Pela Liberdade! Como sempre na batalha pela Liberdade (de expressão) e pela Democracia. Mais um desafio a vencer!
domingo, 23 de janeiro de 2011
O futuro começa agora
sábado, 22 de janeiro de 2011
O meu dever é falar.
Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo
acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso.
Hoje acabaram. Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje
ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores.
Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos
com que se candidataram e foram eleitos. Ontem puseram dois
professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia
activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. Ontem
sacralizava-se a escola a tempo inteiro. Hoje assinam o óbito do
desporto escolar e exterminam as actividades extracurriculares. Ontem
criaram a Parque Escolar para banquetear clientelas e desorçamentar 3
mil milhões de euros de dívidas. Hoje deixaram as escolas sem dinheiro
para manter o luxo pacóvio das construções ou sequer pagar as rendas
aos novos senhores feudais. Ontem pagaram a formação de milhares de
professores. Hoje despedem-nos sem critério, igualmente aos milhares.
Câmara anuncia abertura de Escola
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Casting Couch
A horrorosa morte do cronista social Carlos Castro devia ser aproveitada para a sociedade portuguesa reflectir sobre um dos fenómenos em que assenta: o chamado casting couch.
O casting couch é a expressão que traduz o fenómeno da prestação de favores sexuais em troca de benefícios profissionais.
Castro acabou por sofrer as consequências de se ter envolvido numa situação extrema de casting couch.
É evidente que o rapaz que
o matou queria usar o seu corpo para ascender na carreira artística. Castro aproveitou isso para conseguir aquilo que, obviamente, não conseguiria de outra forma: companhia sexual de alguém 44 anos mais jovem.
A situação não é nova, bem pelo contrário: desde tempos imemoriais que rapazes da província afluem a Lisboa e tornam-se amantes de homens muito mais velhos. Muitas vezes, com o passar dos anos, essas situações até evoluem para algo próximo de relações familiares. O actual presidente de um importante instituto público, privado de condições materiais desde tenra idade, esteve envolvido num esquema dessa natureza. O ex-presidente de um importante clube de futebol também. Quem não se quiser fazer de parvo tem de admitir que estes casos pululam.
Nos anos 50, Carlos Burnay apareceu morto, ao que tudo indica pelas mãos de um empregado com quem mantinha uma relação do género. Devido a esse caso, na época, o termo "peixinho do mar" significava homossexual.
Até nas consequências, portanto, o caso não é novo.
O casting couch está enraizado em Portugal, como beber vinho ou ver futebol. A política, o meio artístico e até o mundo universitário estão pejados disso.
Conto duas histórias a propósito do casting couch universitário.
Era eu um jovem assistente a começar carreira quando uma aluna, de forma anormal para a época, apareceu com um decote verdadeiramente despropositado. Acabou por passar com um miserável 10, não pela exibição mamária mas porque, apesar de tudo, não fora das piores. Algumas semanas depois, apareceu-me antes de uma tarde de exames, vestida de forma ainda mais ousada, com uma rapariguita envergonhada ao lado. Depois de meio minuto de insinuação reles, apresentou-me a amiga. Verifiquei depois que era uma das alunas que ia a exame. Reprovou, pois não dava uma para a caixa. A outra nunca mais me cumprimentou, certamente ofendida pela desfeita e interrogando-se se os seus dotes só funcionariam algumas vezes... Sei, contudo, que com outros docentes funcionava e que em dias de exame oral a moça não dispensava a indumentária escassa.
Recordo-me de outro episódio, posterior e bem mais grave: uma assistente, conhecida pela forma escandalosa como se apresentava (o que incluia mostrar as cuecas ao sentar-se, enquanto se ria descontroladamente),
Se isto é assim nas Universidades, imagine-se nos estúdios de televisão e nos camarins dos modelos.
Não acham estranho que haja tanta incompetência no nosso País?
Não acham estranho que haja sempre tudo para os mesmos?
A explicação é tantas vezes igual e assim será enquanto não houver Justiça que funcione.
Carlos Castro foi apenas um caso com desfecho extremo.
Carmindo Mascarenhas Bordalo*
Professor Catedrático Jubilado
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Deputado Emídio Guerreiro quer saber “como uma obra orçada em 4 milhões de euros pode ter derrapagens de 3,8 milhões”
No mesmo requerimento, o parlamentar eleito pelo Distrito de Braga lembra que “a Comunicação Social traz a público a notícia de que podem ter ocorrido irregularidades relativamente ao Concurso Público para a remodelação da Escola EB 2,3 de Cabeceiras de Basto”. Para Emídio Guerreiro “é estranho que uma empreitada que é inicialmente adjudicada por 4 milhões de euros, venha 16 meses mais tarde, a sofrer trabalhos complementares no valor de 3 milhões e oitenta mil euros, quase duplicando o custo total das obras”. Acresce que outras empresas, segundo o Deputado, “que concorreram ao concurso dentro do prazo legal, fazendo-o através da plataforma de concursos públicos Vortal, não o conseguiram fazer, já que a referida plataforma indicava que as propostas se encontravam fora do prazo legal”.
Existe também a informação, continua o requerimento dirigido a Isabel Alçada, “de que parte dos trabalhos submetidos a concurso público pela Câmara Municipal de Cabeceiras já estavam realizados, pela empresa Alberto Couto Alves S. A. , o que por si só já levanta suspeitas”. O Parlamentar questiona ainda o Ministério da Educação sobre se tem alguma explicação para o facto de uma obra com um orçamento de 3,8 milhões de euros, seja posta a concurso com um prazo de apenas três dias para entrega de propostas. E o requerimento termina, questionando “quando é que as obras da escola estarão concluídas, uma vez que tem sofrido adiamentos e os alunos continuam a ter aulas em contentores”
Fonte: Jornal "O Basto"
O futuro começa já!
Há cerca de quinze anos que o poder central e local é dominado pelos socialistas.
Prometeram-nos um mar de rosas e até estão a cumprir… temos o presente e o futuro pejado dos seus espinhos (mais desemprego, mais impostos, mais miséria, menos educação, menos saúde, menos justiça, menos salários).
Se é verdade que hoje há melhores condições de vida, que se fizeram grandes obras, que houve evolução, não é menos verdade que para isso se gastou o que se tinha, o que se esperava vir a ter e muito mais do que seria de esperar que algum dia se gastasse.
Daí, estarmos hoje numa situação delicada, viver momentos muito difíceis.
Mas nada que não fosse esperado. As políticas socialistas, ou ditas de esquerda, são mais vocacionadas para o consumo, para o gastar, do que para o criar de riqueza, para o investimento, para o desenvolvimento. Isto é dos livros, é da natureza das coisas.
E chegados onde chegámos, temos de viver o presente, mas pensar no futuro, temos de encontrar um novo rumo, novos protagonistas, novos projectos.
Não para gerir o presente, não para nos acomodarmos e sobreviver, mas para promover políticas que permitam encarar o futuro com maior tranquilidade. Temos de preparar o futuro para os nossos filhos e para os nossos netos.
Já aqui escrevi que “os nossos pais nos deixaram um mundo melhor do que o deles e nós estamos a deixar um pior para os nossos”.
Por isso, temos de dar passos seguros e firmes de mudança.
Agora e já, reeleger Cavaco Silva como Presidente da República, depois mudar de maioria política e de Governo, finalmente reconquistar a Câmara Municipal.
Estes são os objectivos claros e cruciais para começar já o futuro, quer em favor da juventude, quer em favor dos mais idosos, quer em favor dos mais desprotegidos.
Este é o desafio que a todos nós se coloca. Depois de tantos anos de ilusões, de mentiras, de incumprimento das promessas feitas, não nos resta outra alternativa.
Um projecto para Cabeceiras
O PSD é o maior partido da oposição e inevitavelmente a força política que poderá ser a alternativa de poder, a nível nacional e a nível local.
Tive a oportunidade de no último artigo de opinião deste jornal, na sua versão online, de chamar a atenção para os vinte e cinco meses perdidos da gestão da actual comissão política concelhia.
Foram tempos de ausência, de falta de iniciativas, de silêncios (quantas vezes cúmplices com o poder), de ausência de projecto, de medidas, de propostas.
Assim e com estes protagonistas, o PSD não pode almejar a ser alternativa, não estará seguramente à altura dos desafios que temos pela frente.
Já é tempo, mais do que tempo, de se encontrar uma solução.
É imperioso que o PSD apresente um projecto para Cabeceiras para a década que agora se inicia. Estamos no dealbar de uma nova era, tendo como horizonte 2020. Só sabendo onde queremos chegar, poderemos escolher o caminho e os meios.
Desta direcção política e dos seus membros nunca ouvimos sequer uma única ideia, durante estes dois anos volvidos.
É tempo de mudar por dentro, para poder ajudar a mudar o concelho.
Este é mais um aviso à navegação e quem avisa amigo é.
Publicado na edição de "O Basto", de Janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Chove na sala de aula como na rua
No vídeo, supostamente captado por um telemóvel de um aluno, pode ver-se a chuva a jorrar do tecto da sala, na qual já estão alguns baldes para suster a água, e funcionários da escola a tentar minimizar os estragos.
O cenário é da Sala 1 do Pavilhão A da Escola Básica 2,3 de Cabeceiras de Basto, estabelecimento de ensino que está a ser alvo de obras profundas de remodelação que já duram desde Junho de 2009. "Realmente, aconteceu essa situação, mas foi remediada com a ajuda dos funcionários", confirmou, ao JN, Maria do Céu Caridade, directora da EB 2,3 de Cabeceiras de Basto. A responsável desvalorizou a situação e aludiu à idade das instalações para justificar o que aconteceu a 7 de Janeiro.
"São instalações com mais de 30 anos e que, por isso, apresentam alguns problemas. A escola está em obras e este edifício só não foi ainda demolido porque a empreitada está a ser faseada. Parte do recinto já foi abaixo e reconstruído com excelentes condições", explicou Maria do Céu Caridade. A directora da escola afirmou, ainda, que a maioria dos alunos está a ter aulas em préfabricados e ainda ocupam parte do antigo edifício.
"O cenário não está tão degradado como as imagens parecem demonstrar", garantiu a responsável escolar. Durante as férias de Carnaval, aquele edifício antigo deverá ser desactivado e demolido.