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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Novo Ano, novo desafio!


2013 está aí.
Um Ano Novo que não se anuncia fácil, mas cheio de desafios e de esperança.
Temos de encarar as vicissitudes da vida, boas ou más, com espírito aberto e vontade de vencer.
Para mim, também, o próximo ano traz um novo e exigente desafio.
As estruturas do PSD convidaram-me e depositaram em mim a confiança, que muito me honra, de ser o candidato a Presidente da Câmara, nas eleições autárquicas que se avizinham.
Ao longo dos últimos anos, nesta coluna, tenho expressado as minhas opiniões, as críticas, as propostas, a análise da nossa vida enquanto comunidade local.
No último ano e meio, presidi à Comissão Política de Secção do PSD, acompanhando de perto a atividade social, económica e política, assumindo a responsabilidade de adotar as propostas necessárias, em defesa da nossa terra e dos Cabeceirenses.
Por isso, os Cabeceirenses conhecem-me. Conhecem o que penso, sabem o que fiz.
Aceitei o desafio, que me honra e me responsabiliza, no pressuposto de contribuir para a mudança em Cabeceiras de Basto e construir um futuro melhor para os Cabeceirenses.
Sempre tive uma particular atenção às questões sociais: a pobreza, o desemprego, a doença, a educação.
Sempre lutei pela Liberdade, pela Democracia, pela transparência e pelo rigor na gestão da causa pública.
É com estes sustentáculos que assumirei este desafio.
É este o compromisso com os Cabeceirenses!


2012 está a terminar
           
O ano de 2012 está a terminar.
Foi um ano muito difícil para todos nós. Todos sofremos as dificuldades da herança de uma governação que nos arrastou para a bancarrota.
Portugal viveu sob os ditames da troika, que o Governo de Sócrates chamou e com quem negociou, nas piores condições, com o país endividado desmesuradamente e sem crédito.
O atual Governo tem procurado cumprir os compromissos assumidos, por outros e nos termos acordados por estes, de forma a contar com o financiamento necessário à sustentação das funções do Estado: a saúde, a educação, os apoios sociais, a segurança, o pagamento de ordenados e pensões.
Portugal viveu em estado de emergência. Entre a bancarrota iminente e o estreito caminho da reestruturação e da consolidação orçamental. Em defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses, por muito que isso nos penalize.
De outro modo, o não cumprimento dos termos do memorando, o estado português não teria os recursos financeiros necessários para assegurar as mais elementares despesas e encargos.
A bancarrota seria muito mais penalizadora para todos.
Mas foi este o desafio da governação, procurando acautelar a situação dos mais desfavorecidos. O que aconteceu subindo as pensões mais baixas, mantendo e alargando as isenções de taxas moderadoras nos serviços de saúde, mantendo os apoios sociais existentes e criando outros, como as cantinas sociais.
Os cortes e a moralização dos apoios concedidos resultaram de um maior rigor e exigência, que a todos também se exige num período de grandes contenções.
Este tem sido o desafio de quem quer preservar os portugueses de males maiores.
Por Portugal e por todos nós!

Reitero a todos os leitores os meus votos de Santas Festas e desejar um Ano Novo melhor para todos.

Texto para a edição de Dezembro do jornal "O Basto"

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sou candidato!

A CPS do Psd Cabeceiras de Basto indicou-me, hoje, à estrutura distrital do PSD como candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições autárquicas que se avizinham.
É para mim uma grande honra e uma enorme responsabilidade.
Uma grande honra, por terem confiado em mim e no trabalho que tenho desenvolvido ao longo dos anos, no nosso concelho, quer como Professor, quer 

como cidadão envolvido na comunidade.
Uma enorme responsabilidade, porque num contexto político, social e económico difícil, quer a nível local, quer nacional, se me exige determinação e empenhamento de modo a defender um projeto que promova o futuro de Cabeceiras e dos Cabeceirenses.
Tal como sempre fiz, trabalharei em prol da nossa terra e das nossas gentes.
Espero ser digno da confiança que em mim depositaram.
Espero, também, contar com o apoio e a colaboração de todos aqueles que entendem chegada a hora de mudar e fazer de Cabeceiras uma terra mais atraente, mais desenvolvida, com mais emprego, com maior sensibilidade social, com melhor qualidade de vida.
Por Cabeceiras e pelos Cabeceirenses!





Foi com esta mensagem no facebook, no passado dia 11, que assumi ser candidato à presidência da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, nas eleições do próximo ano, liderando as listas da coligação 
abrangente PSD/CDS, que contará também com a presença e apoio de cabeceirenses independentes.

Desde há uns meses que este meu blogue pessoal tem sido secundarizado, face ao assumir de posições enquanto responsável do PSD.


Agora, mais ainda, ver-me-ei com menor disponibilidade para alimentar este espaço. 


Contudo, por aqui virei e sempre deixarei algumas mensagens.


A todos os meus seguidores agradeço a compreensão e espero contar que me "sigam" no novo caminho que vou trilhar.


Obrigado a todos!



terça-feira, 31 de julho de 2012

Notas soltas


Pede-nos a Direcção do jornal contenção na escrita e como estamos em época estival, propícia à indolência, deixo, desta vez, apenas meia dúzia de notas soltas.
ü Foi notícia, dos últimos dias, o facto de a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto ter os custos mais elevados do distrito com as empresas municipais, E, neste caso, apenas com uma só, a Emunibasto. Cada Cabeceirense vai pagar 111,38 € só para isso!
ü O caso Miguel Relvas tem tomado conta do anedotário nacional. E com razão, diga-se. Ninguém pode ser licenciado com exames a apenas quatro cadeiras. No entanto, muitos outros há com idêntico canudo e estão muito caladinhos à espera de passarem despercebidos. Até porque foram os que aprovaram a legislação que tal permitiu.
ü Ainda a propósito do caso Relvas, a intoxicação informativa tem um outro objectivo: desviar as atenções do que é verdadeiramente importante e fazer esquecer as responsabilidades de quem nos (des)governou ao longo dos últimos anos.
ü O Governo, de tanto ser contestado mais forte se torna. Porque se é verdade que tem tomado muitas medidas impopulares e quantas vezes injustas para muitos portugueses, o facto é que hoje já se fala na possibilidade de renegociação do memorando e de criar políticas de desenvolvimento. Há um ano atrás, quando o Governo foi constituído, apenas se falava da eminência da bancarrota e da necessidade de viabilizar um plano de resgate financeiro, depois de já terem sido aprovados três planos nunca cumpridos.
ü Há factos curiosos e anedóticos. Um deles aconteceu este mês com o lançamento de uma obra “emblemática” da Câmara, sob a responsabilidade da Basto Vida: a Unidade de Cuidados Continuados no antigo posto da GNR. A obra começou com pompa e circunstância, só que se esqueceram que a obra ainda não estava licenciada. Pelo menos o edital que lá esteve era de uma obra licenciada pela Câmara de Famalicão. Sem comentários!
ü Em época de férias na nossa terra, para muitos dos nossos conterrâneos a trabalhar algures pelo mundo, votos de uma boa e reconfortante estadia. E que de regresso ao trabalho tenham os maiores sucessos profissionais, pessoais e familiares.

Texto para a edição de Julho de "O Basto"

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A reforma do Poder Local


 Aproxima-se a conclusão do processo de reorganização de toda a estrutura do poder local.
Fruto de uma negociação feita entre o Governo socialista de José Sócrates e a troika, foi definido no célebre Memorando, a Reforma da Administração Local que passa por quatro eixos de atuação: o Sector Empresarial Local, a Organização do Território, a Gestão Municipal e Intermunicipal, e o Financiamento e a Democracia Local.
Agora na oposição, o PS está contra esta reforma que incluiu no seu programa eleitoral, no programa de Governo, negociou e subscreveu no Memorando.
Em Setembro do ano passado, após o lançamento do Livro Verde pelo Governo, o PS recusou-se a discutir o assunto, quando foi proposto aos órgãos autárquicos consensualizar posições, promovendo a solução que melhor servisse cada um dos concelhos e das suas freguesias. Como isso não foi feito, o Governo deixou ao critério de cada uma das Assembleias Municipais a decisão para o seu concelho, na versão da Lei que foi aprovada.
Mas pelos vistos os nossos autarcas só são bons para as coisas boas.
Quando é preciso tomar decisões pouco populares, deixam essa missão para os outros e ainda lhes ficam a atirar pedras.
Todos nós gostaríamos de manter as Juntas em todas as freguesias. Talvez o pudéssemos fazer se o PS no Governo não tivesse levado o país à bancarrota. Porém, com as calças nas mãos, os socialistas para obter os euros de que precisavam, prometeram e comprometeram tudo, cientes que nada iriam cumprir, já que não seriam governo.
O cúmulo da irresponsabilidade e hipocrisia política!
Hoje, descartam, mais uma vez, as suas responsabilidades, para o atual governo, como se nada tivessem com isso.
E com esta lamentável atitude, perece o País e continua-se a prejudicar as populações.
            
Contas furadas!   
           
Ficámos a saber, pelas Contas de 2011, da Câmara, que a nossa autarquia tem um passivo de 37,1 milhões de euros. Pasme-se!
Como é possível um pequeno concelho, como o nosso, acumular, ano após ano, mais e mais passivo? Só no último ano, aumentou 7,4 milhões de euros, o que representou um acréscimo de 25% em relação a 2010!
E se ainda os gastos realizados fossem para fazer face às necessidades básicas dos Cabeceirenses, isto é em obras (estradas, água, saneamento) ainda se compreendia.
Porém ficámos a saber que, por dia, se gasta 506 € em comunicações, 972 € em trabalhos especializados, 550 € em estudos e pareceres, 1.072 € em outros serviços, enfim, 31.800 € em despesas correntes.
Isto é mais de seis mil contos, por dia, só em pessoal e despesas de funcionamento dos serviços.
Isto representa que cada um de nós, Cabeceirenses, tem uma dívida, por conta da Câmara, de mais de dois mil euros.
Isto representa que iremos ter de os pagar e pagar com juros.
Certamente será um legado pesado, também, para os nossos filhos e netos.
Mas continuamos a gastar e a endividar.
Já vem a caminho mais um empréstimo de quase meio milhão de euros.
Assim não custa nada, quem vier atrás!…

Texto para a edição de Junho de "O Basto" 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Passado, presente e futuro


Há precisamente um ano, estávamos a viver momentos de grave crise económica e política.
O Governo de José Sócrates tinha acabado de pedir o apoio internacional e assumir que Portugal não tinha condições para honrar os seus compromissos.
Só com a ajuda internacional, Portugal poderia assegurar o normal funcionamento dos serviços públicos, desde a administração, passando pela saúde, pela educação, pela segurança, pelos apoios sociais. Era o ruir do “estado social” tão apregoado.
Depois de seis anos de fausto e de descalabro orçamental, Portugal tinha chegado ao limiar da bancarrota.
Guterres, anos antes, tinha-nos legado o “pântano” político. Sócrates preferiu deixar-nos uma colossal dívida e o futuro na mão de estrangeiros.
Agora, volvido apenas um ano sobre a celebração do acordo com a troika, acordo que foi solicitado, foi negociado e foi assinado pelo PS, com o compromisso dos partidos da oposição do arco do poder, eis que é aquele partido e os seus dirigentes que diariamente o põe em causa, faltando com a solidariedade a quem foi responsável e com ele partilhou o ónus de uma situação crítica e para a qual não contribuiu.
Pelos vistos, para o PS e para os seus dirigentes, antigos e atuais, Portugal deve deixar de cumprir os seus compromissos, só porque as medidas são impopulares.
Estes que foram responsáveis por chegarmos ao precipício, querem agora empurrar-nos definitivamente para ele.
As medidas que o Governo está a aplicar mais não são do que aquelas que o PS propôs, negociou e aceitou, conforme decorre das avaliações da troika.
Mal de nós se quiséssemos colocar em causa o acordo firmado.
Às enormes e graves dificuldades existentes somar-se-iam muitas outras, levando a grande maioria a um estado de penúria sem precedentes. Até parece que não conhecemos o exemplo grego.
Ao celebrar “Abril” da liberdade, da democracia, da paz, do desenvolvimento, é imperioso assumir que fizemos um percurso errado, que cometemos erros, e que agora, temos de superar as dificuldades com sacrifícios, com empenhamento, com trabalho, com esperança.
Foi assim no passado de séculos de História, é assim nestes tempos de insegurança e de precaridade, mas só assim estaremos em condições de legar um futuro mais promissor aos nossos vindouros.

           
Câmara gastou mais
           
O ano de 2011 foi um ano que devia ter exigido de todos nós (pessoas, famílias, empresas, entidades públicas) grande contenção orçamental.
Porém, a nossa Câmara Municipal resolveu fazer o contrário.
Gastou mais em despesa corrente do que em 2010.
Gastou mais do que o que recebeu em 2011.
Nestas circunstâncias, o nosso concelho continua um percurso de endividamento que culminará, como todos os outros, em grandes e penosos sacrifícios para os munícipes.
Aliás já o vêm sentindo com o agravamento das taxas, nomeadamente da recolha do lixo, e com a diminuição dos serviços prestados.
E não vale a pena querer “esconder o Sol com a peneira”, como diz o adágio popular…

NOTA: Faz um ano, também, que assumi responsabilidades políticas no concelho. Foi um ano cheio de atividades e de muito trabalho político para preparar as próximas eleições autárquicas, em torno de um projeto de desenvolvimento integrado e sustentado, para o futuro, para a nossa terra e para os cabeceirenses.


Texto para a edição de Abril de "O Basto"

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Na cauda...


Hoje é domingo e acabo de ver os resultados do fim-de-semana desportivo, ao nível dos clubes do nosso concelho.
Os principais clubes, o Atlético Cabeceirense e o Desportivo do Arco, disputam a última divisão da AF de Braga (2.ª), juntamente com o GD de Cavez e o S. Nicolau de Basto, enquanto o Águias de Alvite, milita na divisão superior (1.ª).
Com profunda apreensão verifico que os nossos representantes no futebol federado se atolam na cauda das classificações.
No final da primeira volta, o Águias de Alvite está no limiar da descida, podendo na próxima época regressar à 2.ª divisão, juntando-se aos restantes clubes.
Olhando para aquela divisão, verifica-se que os três últimos classificados são, respetivamente, Desportivo do Arco, Atlético Cabeceirense e S. Nicolau de Basto. O Cavez ainda se encontra em oitavo lugar, a meio da tabela.
Nenhum deles, claramente em situação de discutir uma posição cimeira, pelo que impossibilitados de subir. Verifica-se, pois, que a política definida e executada ao longo dos últimos anos só tem servido para degradar a situação dos nossos clubes, com os resultados que estão à vista.
Não é por falta de investimento. Basta ver o mapa dos subsídios atribuídos pela autarquia. As contas de 2010, registam os seguintes valores:
                - Atlético Cabeceirense – 50.000 €
                - Desportivo do Arco – 38.700 €.
Como se compreende a atual situação?
Quem decide não sabe o que está a fazer? O que está a financiar?
Quais são os critérios para os apoios?
Em contrapartida, como se verifica, os clubes mais pequenos vivem com parcos apoios (G. D. Cavez – 7.750 €, aos outros não especificado).
E como entender que o único clube a militar numa divisão nacional, em futsal, a Contacto pague muito mais à Emunibasto do que os apoios que recebe da autarquia?

Algo está muito mal na área do desporto em Cabeceiras.
É o que dá a politização (partidarização) do desporto.
Redunda em maus resultados desportivos e péssimos efeitos na gestão dos clubes.
Pelo meio, deixam-nos, a todos nós Cabeceirenses, tristes pela imagem que de nós damos.
Cabeceiras de Basto não merecia esta sorte.
Até porque podemos fazer melhor, muito melhor.  


Publicado na edição online de "O Basto"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dar nas vistas!

A melhor forma de dar nas vistas é atrapalhar...
Já é costume em meses de verão, para dar nas vistas aos emigrantes.
Desta vez, coube ao Arco de Baúlhe a honra do feito.
As obras na confluência da EN 205 com a 206 e o novo arruamento de acesso ao Caneiro, obras paradas há algum tempo, reiniciaram-se com a construção de uma nova e ampla rotunda.
Ficou foi a faltar espaço para as viaturas passarem.
Pelo meio, e como é hábito, faz-se, desfaz-se, refaz-se, volta a fazer-se.
É assim o planeamento municipal.
Lamentavelmente!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

UM PESO E DUAS MEDIDAS

O desentendimento entre a Câmara Municipal e a ARCA, sobre a falta de licenciamento do lar e creche, tem vindo a originar o aparecimento de várias revelações.
Agora é a diferença de atitude entre duas instituições a quem a Câmara Municipal começou por viabilizar a construção, mas que agora se vêem em situação diferente na fase da sua conclusão.
A ARCA não tem licença, mas à Fundação Gomes da Cunha foi concedida, mesmo que não tenha, tal como a ARCA, os arranjos exteriores concluídos.
Esta situação vem agora divulgada no blogue ASSOCIADO DA ARCA - A VERDADE.
Mas nada disto é novo.
Aquando da viabilização destes dois projectos, outro ficou para trás, o da Cruz Vermelha do Arco.
Mas sempre assim foi na relação da autarquia com os clubes de futebol, depois com as associações, por fim com as escolas.
A esta "escola" de diferenciação têm chamado de direito de discricionaridade.
Está dentro dos parâmetros dos direitos de opção de quem governa.
Só poderemos, então, questionar como nos governam...

sábado, 22 de janeiro de 2011

Câmara anuncia abertura de Escola

Depois de nos últimos dias terem vindo a público notícias sobre a situação das obras na EB 2 e 3 de Cabeceiras de Basto e das condições em que os alunos estão a ter aulas, eis que a Câmara Municipal se dignou dar público conhecimento da situação.Para já, vem adiantar que "os alunos da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto vão começar a ter aulas nas novas instalações, que se encontram na fase final de construção, a partir de março", segundo notícia publicada no Correio do Minho.
Mais nada adianta quanto aos problemas denunciado recentemente, mas se se concretizar esta mudança de instalações, pelo menos resolve-se um dos principais problemas existentes: as péssimas condições em que alunos, professores e funcionários se vêem confrontados actualmente.
Esperemos pois que até Março as obras terminem.
Mesmo as dos espaços exteriores e que todo o plano de obras respeite os projectos definidos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Chove onde se devia ensinar...

Está a correr no Youtube um pequeno vídeo sobre as condições em que estão os alunos na Escola EB 2 e 3 de Cabeceiras de Basto.
Ali ao lado estão umas instalações novas, quase prontas, onde foram gastos cerca de quatro milhões de euros, mas que, por quanto veio a público no JN, estão inacabadas por graves falhas nos concursos de empreeitada, da responsabilidade da Câmarta Municipal.
Muito mais grave do que as irregularidades são as péssimas condições que se dão aos alunos, professores e funcionários para exercerem as suas funções.
Depois queixam-se dos resultados e de aparecerem no fundo dos rankings educativos...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Imbróglio de obra deixa alunos em contentores

Já há algum tempo que se constava, nas bocas da rua, que havia problemas com a construção da nova Escola EB 2 e 3 (agora também secundária) de Cabeceiras de Basto.
Havia dúvidas e preocupações.
Agora, fica-se com apreensão e espanto.
Apreensão, pela qualidade das condições em que alunos aprendem, professores ensinam, funcionários trabalham.
Espanto, pelas revelações feitas.
Veremos o que este caso nos irá revelar e quais as consequências para a vida escolar de tantos jovens e tantos professores.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Insólito ou nem tanto...

Cabeceiras de Basto teve hoje honras na TVI.
No programa da manhã, a Direcção da ARCA trouxe a público a situação que vive, decorrente da falta de licenciamento para abertura do seu Lar e Creche.
Trata-se da falta de licenciamento pela Câmara Municipal, depois de concluída uma obra licenciada e até acalentada pela autarquia no início.
Pelo meio, mais de milhão e meio de euros investidos, sem que os principais interessados, as crianças e os idosos, possam beneficiar da obra realizada.
Nada que não seja novo.
Desta vez calhou à ARCA, como noutras ocasiões calhou à Santa Casa da Misericórdia ou à Cruz Vermelha do Arco.
Aliás, reconheça-se que este projecto da ARCA teve luz verde para avançar, em contrapondo ao projecto que na altura tinha sido apresentado pela Cruz Vermelha.
Mas como mudaram os tempos, mudaram-se as vontades.
Enfim, uma situação insólita ou nem tanto, neste cantinho habituado a coisas estranhas...

terça-feira, 6 de julho de 2010

As árvores morrem de pé


Acabei de participar na última actividade promovida pelo Agrupamento de Escolas do Arco, que também é o meu agrupamento.
Por uma pretensão economicista surgiu, da noite para o dia, num destes dias de verão, a ideia de juntar, de fundir, os agrupamentos de escolas.
Mesmo sem ter qualquer dos objectivos propostos em vista, desde logo se colocou o encerramento do agrupamento do Arco e a sua fusão com o de Refojos, como um dado adquirido.
Aliás, o próprio presidente da Câmara transmitiu à sua directora que foi posto perante o encerramento do agrupamento este ano ou para o ano. Por isso considerou que o deveria ser já feito.
Chegados aqui, podem-se fazer algumas perguntas:
- Porquê tanta pressa?
- O que é que ganha o concelho com esta medida?
- Como irão ser compensadas as famílias por uma deslocação maior para resolverem as questões na sede que agora passará a ser em Refojos?
- Como se entende esta medida, numa ocasião em que em Refojos a escola ainda está em obras e não está nas melhores condições para incorporar um agrupamento inteiro? Aliás, nem condições tem para albergar e agrupar em centros educativos todos os seus alunos.
- Como se compreende que num concelho que mantém aberto um SAP (urgência), um tribunal, uma ECAE (Equipa de Apoio às Escolas) e outros serviços que têm vindo a fechar em todo o país e não consegue manter em funcionamento um Agrupamento de escolas?
- Será que o Presidente da Câmara está a perder poder?
- Ou não o quer usar?
- Ou será mesmo que o usou para proceder-se ao encerramento?
Perguntas que têm de ter resposta clara e concisa.
Porque entendo que fundir os dois agrupamentos não traz qualquer benefício para o rendimento escolar dos alunos, não melhora a qualidade do ensino, não há ganhos na relação entre as escolas e a comunidade, bem pelo contrário.
Por outro lado, a vila do Arco deixa de contar com um dos serviços que melhor interpretava o sentido de ser "arcoense", bem patenteado em múltiplas actividades que envolviam a comunidade.
Relembro os antigos desfile de vestido de chita, a feira medieval, as marchas populares, os desfiles de carnaval, ...
Por outro lado, este enceramento vem, mais uma vez, adulterar a carta educativa do concelho.
Como se entende a aceitação desse facto sem que os diferentes órgãos que a aprovaram se pronunciem?
Sim, nós cidadãos deste concelho queremos saber com rigor quem são os eleitos que votam a favor do encerramento do Agrupamento do Arco.
Queremos saber quais são os vereadores e os deputados da assembleia municipal que apoiam esta medida.
Porque a culpa não pode ficar solteira, fruto de uma decisão que se procura que não se saiba bem quem a tomou, quem a decidiu e quem a apoiou.
Esta questão exige rigor e clareza.
Como diz o ditado, à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-lo.
Mas aqui parece que temos gato escondido com rabo de fora.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

IRRA!!!!!!!!


Irra!!!
Onde pára a oposição?!
Nos últimos dias a questão dos mega-agrupamentos de escolas esteve na ordem do dia.
Em Cabeceiras não foi excepção.
Depois de o Ministério da Educação ter anunciado a intenção de fundir os agrupamentos de escolas com as escolas secundárias, mesmo não sendo o caso em Cabeceiras, por concordância da Câmara Municipal, foi dada indicação para a fusão do Agrupamento de Escolas do Arco com o de Refojos.
Uma enormidade...
No entanto, durante estes dias nem uma palavra se ouviu da oposição.
Que os responsáveis autárquicos não reajam publicamente a esta questão é normal.
Há muito que desejavam o controlo do agrupamento do Arco. Recorde-se o que aconteceu nas últimas eleições para Presidente do Conselho Executivo, há anos.
Mas que a oposição não tenha nada a dizer é que me custa.
Será que as populações atingidas (Arco, Faia, Basto, Cavez, Pedraça, Vilar de Cunhas, Gondiães) e os profissionais dos estabelecimentos daquelas áreas não merecem uma palavra de solidariedade?
Estão à espera de quê?
Que venha ainda alguém do poder dizer que resolveu a questão?
Irra, isto já chateia!!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Desemprego aumenta


Tenho dedicado bastantes post's à questão do desemprego, já que o considero o maior flagelo para um trabalhador, nos dias de hoje.
Quem tem emprego contribui para a riqueza nacional, mas assegura também a sua própria riqueza e independência: um salário.
Quando perde o emprego fica numa situação de vida precária, sem rendimentos e agora sem esperança de voltar ao mundo do trabalho. Um drama!
No nosso concelho, os índices de desemprego não cessam de aumentar.
Segundo os dados de Maio e publicitados pelo Correio do Minho, "os desempregados registados pelo IEFP subiram nos concelhos de Cabeceiras de Basto, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Vila Verde".
Ainda recentemente, um periódico local, fazia uma vasta abordagem sobre as medidas de combate ao desemprego no concelho, que a autarquia já vem desenvolvendo há tempos.
Das duas uma ou as medidas são poucas ou são erradas, já que os dados registados vêm mostrando um sucessivo aumento do desemprego.
Aliás, já Vítor Pimenta, num post do seu blog, anotou a necessidade de se conhecerem os resultados de um projecto de desenvolvimento empresarial.
Tenho para mim, é minha opinião, que não há medidas de combate ao desemprego. O que há é mecanismos de apoio à economia, aos investidores.
Não há desenvolvimento económico num clima de instabilidade, de falta de confiança no mercado.
E cá pelos nossos lados não há políticas estáveis, uma linha de orientação definida e assumida, a não ser a de uma forte intervenção municipal em todas as áreas de actuação.
Parafraseando, novamente, Vítor Pimenta, "por outro lado, a Câmara Municipal é actualmente a maior entidade empregadora do concelho, com gastos absurdos com pessoal que em nada resolvem a notável burocracia e a confusão de alguns serviços e dos licenciamentos. Há também a cultura generalizada de que os Paços do Concelho são a origem e a solução dos problemas, agravando-se o sentimento controleiro e de triagem pessoalizada em tudo o que é vida económica e empresarial do concelho. Isto asfixia a livre iniciativa e entorpece qualquer investimento e avanço sociológico, pelo factor psicológico per si.
Neste sentido, é preciso bem mais e melhor do que se tem feito para modificar estes resultados. E isso, como se pode constatar, não passa por mais estradas, edifícios ou a contratação avulsa de gente, mas sim por um progressivo esvaziamento do peso da Câmara Municipal na vida socioeconómica e cultural cabeceirense e uma mudança do paradigma de actuação."
Aqui está o verdadeiro motivo do nosso esvaziamento económico e social.
Ali radicam o desemprego, a emigração, a desestruturação familiar, o abandono dos lugares serranos, a perda de empresas.
Se a tudo isto se juntar uma profunda crise económica internacional, temos um situação complicadíssima.
Razão pela qual lhe dedico particular atenção.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Aeródromo ou hipódromo?



Há longos anos que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto deu início às obras daquilo que veio a designar por aeródromo, em Abadim.

O projecto nasceu, segundo dizem, da necessidade de haver um local de apoio ao combate de fogos florestais pelos meios aéreos.

Foi com base nesse pressuposto que foi ignorada a falta de estudo de impacto ambiental, de violação da Reserva Ecológica Nacional (REN) e que o Exército Português ali investiu muito trabalho.

Durante os muitos anos de obras, se questionou sobre o projecto da obra, o seu orçamento, as suas efectivas finalidades.

A tudo isso, sempre a autarquia reagiu com o silêncio.

Até que, depois de uma modificação profunda do local, lá aparece uma pista de 700 m de comprimento, por 25 m de largura, conforme consta de informação disponibilizada em site de aeronavegação - http://www.pelicano.com.pt/zp_cabeceirasdebasto.html.

O impacto ecológico e visual é muitíssimo mais vasto, conforme se pode verificar na foto que ilustra este trabalho.

Mas qual não é o nosso espanto quando depois de inaugurado o referido aeródromo, este se transforma, por artes mágicas, em hipódromo municipal.

Lá se vê (na fotografia também) a delimitação da pista para as corridas de cavalos.

Afinal em que é que ficamos: temos um aeródromo ou um hipódromo?

Será compatível este duplo estatuto?

Será que a ideia do aeródromo só serviu de “lebre” para justificar a obra e depois de feita mudou de finalidade?

Não será de questionar, agora mais do que nunca, onde estão os estudos indispensáveis a estas obras, o estudo de impacto ambiental e o parecer da REN, bem assim dos respectivos projectos e orçamentos?

Não questiono o papel importante que esta(s) infra-estrutura(s) podem ter para um concelho como o nosso, mas têm de ser devidamente estuda(s), planeada(s) e executada(s), sob pena de não conseguirem atingir os objectivos.

Objectivos que estão em causa em várias vertentes.

Que meios de apoio existem no local?

Como será possível aí os instalar, quando a área está na REN?

Como serão rentáveis estes investimentos para quem os quisesse fazer?

Como já referi, numa outra ocasião, a actividade ali desenvolvida só serve os interesses de pessoas de fora do concelho, os vendedores ambulantes.

Publicado na edição online de "O Basto"


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Obra d' "arte"


Em Agosto do ano passado, chamei aqui a atenção para a necessidade de serem reparadas as escadas que se situam no cimo da R. N.ª Sr.ª dos Anjos, no acesso pedonal para o cemitério e para os diferentes serviços que hoje existem em Vinha de Mouros.
Em Março deste ano, voltei ao assunto.
Agora que a Câmara Municipal resolveu fazer obras, há que lhe dar valor.
E compreende-se a demora.
O estudo arquitectónico e de enquadramento paisagístico exige tempo...

Tábuas novas em estacas velhas
Depois, qualquer meio-dia de trabalho dá para renovar as velhas escadas e colocar novas tábuas e estacas.
O que para assim ser, há muito que podia estar feito.
O que para assim ser, nada resolve...
Mas, não se pode dizer que nada foi feito.

Areia, inclinação forte, irregularidades do terreno
Continuo a lamentar por quem tem de lá passar!
Os perigos continuam e escorregar é o que está mais certo...
Prender o sapato no bordo das tábuas, acontece a qualquer um.
As responsabilidades da falta de segurança de quem serão?...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Limpeza das valetas


Verifiquei, hoje, com agrado, o serviço que a Câmara Municipal está a fazer na estrada de acesso a Pedraça, a limpeza das valetas.
Conforme várias vezes aqui faço referências negativas, é justo também que registe o que de positivo se faz.
É bom que este exemplo prolifere por outras das estradas e caminhos municipais.

terça-feira, 16 de março de 2010

Por onde anda o nosso dinheiro 2


Ao ler uma notícia no jornal "O Basto", citando o jornal "Ecos de Basto" sobre a atribuição de um subsídio à ADIB, pela Câmara Municipal, no valor de 50 mil euros (dez mil contos na moeda antiga), para a construção de um Centro de Dia, relembrei o post que aqui deixei em Agosto, já sobre esta matéria.
Se analisarmos a situação, verifica-se que é a autarquia a assumir os verdadeiros encargos que àquela entidade cabia suprir.
Primeiro, começou por lhe ceder o terreno, por um período de 50 anos, depois, em Outubro de 2008, concedeu-lhe um apoio de 60 mil euros (doze mil contos) e agora reforça-o com mais 50 mil, pelo que já lá vão 110 mil euros (vinte e dois mil contos) só para uma entidade.
O que realmente acontece é que são os dinheiros públicos a suportar uma parte considerável de um pretenso investimento privado.
Se considerarmos que este tipo de apoio só acontece com algumas das instituições do concelho, começa-se a temer pela isenção no processo de atribuição de subsídios e consequente actividade associativa.
Fica também em causa o critério do interesse público neste tipo de apoios financeiros, o que é preocupante já que é o dinheiro de todos nós, os contribuintes cabeceirenses, que anda assim, às centenas de milhar de euros, a ser distribuído.
Até porque já estamos escaldados deste tipo de actos.
Já foi assim no processo de apoio à Mútua de Basto e à Rural Basto para a construção do Entreposto Comercial de Basto, que acabou nas mãos e para fins exclusivamente privados.

terça-feira, 2 de março de 2010

Obras públicas, interesses privados


aqui chamei a atenção para a necessidade do arranjo das escadas que encimam a R. N.ª Sr.ª dos Anjos, junto à entrada das oficinas da Câmara Municipal.
Não necessito retomar os argumentos aí invocados, por mais evidentes que eram à altura, agravados pelo decorrer do Inverno chuvoso a que assistimos.
Aqui trata-se de uma obra pública, com fins públicos e para o bem de todos os cabeceirenses (ou não) que aí passam.
Eu e os meus, não obstante a vizinhança, nem somos os mais beneficiados, já que aí raramente passamos. Por isso, nada estou a reclamar para mim, directa ou indirectamente.
Porém, custa-me ver muitos idosos a passar por aquele local, com receio de quedas e quantos deles vítimas dessas mesmas quedas.
E enquanto aqui está em causa o interesse público, registo o facto de ter sido pavimentado um acesso privado, hoje protegido até por uma corrente, em claro benefício de interesses privados.


É caso para dizer que há obras públicas para satisfazer interesses privados, enquanto as obras públicas de interesse público vão ficando para trás.
É tempo das entidades competentes agirem em conformidade.