domingo, 23 de janeiro de 2011

O futuro começa agora

Cavaco Silva ganhou e foi reeleito à primeira volta.
Nada que não estivesse já anunciado, tal a pobreza das candidaturas adversárias.
Os resultados conhecidos são bem expressivos.
Como referi no meu último artigo de "O Basto", este era o primeiro objectivo que a todos nós se colocava.
Agora teremos de avançar para os seguintes.
Há que restabelecer uma governação séria, rigorosa e que defenda efectivamente os portugueses.
O actual Governo socialista enche a boca de socialismo, de estado social, de políticas sociais. Contudo, tem vindo a destruir a economia, a produtividade, a riqueza nacional e daí decorre o desemprego, a miséria, a fome, a instabilidade social, o aumento de impostos, a criação de taxas, a destruição do serviço nacional de saúde, a redução de apoios sociais, ...
Enfim não é esta a nossa política, este não é o caminho que nós queremos para o nosso País, para nós e para os nossos filhos.
Há que mudar de Governo e rapidamente. Esse é o nosso segundo objectivo.
Depois virá o terceiro, mudar também o nosso poder autárquico.
Hoje estamos a viver os resultados eleitorais.
Mas, o futuro começa agora.
O PSD tem de dar início ao novo ciclo já.
Não me conformo com o estado a que chegou este estado de coisas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O meu dever é falar.

[...]
Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo
acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso.
Hoje acabaram. Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje
ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores.
Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos
com que se candidataram e foram eleitos. Ontem puseram dois
professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia
activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. Ontem
sacralizava-se a escola a tempo inteiro. Hoje assinam o óbito do
desporto escolar e exterminam as actividades extracurriculares. Ontem
criaram a Parque Escolar para banquetear clientelas e desorçamentar 3
mil milhões de euros de dívidas. Hoje deixaram as escolas sem dinheiro
para manter o luxo pacóvio das construções ou sequer pagar as rendas
aos novos senhores feudais. Ontem pagaram a formação de milhares de
professores. Hoje despedem-nos sem critério, igualmente aos milhares.
in: Crónica de Santana Castilho

Comentário
A vida das Escolas, dos Alunos, dos Professores, dos Encarregados de Educação, tem sido posta cacos com as medidas avulsas deste (e de muitos outros anteriores) Ministérios da Educação.
Já está mais do que provado que no ME se sobrepõem os interesses políticos e partidárias acima dos direitos de que são credores as comunidades educativas.
É por isso que se exige um pacto, um plano global de médio prazo para a Educação.
É por isso que se torna urgente a definição do Regime de Autonomia do Ensino não Superior.
É por isso que é fundamental a Auto-regulação da Profissão Docente.
Terão de ser estes os pilares da Educação no futuro.
Quanto mais tarde acordarmos para o cumprimento destes três objectivos, mais tarde e mais comprometida está a Educação e o Ensino dos nossos jovens.

Câmara anuncia abertura de Escola

Depois de nos últimos dias terem vindo a público notícias sobre a situação das obras na EB 2 e 3 de Cabeceiras de Basto e das condições em que os alunos estão a ter aulas, eis que a Câmara Municipal se dignou dar público conhecimento da situação.Para já, vem adiantar que "os alunos da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto vão começar a ter aulas nas novas instalações, que se encontram na fase final de construção, a partir de março", segundo notícia publicada no Correio do Minho.
Mais nada adianta quanto aos problemas denunciado recentemente, mas se se concretizar esta mudança de instalações, pelo menos resolve-se um dos principais problemas existentes: as péssimas condições em que alunos, professores e funcionários se vêem confrontados actualmente.
Esperemos pois que até Março as obras terminem.
Mesmo as dos espaços exteriores e que todo o plano de obras respeite os projectos definidos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Casting Couch

A horrorosa morte do cronista social Carlos Castro devia ser aproveitada para a sociedade portuguesa reflectir sobre um dos fenómenos em que assenta: o chamado casting couch.

O casting couch é a expressão que traduz o fenómeno da prestação de favores sexuais em troca de benefícios profissionais.

Castro acabou por sofrer as consequências de se ter envolvido numa situação extrema de casting couch.

É evidente que o rapaz que

o matou queria usar o seu corpo para ascender na carreira artística. Castro aproveitou isso para conseguir aquilo que, obviamente, não conseguiria de outra forma: companhia sexual de alguém 44 anos mais jovem.

A situação não é nova, bem pelo contrário: desde tempos imemoriais que rapazes da província afluem a Lisboa e tornam-se amantes de homens muito mais velhos. Muitas vezes, com o passar dos anos, essas situações até evoluem para algo próximo de relações familiares. O actual presidente de um importante instituto público, privado de condições materiais desde tenra idade, esteve envolvido num esquema dessa natureza. O ex-presidente de um importante clube de futebol também. Quem não se quiser fazer de parvo tem de admitir que estes casos pululam.

Nos anos 50, Carlos Burnay apareceu morto, ao que tudo indica pelas mãos de um empregado com quem mantinha uma relação do género. Devido a esse caso, na época, o termo "peixinho do mar" significava homossexual.

Até nas consequências, portanto, o caso não é novo.

O casting couch está enraizado em Portugal, como beber vinho ou ver futebol. A política, o meio artístico e até o mundo universitário estão pejados disso.

Conto duas histórias a propósito do casting couch universitário.

Era eu um jovem assistente a começar carreira quando uma aluna, de forma anormal para a época, apareceu com um decote verdadeiramente despropositado. Acabou por passar com um miserável 10, não pela exibição mamária mas porque, apesar de tudo, não fora das piores. Algumas semanas depois, apareceu-me antes de uma tarde de exames, vestida de forma ainda mais ousada, com uma rapariguita envergonhada ao lado. Depois de meio minuto de insinuação reles, apresentou-me a amiga. Verifiquei depois que era uma das alunas que ia a exame. Reprovou, pois não dava uma para a caixa. A outra nunca mais me cumprimentou, certamente ofendida pela desfeita e interrogando-se se os seus dotes só funcionariam algumas vezes... Sei, contudo, que com outros docentes funcionava e que em dias de exame oral a moça não dispensava a indumentária escassa.

Recordo-me de outro episódio, posterior e bem mais grave: uma assistente, conhecida pela forma escandalosa como se apresentava (o que incluia mostrar as cuecas ao sentar-se, enquanto se ria descontroladamente), conseguira sempre belíssimas notas e, logo no início da carreira, era presença assídua em cursos, conferências, grupos de trabalho, etc.. Felizmente nunca lhe dei aulas, mas admirava-me como é que uma pessoa, em tão pouco tempo, ascendera tão depressa, promovida por exigentes colegas meus como se de uma estrela internacional se tratasse. Para mais porque era sabido que, quando abria a boca sem um papel à frente só dizia banalidades. A resposta não tardou: uma vez vi um conhecido académico deste País deixá-la de noite junto a casa dela, ajudando-a a tirar a mala de viagem da bagageira do carro. Era um Domingo à noite.

Se isto é assim nas Universidades, imagine-se nos estúdios de televisão e nos camarins dos modelos.

Não acham estranho que haja tanta incompetência no nosso País?

Não acham estranho que haja sempre tudo para os mesmos?

A explicação é tantas vezes igual e assim será enquanto não houver Justiça que funcione.

Carlos Castro foi apenas um caso com desfecho extremo.

Carmindo Mascarenhas Bordalo*

Professor Catedrático Jubilado

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Deputado Emídio Guerreiro quer saber “como uma obra orçada em 4 milhões de euros pode ter derrapagens de 3,8 milhões”

Em requerimento dirigido à Ministra da Educação, o Deputado Emídio Guerreiro do PSD exige explicações daquele Ministério para “o facto da obra de remodelação da Escola EB 2,3 de Cabeceiras de Basto, obra orçada em 4 milhões de euros, vir a ter trabalhos complementares no valor de 3,8 milhões de euros”.

No mesmo requerimento, o parlamentar eleito pelo Distrito de Braga lembra que “a Comunicação Social traz a público a notícia de que podem ter ocorrido irregularidades relativamente ao Concurso Público para a remodelação da Escola EB 2,3 de Cabeceiras de Basto”. Para Emídio Guerreiro “é estranho que uma empreitada que é inicialmente adjudicada por 4 milhões de euros, venha 16 meses mais tarde, a sofrer trabalhos complementares no valor de 3 milhões e oitenta mil euros, quase duplicando o custo total das obras”. Acresce que outras empresas, segundo o Deputado, “que concorreram ao concurso dentro do prazo legal, fazendo-o através da plataforma de concursos públicos Vortal, não o conseguiram fazer, já que a referida plataforma indicava que as propostas se encontravam fora do prazo legal”.
Existe também a informação, continua o requerimento dirigido a Isabel Alçada, “de que parte dos trabalhos submetidos a concurso público pela Câmara Municipal de Cabeceiras já estavam realizados, pela empresa Alberto Couto Alves S. A. , o que por si só já levanta suspeitas”. O Parlamentar questiona ainda o Ministério da Educação sobre se tem alguma explicação para o facto de uma obra com um orçamento de 3,8 milhões de euros, seja posta a concurso com um prazo de apenas três dias para entrega de propostas. E o requerimento termina, questionando “quando é que as obras da escola estarão concluídas, uma vez que tem sofrido adiamentos e os alunos continuam a ter aulas em contentores”

Fonte: Jornal "O Basto"


O futuro começa já!

Há cerca de quinze anos que o poder central e local é dominado pelos socialistas.

Prometeram-nos um mar de rosas e até estão a cumprir… temos o presente e o futuro pejado dos seus espinhos (mais desemprego, mais impostos, mais miséria, menos educação, menos saúde, menos justiça, menos salários).

Se é verdade que hoje há melhores condições de vida, que se fizeram grandes obras, que houve evolução, não é menos verdade que para isso se gastou o que se tinha, o que se esperava vir a ter e muito mais do que seria de esperar que algum dia se gastasse.

Daí, estarmos hoje numa situação delicada, viver momentos muito difíceis.

Mas nada que não fosse esperado. As políticas socialistas, ou ditas de esquerda, são mais vocacionadas para o consumo, para o gastar, do que para o criar de riqueza, para o investimento, para o desenvolvimento. Isto é dos livros, é da natureza das coisas.

E chegados onde chegámos, temos de viver o presente, mas pensar no futuro, temos de encontrar um novo rumo, novos protagonistas, novos projectos.

Não para gerir o presente, não para nos acomodarmos e sobreviver, mas para promover políticas que permitam encarar o futuro com maior tranquilidade. Temos de preparar o futuro para os nossos filhos e para os nossos netos.

Já aqui escrevi que “os nossos pais nos deixaram um mundo melhor do que o deles e nós estamos a deixar um pior para os nossos”.

Por isso, temos de dar passos seguros e firmes de mudança.

Agora e já, reeleger Cavaco Silva como Presidente da República, depois mudar de maioria política e de Governo, finalmente reconquistar a Câmara Municipal.

Estes são os objectivos claros e cruciais para começar já o futuro, quer em favor da juventude, quer em favor dos mais idosos, quer em favor dos mais desprotegidos.

Este é o desafio que a todos nós se coloca. Depois de tantos anos de ilusões, de mentiras, de incumprimento das promessas feitas, não nos resta outra alternativa.

Um projecto para Cabeceiras

O PSD é o maior partido da oposição e inevitavelmente a força política que poderá ser a alternativa de poder, a nível nacional e a nível local.

Tive a oportunidade de no último artigo de opinião deste jornal, na sua versão online, de chamar a atenção para os vinte e cinco meses perdidos da gestão da actual comissão política concelhia.

Foram tempos de ausência, de falta de iniciativas, de silêncios (quantas vezes cúmplices com o poder), de ausência de projecto, de medidas, de propostas.

Assim e com estes protagonistas, o PSD não pode almejar a ser alternativa, não estará seguramente à altura dos desafios que temos pela frente.

Já é tempo, mais do que tempo, de se encontrar uma solução.

É imperioso que o PSD apresente um projecto para Cabeceiras para a década que agora se inicia. Estamos no dealbar de uma nova era, tendo como horizonte 2020. Só sabendo onde queremos chegar, poderemos escolher o caminho e os meios.

Desta direcção política e dos seus membros nunca ouvimos sequer uma única ideia, durante estes dois anos volvidos.

É tempo de mudar por dentro, para poder ajudar a mudar o concelho.

Este é mais um aviso à navegação e quem avisa amigo é.

Publicado na edição de "O Basto", de Janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Chove na sala de aula como na rua

Um vídeo colocado na internet, no sítio do Youtube, mostra uma sala de aula, em Cabeceiras de Basto, transformada numa autêntica queda de água, na chuvosa primeira semana do ano de 2011. Veja o vídeo

No vídeo, supostamente captado por um telemóvel de um aluno, pode ver-se a chuva a jorrar do tecto da sala, na qual já estão alguns baldes para suster a água, e funcionários da escola a tentar minimizar os estragos.

O cenário é da Sala 1 do Pavilhão A da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto, estabelecimento de ensino que está a ser alvo de obras profundas de remodelação que já duram desde Junho de 2009. "Realmente, aconteceu essa situação, mas foi remediada com a ajuda dos funcionários", confirmou, ao JN, Maria do Céu Caridade, directora da EB 2,3 de Cabeceiras de Basto. A responsável desvalorizou a situação e aludiu à idade das instalações para justificar o que aconteceu a 7 de Janeiro.

"São instalações com mais de 30 anos e que, por isso, apresentam alguns problemas. A escola está em obras e este edifício só não foi ainda demolido porque a empreitada está a ser faseada. Parte do recinto já foi abaixo e reconstruído com excelentes condições", explicou Maria do Céu Caridade. A directora da escola afirmou, ainda, que a maioria dos alunos está a ter aulas em préfabricados e ainda ocupam parte do antigo edifício.

"O cenário não está tão degradado como as imagens parecem demonstrar", garantiu a responsável escolar. Durante as férias de Carnaval, aquele edifício antigo deverá ser desactivado e demolido.

00h30m