura irá manter-se o serviço de urgência?
Nunca esquecerei o que fizeram ao concelho e a muitos cabeceirenses nesta matéria.
Mas é bom que os cabeceirenses também não se esqueçam disto para o futuro.
Porque estou convencido que o futuro ainda nos trará mais más notícias.


É por esta e por outras que o PS não merece o voto dos Cabeceirenses no dia 11 de Outubro.
É que com a saúde e a vida das pessoas não se brinca.
Com a saúde não se faz política partidária!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Horários

Muitas têm sido as queixas dos professores sobre as múltiplas reuniões a que estão agora sujeitos e os horário das mesmas.
Para que não prejudiquem os alunos (os utentes das escolas) fazem-se as reuniões fora do horário lectivo, quantas vezes prolongando-se pela noite dentro.
Para facilitar a vida às famílias e encarregados de educação, fazem-se reuniões à noite e até ao sábado.
Para interagir com a comunidade, algumas das actividades escolares são feitas aos fins-de-semana ou em períodos de interrupção lectiva.
Há horários para todos os gostos!
No entanto, por causa da gripe A (H1N1), o Ministério da Saúde tem vindo a realizar reuniões nos centros de saúde com médicos e enfermeiros, mas no horário de trabalho dos seus profissionais, deixando os utentes "a secar", acumulando-se nas salas de espera.
Já sabemos que os "profissionais da saúde" não trabalham fora de horas, a não ser que sejam bem pagos.
Porque será que o mesmo não acontece, por exemplo, com os professores?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Notícias de hoje


Acaba de ser noticiado que o Tribunal Constitucional considerou várias normas do Estatuto dos Açores inconstitucionais.
Afinal e mais uma vez, o Presidente da República tinha razão para ter vetado duas vezes o diploma e ter feito uma declaração ao país, faz amanhã um ano.
O PS, José Sócrates, Carlos César, mas também os demais partidos com acento na Assembleia da República não ficam bem neste caso.

Fátima Felgueiras foi absolvida do caso dos subsídios ao clube local.
Mais uma vez a Justiça absolve por falta de provas. Ninguém garante que não há crime. Só não há prova...
Quantas investigações deveriam ser feitas um pouco por todo o lado, nesta relação entre autarquias e clubes?

Confirma-se que os doentes que ficaram cegos no Hospital de Santa Maria foram injectados com um produto diferente daquele que era suposto.
Aguardam-se agora mais esclarecimentos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Como vai a "nossa Saúde"...


A actualidade dos últimos dias tem passado pelo "acidente" que ocorreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde seis pessoas ficaram "cegas" durante as operações a que se submeteram aos olhos.
Entretanto, estudos vindos a público revelam que muitos dos problemas que ocorrem nos serviços de saúde são originados por negligência.
Mesmo assim, também revelam outros estudos que os portugueses confiam no Serviço Nacional de Saúde.
No entanto, quem anda pelos hospitais, centros de saúde, consultórios depara-se com situações inconcebíveis.
Como compreender a espera durante mais de três horas só para se conhecer os resultados de um exame realizado numa urgência?
Como se compreende que utentes sejam obrigados a esperar cerca de sete horas por uma consulta?
Não será necessário equacionar uma nova organização dos serviços?
Não haverá responsáveis que tenham a obrigação de analisar estes dados e encontrar medidas alternativas?
Mas para andarem a pedir o pagamento de taxas de serviços prestados há anos, mesmo a pessoas que já faleceram, já há organização.
É tudo uma questão de prioridades: primeiro o dinheiro, depois os utentes.

sábado, 11 de julho de 2009

Atendimento hospitalar


Não apareci ontem por aqui...
Julguei que tinham sentido a minha falta, mas às tantas não...
Ontem tive de sair para uma reunião, que virou duas e pelo meio um acidente com um familiar que teve de ir para o hospital.
E é deste caso que quero hoje falar.
O meu sogro caiu em casa e teve de ser socorrido no Hospital de S. Marcos em Braga.
Nada de muito grave, mas sempre complicado para uma pessoa de 81 anos e com outros problemas de saúde.
À partida havia necessidade de ser suturado com alguns pontos, na cabeça, o que aconteceu com alguma rapidez, cerca de 45 m., mas depois veio um exame complementar. Havia que fazer uma TAC. Coisa que numa hora e pouca resolveu. Tudo parecia correr bem...
Começou então o martírio da espera. Sim, martírio para o próprio e para quantos lidaram com a situação. Cerca de três horas para que houvesse um médico para ver o exame e emitir o respectivo relatório.
No Hospital não havia médico para o efeito. Tinha de se recorrer à telemedicina e enquanto isso fica-se a fazer número no corredor da urgência, sujeito a apanhar vírus de outras doenças, sem condições para quem está fragilizado, para quem lá trabalha, para quem está a acompanhar.
É infelizmente o tratamento que nós cidadãos, que pagamos impostos, recebemos quando precisamos de recorrer aos hospitais, principalmente quando são os maiores.
Ao fim de seis horas o caso estava resolvido. Podia regressar a casa. Bastava o que tinha feito na primeira hora... as outras são para esquecer.