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sábado, 26 de junho de 2010

Começaram as obras!

Enfim, as obras no antigo Hospital Dr. Júlio Henriques, da Santa Casa da Misericórdia, começaram.
Parece que finalmente foram ultrapassadas as enormes dificuldades criadas ao longo de meia dúzia de anos, e, finalmente, podemos recomeçar a pensar no "nosso" Hospital.
Certo de que terá no futuro um contexto diferente, será uma Unidade de Cuidados Continuados - UCC, de média e longa duração, e a que lhe ficarão acoplados outros serviços médicos a definir.
É, no entanto, de realçar as potencialidades de que disporá e colocará ao serviço dos cabeceirenses.
Pena é que já não esteja em funcionamento, porque tudo quanto foi apresentado como alternativa e motivo para o indeferimento das obras se traduz num enorme vazio, nada de coisa nenhuma.
Perderam-se anos, não se aproveitaram os recursos financeiros então disponibilizados, durante este tempo os cabeceirenses não puderam beneficiar de um serviço a que tinham direito, deixou de se criar postos de trabalho (mas pelos vistos não são precisos, já existem um número de medidas tomadas para combater o desemprego...), foi riqueza que se perdeu.
A principal, a saúde dos cabeceirenses e o seu bem-estar, que é o essencial quando somos confrontados com a doença ou a fase terminal de vida.
Tudo isto foi negado aos cabeceirenses durante estes anos.
Quem neste período precisou deles tem um crédito, ainda mais elevado, de legítima indignação.
Faço votos que as obras decorram dentro dos prazos estabelecidos e possamos daqui a dois anos já ter todos os serviços em funcionamento.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Boas notícias


Realizou-se hoje a Assembleia Geral ordinária da Santa Casa da Misericórdia de S. Miguel de Refojos.
Duas boas notícias foram dadas aos irmãos presentes.
A Mesa da Misericórdia assume Junho como data para início das obras no antigo hospital.
Finalmente, aquele espaço vai ser remodelado, dando lugar à Unidade de Cuidados Continuados e aos serviços de clínica médica.
Muitos cabeceirenses já foram vítimas do atraso provocado por uma decisão política sem sentido.
A segunda notícia, a apresentação de um novo projecto: a Residencial Sénior, a construir junto do antigo hospital, com 14 apartamentos, podendo albergar até 28 pessoas.
O edifício tem também espaços para acolher a sede administrativa da Misericórdia e a Academia Cultural.
Os próximos anos vão ser de grandes obras, de avultados investimentos em prol do concelho e dos cabeceirenses.
Uma contribuição importante de uma das mais antigas instituições do concelho.
Como é pena ter-se perdido tanto tempo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pela nossa Saúde



Guardei para o último post sobre as eleições autárquicas a questão da Saúde.
Ao longo dos já quatro mandatos do actual poder autárquico socialista, a questão da Saúde tem merecido sempre lugar de relevo.
Há dezasseis anos atrás, determinava-se a necessidade da construção de um novo Centro de Saúde, que requalificasse as condições do seu funcionamento.
No entanto, estava subjacente que se criassem as condições para poder substituir o antigo Hospital Dr. Júlio Henriques, da Santa Casa da Misericórdia.
Daí a construção do novo Centro de Saúde, com a pretensão de, mais tarde, aí instalar a urgência (SAP - Serviço de Atendimento Permanente).
No entanto, o projecto de construção do Centro de Saúde não previu qualquer valência de urgência.
Anos volvidos e depois de muitas vicissitudes, a urgência acabou transferida para a cave (disse bem - cave) do Centro de Saúde, depois de aí terem sido feitas umas obras de beneficiação.
Esse processo ficará para sempre gravado na memória dos Cabeceirenses.
Por todo o concelho, o PS realizou comícios e uma manifestação, em plena Praça da República, contra a Santa Casa da Misericórdia, só porque esta tinha um projecto aprovado pelo Ministério da Saúde para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados e para a recuperação do Hospital para uma clínica.
Defendia o PS então, que os serviços de saúde (Centro de Saúde, urgência e internamento) teriam de ser exclusivamente públicos e ficar apenas nas instalações do Centro de Saúde.
Que me recorde, esta atitude do PS é única. 
Nunca vi, nem ouvi falar, de que em Portugal ou noutro país do mundo, se façam manifestações para impedir o desenvolvimento dos cuidados de saúde.
Mas, para que o plano prosseguisse, faltava, ainda, o internamento.
Esta valência tinha ficado para trás, com o encerramento forçado e apressado do Hospital.
Eis que, numa operação de acoplamento, não prevista no Plano de Pormenor, foi criado um apêndice ao Centro de Saúde, eufemisticamente destinado a uma Unidade de Cuidados Continuados - UCC.
Há meses que estão prontas as instalações.
Pelo meio, ainda tivemos direito a ter os serviços em contentores, enquanto decorriam as obras.
Mas chegados a este ponto, o que temos?
Nada!!!!
A dita UCC não foi inaugurada, nem funciona, e segundo o que consta, nem funcionará.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, até o serviço de urgência (SAP) está em vias de ser encerrado.
Desde a primeira hora que este processo contraria as regras definidas pelo Plano Nacional de Saúde, que enumera os vários patamares de intervenção e dos locais onde são efectivados.
Em Cabeceiras de Basto, todos os estudos e propostas técnicas apontam apenas para o funcionamento de um centro de saúde público e agora até evoluindo para uma Unidade de Saúde Familiar - USF.
Assim sendo, o que diz o PS?
Diz nada!
Lendo-se o seu programa eleitoral, nem uma palavra, nem uma vírgula, para esta questão. Mesmo..., mesmo nada!!!!
Já esqueceram o que prometeram e não cumpriram?
Já esqueceram que impediram de, há cerca de seis anos, o nosso concelho ter  todos os serviços contratualizados entre a Misericórdia e o Estado?
Não reconhecem que milhares de cabeceirenses foram e continuam a ser prejudicados pelas decisões tomadas nesta matéria?
Querem que esqueçamos que não temos o que prometeram criar e ainda nos tiraram o que podíamos ter?
E hoje não dizem nada?
Mais, garantem ou não que após as eleições e de forma duradoura irá manter-se o serviço de urgência?
Nunca esquecerei o que fizeram ao concelho e a muitos cabeceirenses nesta matéria.
Mas é bom que os cabeceirenses também não se esqueçam disto para o futuro.
Porque estou convencido que o futuro ainda nos trará mais más notícias.


É por esta e por outras que o PS não merece o voto dos Cabeceirenses no dia 11 de Outubro.
É que com a saúde e a vida das pessoas não se brinca.
Com a saúde não se faz política partidária!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Hospital da Santa Casa da Misericórdia


Ontem estive no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde.
É uma das componentes dos serviços prestados por aquela instituição, a par do Lar, Fisioterapia, consultas de especialidade, hemodiálise, ...
Durante as horas que lá passei pude apreciar o movimento de centenas de pessoas que àqueles serviços recorriam.
A acção desenvolvida pela Santa Casa contribui para a satisfação das necessidades das pessoas da terra (e de muitas de fora dela) e constitui um incremento ao desenvolvimento local.
E na nossa terra como é?
Há meia dúzia de anos atrás, quando a Santa Casa desejou enveredar pelo mesmo caminho, após a devolução do Hospital Dr. Júlio Henriques pelo Ministério da Saúde, alguém andou de lugar em lugar do concelho a fazer comícios e manifestações contra as obras de renovação do edifício e instalação da Unidade de Cuidados Continuados.
Hoje, tudo ainda está na mesma.
Daqui a dois a três anos, provavelmente, estaremos a inaugurar uma unidade que já poderia estar em funcionamento há alguns anos.
Perguntar-se-á:
- A quem serviu esta paralisação?
- Quantas pessoas se viram privadas de cuidados médicos e de assistência por causa disso?
- Quantas famílias tiveram grandes problemas por não terem tido quem lhes pudesse valer numa das ocasiões mais difíceis das suas vidas?
- Quantos pessoas deixaram de ter emprego?
- Quanto desenvolvimento deixou de ser feito por falta de alavancagem destes serviços?
Uma resposta temos de certeza.
Sabemos quem foi responsável por esse facto!

sábado, 27 de junho de 2009

Rede Social(ista)


Desde há um ano, altura em que Manuela Ferreira Leite iniciou a sua campanha para a liderança do PSD, que as questões sociais têm vindo a ganhar uma maior projecção.
Claro que a par do empobrecimento contínuo, do desemprego, das doenças, que grassam na nossa sociedade, exige-se que quem governe tenha uma visão mais humanista, mais solidária, mais social.
Manuela Ferreira Leite centrou a sua mensagem, o seu programa, a sua acção na denúncia da falta de apoio social àqueles que mais precisam.
Hoje, o discurso político de todas os partidos e dos seus líderes é marcado por afirmações e propostas nesta área.
Contudo, se olharmos para trás, não tinham já sido anunciados e lançados projectos e medidas para combater as necessidades sociais?
Afinal, foram ou não implementadas essas medidas?
Para onde foram os milhões de euros anunciados?
Sim, perguntas, porque na realidade não vemos os efeitos.
Uma das medidas mais sonantes tinha sido a criação de uma Rede Social que, presumivelmente, coordenaria e estruturaria as diferentes ofertas sociais a nível local, regional e nacional.
Se na teoria esta medida até podia ser ajustada, na prática nem sempre assim aconteceu.
Vejamos o caso do nosso concelho.
Como se compreende que a Santa Casa da Misericórdia tenha sido marginalizada neste processo? Deve ser caso único a nível nacional.
Como se entende que o Núcleo da Cruz Vermelha do Arco de Baúlhe, que já desenvolve um vasto serviço social, tenha sido preterido como parceiro local, no domínio do apoio social , em detrimento de uma associação recreativa, até então sem qualquer acção social?
Como se entende, hoje, o bloqueio que a Câmara Municipal fez, há meia dúzia de anos atrás, à criação da Unidade de Cuidados Continuados a instalar no antigo edifício do Hospital?
Quem foi prejudicado por isso: os Cabeceirenses ou a Santa Casa?
Claramente os Cabeceirenses!